domingo, 29 de novembro de 2009

Os vencidos não se entregam

No acampamento Rosa Luxemburgo, como em tantos outros ligados ao MST, as condições de vida são precárias. As lonas esquentam em demasia durante o dia, falta água e energia elétrica. Mas o que mais incomoda as 180 famílias acampadas nos arredores de Iaras, no sudoeste de São Paulo, são as tempestades. “Você nunca sabe se vai deitar e amanhecer em pé ou não. Tudo sai voando, eu tenho um medo terrível. Se cai granizo é pior ainda, porque você vê que a lona não vai resistir. Depois que passa, a gente sai para ver o que sobrou, todo mundo tem de se ajudar para reconstruir”, afirma Rosalina Beatriz de Oliveira, acampada há cerca de um ano.

A fazenda Agrocentro, que dá lugar ao acampamento, foi declarada improdutiva pelo Incra e aguarda a conclusão do processo de desapropriação. Para chegar lá, depois de três horas pelas modernas estradas do estado, o progresso do agronegócio se faz mais tímido e grandes buracos no asfalto dificultam a circulação dos veículos. Em seguida, o carro segue derrapando na areia grossa, ao longo de 32 quilômetros de estrada de terra cercada de plantações de eucalipto e cana.

Na fazenda o pasto deu lugar aos barracos de lona que surgem no horizonte. Com o sol forte na cabeça e a terra fervendo sob os pés, o olhar insiste na busca por um abrigo, mas são poucas as árvores que sobraram. No interior dos barracos a temperatura é insuportável.

Na varanda improvisada com um puxadinho de lona está Marta Pereira da Silva, que mora há oito meses no acampamento. Marta parece ter bem menos idade do que os 40 anos que sua certidão de nascimento aponta, mas está doente. Tem pressão alta e diabetes e toma mais de vinte comprimidos por dia.
Quando vai ao pronto-socorro, em Bauru, sempre ouve que a primeira coisa a fazer, se quiser continuar viva, é deixar o acampamento o mais rápido possível. Os médicos sabem que, da próxima vez que passar mal, ela pode não chegar a tempo ao hospital. Dependerá da boa vontade de um companheiro de carro ou da polícia, que já foi acionada em momentos de emergência e não apareceu. Marta prefere correr o risco: “Os médicos falam para eu sair daqui, mas e a minha terra, e a minha luta? ”

O acampamento Rosa Luxemburgo não está ali por acaso. Na região existem 50 mil hectares de terras públicas indevidamente ocupados por particulares. A história começou em 1920, quando a União adquiriu a área, que abrange os municípios de Águas de Santa Bárbara, Iaras, Borebi, Lençóis Paulista e Agudos, para a colonização de famílias de imigrantes. O problema é que as terras não foram discriminadas regularmente e, com o passar do tempo, particulares começaram a tomar conta e registrar as áreas em cartório.

Foi só a partir de 1994 que o Incra começou a fazer um levantamento da área pública total, conhecida como Núcleo Colonial Monção. Em 2002, o Instituto passou a identificar os ocupantes irregulares, concluindo que os atuais proprietários não são os mesmos que tomaram as terras originalmente, pois, ao longo dos anos, elas foram vendidas diversas vezes. Isso acaba dando bases para longas disputas judiciais, enquanto o Incra solicita a devolução das terras à União, mediante indenização. Ele se baseia em artigo da Constituição que determina que as terras públicas devem ser prioritariamente direcionadas à reforma agrária.

Para complicar ainda mais, além das terras públicas, existem na região onze fazendas, cerca de 15 mil hectares, que já foram vistoriadas e consideradas improdutivas pelo Incra, mas aguardam uma certidão de uso e ocupação do solo da prefeitura de Agudos para que o processo de desapropriação tenha início. Mas o prefeito Everton Octaviani, que por enquanto concedeu o documento apenas para a fazenda Agrocentro, afirma que, dos onze imóveis, ao menos quatro proprietários entraram com ações na Justiça contra o laudo de improdutividade. Quanto aos outros, o prefeito explica a demora na emissão do documento: “Eu ainda não emiti porque não quero que venham para o município essas famílias de outras localidades, que são do MST. Eu tenho negociado com o Incra e exijo que sejam colocadas ali famílias da minha cidade, famílias de trabalhadores que vão fazer um bom uso da terra, que vão produzir. Eu não posso dizer que só quero agudenses, mas preferencialmente de Agudos, e que não sejam do MST”.

No meio desse entroncamento de interesses estão centenas de pessoas que, após uma história de despejos violentos e promessas não cumpridas, aguardam um lote para se estabelecer. Rosalina é uma delas. Aposentada, ela trabalhou em Bauru durante muitos anos como atendente de enfermagem. Sua experiência é útil ao acampamento, assim como os ensinamentos familiares sobre o uso de ervas medicinais. “O tradicional do hospital não serve para nada aqui.”

