quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Iceberg gigante avança rumo à Austrália


Sydney (Austrália), 9 dez (EFE).- Um iceberg de 140 quilômetros quadrados que se desprendeu da Antártida se dirige hoje para o sul da Austrália, e oferece um espetáculo que os entendidos qualificam como único.
O cientista Neal Young disse que é um fenômeno "muito raro, pouco comum, mas não incomum, pode se passar muito tempo até que apareça um assim, por isso é uma visão que só acontece uma vez na vida".
Os especialistas chamaram o iceberg de B17B, que tem 19 quilômetros de comprimento e oito quilômetros de largura, e é um dos maiores já vistos perto da Austrália.
A peça faz parte de um iceberg três vezes maior que se desprendeu da Antártida em 2000 e passou cinco anos parado em um lugar, por causa das correntes oceânicas nessa região.
Os cientistas preveem que o B17B rachará em seu avanço para o litoral australiano.

PF liga Arruda também à ‘Operação Castelo de Areia’


Dois escândalos políticos ardem no noticiário. Num deles, o panetonegate, José Roberto Arruda é protagonista.
Noutro, o castelo de areia da Camargo Corrêa, o governador do DF passa a figurar como coadjuvante.
Descobriu-se que o nome de Arruda consta de planilha apreendida pela Polícia Federal na casa de um executivo da construtura.
O documento é peça central do inquérito que perscruta obras públicas tocadas pela empreteira.
Associa canteiros de obras da Camargo Corrêa a doações que a empresa teria feito a políticos por baixo da mesa.
Em notícia levada às páginas do Estadão, o repórter Fausto Macedo conta o seguinte:

1. A folha de número 54 da planilha anota, sob o título "diversos", nove registros de pagamentos feitos pela Camargo Corrêa.

2. Os repasses foram grafados em moeda norte-americana: US$ 928,7 mil no total.

3. Dos nove apontamentos oito referem-se a verbas supostamente borrifadas nas arcas de "campanhas políticas" de Brasília, São Paulo e Bahia.

4. Uma das anotações da planilha traz a data de 8 de setembro de 1998. A seguir, a inscrição "camp. política Brasília-Arruda".

5. Adiante do sobrenome do governador ‘demo’ de Brasília, o valor da doação: US$ 80.496. A planilha faz a conversão para reais: R$ 103.840.

6. Nos dias 14 de setembro e 13 de novembro de 1998, mais dois apontamentos. O destionatário é, de novo, “Arruda”. No primeiro, US$ 157.790 (R$ 205.127). No segundo US$ 399.360 (R$ 499,2 mil).

7. Tudo somado, Arruda teria se servido, em 1998, de US$ 637,6 mil em "panetone$" da Camargo Corrêa. Naquele ano, ele disputou, sem sucesso, o governo do DF.

Procurado, Arruda mandou a assessoria dizer que não se lembra de doações da Camargo Corrêa à campanha de 98. Se ocorreram, acrescentou, estão registradas e não vieram em dólares.
A construtora se diz estarrecida com os vazamentos de dados do inquérito. Reitera o caráter legal das doações que faz a políticos.
A planilha em que o nome do governador é mencionado foi recolhida numa batida policial na casa de Pietro Bianchi.
Vem a ser um dos executivos da empreiteira que se encontram sob investigação na Operação Castelo de Areia.
Para a PF, o documento atribuído a Bianchi sugere a existência de um caixa paralelo na Camargo Corrêa.
Por essa caixa registradora clandestina passariam as verbas repassadas à sombra para mais de 200 políticos e autoridades.
O documento já foi remetido pelo Ministério Público Federal de São Paulo à Procuradoria-Geral da República, em Brasília.
Cabe ao procurador-geral Roberto Gurgel requerer, se achar que é o caso, o aprofundamento de investigações contra pessoas que dispõem do chamado privilégio de foro.
No caso de Arruda, o foro é o STJ (Superior Tribunal de Justiça). Ali já corre o inquérito do panetonegate, também chamado de mensalão do DEM.
Confirmando-se as novas suspeitas, Arruda passa a frequentar não um, mas dois escândalos.
A unir as duas encrencas, o mesmo relacionamento promíscuo de políticos com empresas que transacionam com o poder público.

Escrito por Josias de Souza às 05h18

domingo, 6 de dezembro de 2009

Chegou a hora de decidir quem paga a conta do clima


Ainda não há acordo sobre a origem dos recursos necessários para a adaptação e mitigação às mudanças climáticas e esta dúvida pode ser o principal fator de um possível fracasso da Conferência da ONU em Copenhague
Mudanças climáticas, aquecimento global e gases do efeito estufa são conceitos que já entraram para o vocabulário das pessoas. Apesar disso, não é fácil explicar para quem não acompanha atentamente o desenrolar das negociações porque será tão complicado alcançar um acordo climático em Copenhague se todos os países reconhecem que estes são problemas sérios. A explicação mais simples recai sobre um tema que todos nós entendemos: dinheiro. Afinal, quem paga a conta das mudanças climáticas?
Desde a Eco-92, há quase 20 anos no Rio de Janeiro, as nações mais ricas aceitaram que possuem uma maior responsabilidade sobre o clima, já que foi a industrialização do Hemisfério Norte a principal causa da emissão excessiva de gases do efeito estufa no decorrer dos últimos 150 anos.
Agora, os países em desenvolvimento, entre eles Brasil e China, também aparecem como grandes emissores, e está sendo exigido deles que optem por um progresso menos agressivo ao meio ambiente; um desenvolvimento que siga um caminho diferente do feito pelas nações ricas. Essa mudança de rumo custará dinheiro e alguém terá que pagar por ela, mas quem?
Além disso, diversos países pobres são os que mais estão sofrendo com as mudanças no clima. Tuvalu e Maldivas, pequenos Estados insulares, correm literalmente o risco de desaparecer com a subida do nível dos oceanos, sendo que as suas emissões sempre foram insignificantes. Alguém terá que ajudar esses países a se adaptarem à sua nova realidade e novamente vem a questão: quem vai pagar pelas obras de infra-estrutura e pela ajuda que serão necessárias para aliviar o sofrimento desses povos?
Essas perguntas são alguns dos principais imbróglios da COP-15, que começa na próxima segunda-feira (7) em Copenhague. Aliás, é muito provável que se não sair um acordo global nessa conferência, a culpa não seja de debates sobre metas de emissões e sim, simplesmente, por uma questão de dinheiro.
Custos
O volume de recursos que os países estão dispostos a pagar para a adaptação e mitigação é uma incógnita que parece estar ligada de forma inversamente proporcional à responsabilidade histórica de emissões de cada nação. De uma maneira geral, pobres querem receber mais e os ricos pagar menos.
Um grupo formado por 77 países mais a China, conhecido como G77, propõe que as nações ricas repassem entre 0,5% a 1% de seu Produto Interno Bruto (PIB) anual para o combate às mudanças climáticas. Dessa forma, o valor poderia ser ainda maior que os US$ 170 bilhões recomendados pela ONU por ano, enquanto alguns países europeus e os Estados Unidos sinalizam que podem oferecer bem menos, algo como US$ 20 bilhões.
Através de estudos do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), a ONU afirma que em 2030 deveriam estar sendo destinados de 0,3% a 0,5% do PIB global para as mudanças climáticas além de 1,1% a 1,7% de todos os investimentos mundiais.
Segundo a porta-voz da Organização Mundial pela Migração (IOM, na sigla em inglês), Jemini Pandya, ainda não há como saber quanto custará adaptar o mundo porque não existem pesquisas suficientes sobre o assunto. “A própria migração que será necessária devido às mudanças climáticas já é algo muito difícil de lidar. Não temos dados exatos do motivo pelo qual as pessoas mudam, por muitas vezes nem elas sabem dizer exatamente qual a razão”, afirma.
Para ela, o tema ainda não recebe a atenção devida. “O foco está sendo mais nas conseqüências do aquecimento global e eu consigo entender isso, já que por muito tempo houve um grande ceticismo sobre as emissões de gases do efeito estufa estarem causando o aumento das temperaturas”, diz.
Já para Tim Nuthall, da Fundação Climática Européia, um valor de 0,13% do PIB já seria próximo do ideal. “De acordo com a reunião de Bali, em 2007, a questão do financiamento para mudanças climáticas seria baseada em dois princípios: condições de pagar e responsabilidades históricas pelas emissões. Eu avalio que o volume de recursos necessários para a adaptação global seja de uma média de 100 bilhões de euros anuais.”