Enquanto as famílias vivem no acampamento, as pequenas hortas pipocam lá e cá, fartas. São plantações de mandioca, abóbora, chuchu, almeirão e alface. Mesmo com a situação indefinida, eles já podem se alimentar do que plantaram, mas não expandem o cultivo por medo de ser expulsos a qualquer momento, como aconteceu diversas vezes com Francisca Ângela dos Santos: “Quando acontece o despejo, a gente tem de levar a casa inteira nas costas. A minha casa está toda aqui, você já pensou se for para sair dentro de 24 horas, o que vou fazer com isso? Eu tenho de levar os animais, o que não puder ir fica”.

As primeiras ocupações do MST na região datam de 1995, quando o movimento percebeu a complexidade agrária do local e vislumbrou uma possibilidade para o assentamento de suas famílias. Desde então, a disputa judicial entre o Incra e os fazendeiros rendeu alguns frutos aos trabalhadores. Segundo o superintendente do Incra em São Paulo, Raimundo Pires Silva, entre Iaras e Bauru existem cerca de mil famílias assentadas. Algumas empresas preferiram fazer acordos de permuta nos quais cedem à União uma área equivalente à que ocupam, mas em outro local, para não perder as benfeitorias já instaladas. O mesmo tipo de acordo foi discutido durante seis meses com a Cutrale, mas ela decidiu continuar o processo judicial.

Para Paulo Beraldo, dirigente regional do MST, isso explica a ação do movimento na fazenda Santo Henrique, no início de outubro: “Ocupamos em 2008 em busca de um acordo para passar uma área equivalente para que a Cutrale não tivesse de mexer nas laranjas. Tendo o acordo, a gente respeitava aquela área como deles, só queríamos saber onde seria a nossa”.

O MST alega ainda que as acusações de depredação das benfeitorias da empresa e o roubo de funcionários não foram ações efetuadas por eles, e, sim, nas palavras de Paulo, por “alguém que se aproveitou da situação e, como estava lá, saiu na conta do movimento”. Segundo ele, alguns tratores destruídos estavam danificados na própria oficina da fazenda.

Enquanto as investigações sobre o caso não são concluídas, o superintendente do Incra critica a ação do MST na fazenda da Cutrale: “A reforma agrária não é um processo de revolução para fazer o socialismo. A reforma agrária implica um debate sobre a nossa dívida social. Estamos empregando uma família, dando condições de vida, de cidadania”.

CARTA CAPITAL Luana Lila, de Iaras

Nós já sabiamos!!! AS MASCARAS DE ARRUDA E PAULO OCTAVIO CAIRAM!!!



Por Marco

Video mostra o governador do Distrito Federal José Roberto Arruda recebendo cerca de 100 mil reais em dinheiro vivo, possivelmente de empresas ligadas ao governador, para ajudá-lo na campanha eleitoral de 2006. O que Arruda daria em troca? Certamente há algum tempo, já como governardor, vem fraudando licitações favorecendo àqueles empresários que "molharam" sua mão durante sua campanha. Com certeza, o maior beneficiado pelas fraudes em licitações no GDF é seu amigo e vice governardor Paulo Octávio, que monopoliza todas as obras licitadas no DF e passa por cima das leis ambientais e da história dos povos que residem nesta região há tempos, em nome da especulação imobiliária que gera milhões de reais dos cofres públicos para o bolso destes sangue sugas que exploram a população do DF.
Chegou a hora de gritarmos FORA ARRUDA E PAULO OCTÁVIO. É hora dos movimentos sociais intensificarem as lutas em prol da Cana do Reino e dizer NÃO ao setor noroeste.
Não podemos admitir que Arruda e Paulo Octávio continuem no governo!!! Não podemos admitir intolerância e corrupção!!!

IMPEACHEMANT JÁ!!!

sábado, 28 de novembro de 2009

Kátia Abreu anula a lei da gravidade

Imagem: "Enterro certo"

Para pessoas como Kátia Abreu, o mundo não existe, só existe seu negócio. Essa minoria na sociedade é maioria no Congresso. E parece que vai impor sua vontade, com a conivência do governo Lula.
Roberto Malvezzi, Gogó
Agente Pastoral da Comissão Pastoral da Terra

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A piada é conhecida. Num desses botecos do interior onde se discute política a tapa, um sujeito falou na lei da gravidade. O prefeito, presente, não teve dúvida: "se atrapalhar, eu revogo".

Kátia Abreu, a senadora do desmatamento, é a versão moderna desse prefeito e a cabeça visível dos ruralistas. Aliás, é a obtusidade que se esconde atrás de um discurso que se pretende moderno.

A fragilização das leis é uma das prioridades do neoliberalismo. Assim privatizaram o país, flexibilizaram as leis trabalhistas, as leis previdenciárias e, agora, as leis ambientais. Nada que signifique limite ao capital pode existir. O ataque agora é feroz, com conivência do governo federal, quando não financiado por ele, como é o caso das empresas predadoras da Amazônia.