Propostas

Existem diversas idéias de como esse dinheiro deveria ser levantado e administrado; da criação de um novo organismo internacional para este fim, como quer o Brasil, a uma combinação de mecanismos de mercado, financiamentos públicos e impostos sobre setores como transporte e energia.
Identificar novas formas de financiamento será um dos pontos chave em Copenhague. Existe uma grande pressão para que os países ricos aumentem seu comprometimento e o volume de recursos que destinam para as mudanças climáticas. Porém, a União Européia e os Estados Unidos ainda buscam saídas no setor privado, principalmente nos mercados de limite e comércio de emissões (‘cap-and-trade’), como uma possibilidade para levantar recursos.
A Convenção Quadro das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas (UNFCCC) sugeriu uma série de propostas para serem discutidas em Copenhague: uma taxa global sobre emissões de CO2, impostos sobre transportes marítimos e aéreos, e expandir os procedimentos de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL) para a Implementação Conjunta (IC) e o comércio de emissões.
A lógica do “paga o poluidor e quem tem condições” parece ser uma tendência a ser seguida em Copenhague. “O dinheiro deverá vir de uma combinação de mecanismos de mercado e de fundos públicos. Existe uma grande pressão nos países ricos para que abram os bolsos, tão grande quanto a para que adotem metas. O fato é que ainda não foi feito o suficiente para evitarmos as piores conseqüências das mudanças climáticas. Os países ricos devem agir e agir rápido”, explicou Nuthall.
Os líderes mundiais terão 15 dias para avaliar todas essas propostas e concordar em um modelo que seja ao mesmo tempo justo e eficiente. Como se percebe, não será nada fácil fazer isso, o que nos faz mais uma vez lastimar que as reuniões anteriores à Copenhague pouco avançaram em decidir quem irá se responsabilizar por bancar os custos das mudanças climáticas.


Imagem: Ainda não há estimativas exatas de quanto dinheiro será necessário para a adaptação das pessoas às mudanças climáticas. Crédito: Oxfam

Buriti - Mauritia flexuosa L. f.


“Morety he outro modo de palma mto comprida e no alto tem hua roda q faz cõa folhada e dá hus cachos de coquos mto grandes ... a fructa se come.”
C.Lisboa 1631, em “Animais e Árvores do Maranhão”

No bioma Cerrado é a espécie que caracteriza as veredas, marcante fitofisionomia da região, ocorrendo também em matas de galeria e ciliares, podendo formar densos buritizais. Para além dos domínios do Cerrado, corre em toda a Amazônia e Pantanal, sobre solos mal drenados, em áreas de baixa altitude até 1000m, sendo considerada a palmeira mais abundante do país.

Produz anualmente grande quantidade de frutos, que podem ser consumidos ao natural, na forma de sucos, sorvetes, doces ou desidratados.
Segundo Rafael Teixeira, guia na Chapada dos Veadeiros especializado em flora e avifauna do Cerrado, os frutos integram a dieta de mamíferos como a cutia, a capivara e a anta, e de aves como a arara.
Em algumas cidades no Piauí, como Dom Expedito Lopes, o doce do buriti é fabricado e embalado em caixinhas feitas a partir do talo (pecíolo) de folhas do próprio buriti. O doce é comercializado em feiras do Distrito Federal e Goiânia.
“As mulheres guerreiras, senhoras de seu corpo, são como a palmeira do murity, que rejeita o fructo antes que elle amadureça e o abandona á correnteza do rio.”
J. Alencar 1874

O uso medicinal está associado ao óleo extraído da polpa dos frutos, com propriedades energéticas e vermífugas.
Rico em pró-vitamina A (500 000 UI), com índice de 300mg/100g, o óleo é usado contra queimaduras na pele, provocando alívio imediato e auxiliando na cicatrização. O óleo absorve radiações no espectro ultra-violeta, sendo um eficiente filtro solar Tem sido empregado recentemente pela indústria cosmética entrando na composição de sabonetes, cremes e xampus.


Fernando Tatagiba
Plantas do Cerrado
Bibliografia consultada:

* ALMEIDA, S.P.; PROENÇA, C.E.B.; SANO, S.M.; RIBEIRO, J.F. , 1998. Cerrado: espécies vegetais úteis. Planaltina: EMPRAPA-CEPAC.
* Cunha, Antônio Geraldo da, 1924. Dicionário Histórico das palavras portuguesas de origem tupi / Antônio Geraldo da Cunha; prefácio-estudo de Antônio Houaiss. 4 ed. São Paulo: Companhia Melhoramentos; Brasíla: Universidade de Brasília, 1998.
* Lorenzi, H. et al., 2004. Palmeiras Brasileiras e Exóticas Cultivadas. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum.
* Silva, D.B. da; et al., 2000. Frutas do Cerrado. Brasília: Emprapa Informação Tecnológica

504 Anos de Destruição Ambiental Uma Lição a Ser aprendida


O nível de destruição ambiental a que chegamos nos primeiros 5 séculos de história do Brasil é alarmante e as próximas gerações estarão condenadas a um futuro sombrio se não aprendermos a valorizar e usar de forma racional os recursos naturais. "Muitos problemas ambientais que enfrentamos hoje são resultado da mentalidade herdada dos colonizadores, que acreditavam no mito da natureza infinita e que, por isso, não precisava ser cuidada" Os sucessivos ciclos econômicos como a exploração do pau-brasil, cana e café causaram grandes impactos ambientais. Em termos de biodiversidade, a principal vítima foi a Mata Atlântica: do período colonial aos dias de hoje esse bioma já perdeu 93% de suas florestas, que originalmente cobriam 1,3 milhões de km² ao longo do litoral brasileiro. Em áreas específicas, como as florestas de Araucária no Sul do país, restam apenas 2% da cobertura original.

No século XX, esse padrão destrutivo se repete com a devastação de mais de 50% do Cerrado, em apenas 60 anos e de 15% da Amazônia, em menos de uma geração. A queima de florestas, ainda comum nos dias de hoje, era a prática mais emprega na preparação da terra para o plantio. Em 1711, o jesuíta André Antonil estabeleceu regras para orientar o plantio da cana-de-açúcar: "roça-se, queima-se e alimpa-se, tirando-lhe tudo o que pode servir de embaraço". Neste caso, o "embaraço" era a própria Mata Atlântica, cujas árvores serviam também como lenha para alimentar fornalhas da indústria do açúcar. Na visão de um escritor do século XVIII, essas fornalhas eram "bocas verdadeiramente tragadoras de matos" - calcula-se que para cada quilo de açúcar produzido queimou-se cerca de 15 quilos de lenha. A exuberância, imponência e riqueza da Mata Atlântica marcaram profundamente a imaginação dos europeus e contribuíram para criar uma imagem de terra paradisíaca, onde os recursos naturais pareciam inesgotáveis.

A redução da Mata Atlântica a níveis perigosos prova que isso não passava de uma fantasia. No período colonial, a exploração descuidada dos recursos naturais era justificada pela percepção da nova terra como mero potencial econômico para impulsionar a expansão mercantilista das potências européias da época. Essa é um trágica herança que ainda persiste no Brasil contemporâneo. Os períodos que marcaram os ciclos econômicos do Brasil-colônia estão repletos de exemplos de exploração predatória. No final do século XVIII, o crescimento das cidades e da população, resultantes da prosperidade do ciclo da mineração, gerou a necessidade de aumentar a produção de alimentos. Assim teve início a expansão da pecuária extensiva, associada a práticas danosas ao meio ambiente.

Os pastos naturais se degradavam com um ou dois ciclos de pastoreio e, ao invés de optar pelo replantio, optava-se por incendiá-los, na expectativa de que o fogo promoveria o crescimento de ervas comestíveis e garantiria a permanência do gado na área; este, por sua vez, era deixado solto, ocupando um espaço territorial bem maior do que seria necessário. Essa prática ainda se aplica, com a pecuária ocupando atualmente uma área gigantesca de quase 200 milhões de hectares e uma produtividade baixíssima, muitas vezes de menos de uma cabeça por hectare.

O ciclo do café, no século XIX, também foi marcado pelo descuido com o meio ambiente. O plantio dessa espécie africana, originalmente feito em áreas de sombra, foi cultivado no Brasil em espaços des florestados da Mata Atlântica. Um testemunha da época afirmava que para cada hectare que se pretendia abrir para a lavoura, de cinco a dez eram destruídos pelo fogo descontrolado. No século XX assistimos à destruição de ecossistemas como o Cerrado e a Amazônia. O Cerrado, como aconteceu com a Mata Atlântica, está sendo visto como um "embaraço que dever ser superado". Esse bioma vem se tornando um grande fronteira destinada à produção de grãos para exportação. Como caso da Amazônia, no início dos anos 70, apenas 1% da sua cobertura original havia sido destruída. Trinta anos mais tarde, 15% da floresta já haviam desaparecido. "Não devemos simplesmente lamentar, mas aprender com o passado e fazer diferente", diz Garo Batmanian, "principalmente integrando políticas e adotando medidas preventivas, ao invés de continuar, literalmente, apagando incêndios". Os dados mostram que existem um enorme potencial pouco explorado: nos Estados Unidos, por exemplo, as 376 áreas protegidas pelo Sistema Nacional de Parques daquele país recebem mais de 270 milhões de visitantes por ano, e geram receita de 10 bilhões de doláres e 200.000 empregos. No Brasil, das 93 unidades federais de conservação, apenas duas são lucrativas, os parques nacionais de Foz do Iguaçu e da Tijuca. A ironia maior é que a Costa Rica, um país 167 vezes menor que o Brasil, soube como aproveitar seus recursos e é hoje o principal destino para o turista estrangeiro que quer conhecer uma floresta tropical.

Fonte: Internet

Paulo Freire é anistiado 45 anos após exílio

Em Brasília, 3 mil professores e educadores de todas as regiões do Brasil e de outros 22 países acompanharam a cerimônia.

A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça concedeu nesta quinta-feira (dia 26) a anistia política /post mortem/ ao educador Paulo Freire, falecido em 1997. A cerimônia ocorreu durante o Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica que conta com 3 mil professores e educadores de todas as regiões do Brasil e de outros 22 países, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.
Presente na cerimônia, a viúva, Ana Maria Araújo Freire, se emocionou ao falar do marido. “Hoje, Paulo, você pode descansar em paz. Sua cidadania plena, sem vazios e sem lacunas, foi restaurada, como você queria, e proclamada, como você merece”, disse. A homenagem ao pernambucano que revolucionou as técnicas de ensino em todo o mundo foi marcada pela emoção.
O presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão, disse que o pedido de desculpas em nome do Estado brasileiro também era direcionado aos milhões de brasileiros e brasileiras que deixaram de ser alfabetizados e emancipados por Freire. A extinção do Plano Nacional de Alfabetização, que levaria o “método Paulo Freire” a todo o país, foi um dos primeiros atos do regime autoritário, após o golpe de 1964.
O educador pernambucano foi afastado da coordenação do Plano Nacional, instituído meses antes pelo MEC, e aposentado compulsoriamente da cadeira de professor de História e Filosofia da Universidade Federal de Pernambuco. Após ser preso por 70 dias em uma cadeia de Olinda (PE), partiu para o exílio, retornando ao Brasil somente em 1980.
Em razão da perseguição política que resultou em 16 anos de exílio, a Comissão de Anistia concedeu indenização de R$ 100 mil – teto da prestação única, que prevê 30 salários mínimos para cada ano de perseguição comprovada.

da Redação, Brasil de Fato.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Construção.

Deus lhe pague!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

III Oficina Territorial de 2009


COLEGIADO TERRITORIAL
TERRITÓRIO DAS ÁGUAS EMENDADAS/TAE
DF – GO – MG
Território da Cidadania de Águas Emendadas

C O N V I T E


Ao cumprimentarmos Vossa Senhoria, convidamos o representante dessa instituição para participar da “III Oficina Territorial das Águas Emendadas”, a ser realizada na área rural de Planaltina -DF.

-Data: 15 a 17 de dezembro de 2009 (terça a quinta-feira)
-Local do Evento: Hotel Fazenda Águas Emendadas (61-41016060/ 35006060)
-Hora: 8h às 17h

Essa última atividade do ano tem o objetivo de apresentar as conquistas do Colegiado, fortalecer o território e discutir as propostas à Matriz Territorial para 2010, conforme a programação em anexo.

Obs.: Lembramos a todos a darem atenção especial ao documento anexo a este convite, o qual trata do levantamento das demandas a comporem a Matriz Territorial para 2010.


Brasília-DF, 27 de novembro de 2009.



ROSILDA DE SOUSA MARTINS
Coordenadora
85356604



Diretores de Mobilização:
Divino Lúcio
DF: 61-96585629 Délio Oscar Neto
MG: 38 36769782 José Luiz Lins
GO: 61 81457017


P r o g r a m a ç ã o

OBS.: Para aqueles que moram mais distante, o hotel já está autorizado a recebê-los a partir da tarde do dia 14 de dezembro.

Hora 15 de dezembro 16 de dezembro 17 de dezembro
Manhã 8h00
• Credenciamento

9h00
• Cerimônia de Abertura dos trabalhos

10h00
• Encaminhamento de ata;
• Chamada aos membros do Colegiado;
• Regimento da Oficina; 8h00
• Apresentação da proposta de trabalho da Matriz Territorial 2010.
9h00
• Grupos de trabalho


8h00
• Relato da situação dos projetos territoriais;

9h00
• Calendário das ações para 2010
10h00
• Assuntos diversos
11h00
• Encerramento, assinatura de ata e avaliação da atividade
12h00 Almoço 12h00 Almoço 12h00 Almoço
Tarde 13h30
• Ações das Câmaras Temáticas;
• CT – Capacitação;
• CT- Centro de Comercialização e Capacitação;
• CT- Pesca e Aquicultura.
16h30
• Relatório das Reuniões com a Delegacia do MDA/GO e com a Casa Civil
17h
• Indicação dos 4 membros representantes do COTAE na Oficina da Rede de Colegiados e eleição dos dois delegados para o IV Encontro Nacional de Colegiados 13h30
• Apresentação dos Grupos de trabalho da Matriz;

16h30
• Relatório das ações:
Capacitações em Goiânia;
Proposta de educação com a UPIS
Intercâmbio de Ceres e Porangatu


19h30
• Dinâmicas de integração
Obs.: É oportuno que no dia 15 de dezembro às 9 hs, quando da abertura das atividades, possam se fazer presente autoridades federais, estaduais e municipais.
Todos aqueles interessados em participar da oficina da Rede Nacional de Colegiados devem estar preparados para sair de Planaltina e ir direto para Goiânia, local de realização da oficina nos dias 17 e 18 de dezembro.

COTAE
COLEGIADO TERRITORIAL DAS ÁGUAS EMENDADAS
DF - GO - MG
Sr(a)
Representante desta organização social e de governo
Brasília, 19 de novembro de 2009


Prevendo que o Governo Federal mais uma vez convidará a todas as organizações sociais e governos presentes no Território Das Águas Emendadas a participarem da construção da Matriz Territorial para 2010, solicitamos que a sua instituição promova uma ampla discussão na sua base com vistas a levantar todas as possíveis demandas da sua comunidade, as quais quando reunidas comporão as ofertas da Matriz 2010.
A exemplo dos anos anteriores a Matriz Territorial é um apanhado de todas as ofertas de políticas públicas para o Território, onde posteriormente as mesmas serão priorizadas pelo COTAE e transformadas em projetos de investimento e custeio.
Salientamos que quando do levantamento solicitado, a sua instituição esteja contemplando todas as necessidades presentes e futuras da comunidade, não só afetas ao setor de produção e organização agropecuária, mas a necessidade de educação, saúde, segurança, transporte, cultural, ambiental, geração de renda, saneamento, etc do meio rural.
Na relação a ser encaminhada à coordenação deste território, citar apenas a demanda sem necessidade de detalhá-la, a exemplo:

Demanda Município Instituição/Comunidade
Implantação de postos de Saúde Buritis-MG Rajadinha
Capacitação em associativismo e
Cooperativismo Formosa Todas as comunidades
Asfalto de 15 Km da DF 302 Gama-DF Saia Velha

As demandas levantadas deverão ser entregues na próxima Plenária do Colegiado Territorial, o qual se dará de 15 a 17 de dezembro, em local a ser confirmado pelo Núcleo Diretivo do COTAE. Eventuais dúvidas: 327490679(Rosilda) 61-84295953 ( Eliseth)


Rosilda de Souza Martins
Coordenadora do Núcleo Diretivo
COTAE

Morte no P.E. Veredinha!


Amigos como já tinhamos denunciado no Aroeira, a bacia de contenção que foi construida dentro do Parque Veredinha sem respeitar o Plano de Manejo ocasionou uma morte.
Uma criança de 7 anos morreu afogada, tomando banho. Denunciamos para a Adm de Bralândia que aquela bacia oferecia risco à comunidade, pois a mesma estava inacabada e poderia estourar a qualque momento. Já tinha transbordado e também oferecia risco às crianças, sendo que a mesma não tinha nenhuma sinalização e nem proteção.
Estamos convidando todos para se indignar, pois as obras do Veredinha tem suspeita de super faturamento.
Pedimos a todos pra divulgar e participar da manifestação que estaremos fazendo.