A obra prima da mudança ambiental é o código florestal, muito além da MP 458, que já mudou de número. Não que o Código tenha sido respeitado. O São Francisco, pela legislação vigente, deveria ter uma mata ciliar com 500 metros de espessura. Como disse a promotora ambiental de Petrolina, Dra. Ana Rúbia, " se formos pôr em prática o código, temos que começar derrubando as catedrais das duas cidades". Na verdade, o São Francisco tem hoje apenas 5% de suas matas ciliares. Em todo caso, do ponto de vista legal, ainda temos onde nos agarrar.

O pior dessa proposta é entregar aos estados e municípios a decisão final sobre essas dimensões. Ora, se em nível nacional já é um sonho pensar uma política dos biomas, imaginem fragmentado conforme o interesse de cada estado ou município.

De nada adiantou o Katrina, as enchentes em Santa Catarina, a seca da Amazônia, o dilúvio que se abate sobre o Nordeste. Para pessoas como Kátia Abreu, o mundo não existe, só existe seu negócio. Essa minoria na sociedade é maioria no Congresso. E parece que vai impor sua vontade, com a conivência do governo Lula. O presidente diz que vai "vetar os excessos". Vamos ver o que ele entende por excesso.

Para o planeta Terra, que tem suas próprias leis, nada significa se o desmatamento é legal ou ilegal. Desmatando e queimando há emissão de gases, o planeta se aquece, a natureza se vinga. Portanto, a senadora e o prefeito podem dar-se as mãos: "diz qual é a lei que impede o desmatamento que eu revogo".


15.06.2009

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Fonte: www.adital.com.br

Charge/ Retratos brasileiros...

Golpe contra camponeses


Conflito – Uma reforma agrária às avessas tirou terras de pequenos agricultores e as entregou a figurões como a senadora Kátia Abreu

POR LEANDRO FORTES, DE CAMPOS LINDOS (TO)

Em dezembro passado, a senadora Kátia Abreu, do DEM Tocantins, assumiu a presidência da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) com um discurso pretensamente modernizador. Previa uma nova inserção social dos produtores rurais por meio de “rupturas” no modo de se relacionar com o mercado, o consumidor, o governo e a economia global. Pretendia, segundo ela mesma, “remover os preconceitos” que teriam isolado os ruralistas do resto da sociedade brasileira e cravado neles a pecha de “protótipos do atraso”. Diante de uma audiência orgulhosa da primeira mulher a assumir o comando da CNA, Kátia concluiu: “Somos o que somos e não quem nos imaginam (sic)”. Foi efusivamente aplaudida. E tornou-se musa dos ruralistas.

Talvez, em transe corporativo, a platéia não tenha percebido, mas a senadora parecia falar de si mesma. Aos 46 anos, Kátia Abreu é uma jovem liderança ruralista afeita à velha tradição dos antigos coronéis de terras, embora, justiça seja feita, não lhe pese nos ombros acusações de assassinatos e violências outras no trato das questões agrárias que lhes são tão caras. A principal arma da parlamentar é o discurso da legalidade normalmente válido apenas para justificar atos contra pequenos agricultores.

Com a espada da lei nas mãos, e com a aquiescência de eminências do Poder Judiciário, ela tem se dedicado a investir sobre os trabalhadores sem-terra. Acusa-os de serem financiados ilegalmente para invadir terras Brasil afora. Ao mesmo tempo, pede uma intervenção federal no estado do Pará e acusa a governadora Ana Júlia Carepa de não cumprir os mandados de reintegração de posse expedidos pelo Judiciário local. O foco no Pará tem um objetivo que vai além da política. A senadora, ao partir para o ataque, advoga em causa própria.

Foram ações do poder público que lhe garantiram praticamente de graça extensas e férteis terras do Cerrado de Tocantins. E mais: Kátia Abreu, beneficiária de um esquema investigado pelo Ministério Público Federal, conseguiu transformar terras produtivas em áreas onde nada se planta ou se cria. Tradução: na prática, a musa do agronegócio age com os acumuladores tradicionais de terras que atentam contra a modernização capitalista do setor rural brasileiro.

De longe, no município tocantinense de Campos Lindos, a mais de 1,3 mil quilômetros dos carpetes azulados do Senado Federal, ao saber das intenções de Kátia Abreu, o agricultor Juarez Vieira Reis tentou materializar com palavras um conceito que, por falta de formação, não lhe veio à boca: contras-senso.

Expulso em 2003 da terra onde vivia, graças a uma intervenção política e judicial capitaneada pela senadora do DEM, Reis rumina o nome da ruralista como quem masca capim danado. Ao falar de si mesmo, e quando pronuncia o nome Kátia Abreu, o camponês de 61 anos segue à risca o conselho literal da própria. Não é, nem de longe, quem ela imagina.

Em 2002, Reis foi expulso das terras onde havia nascido em 1948. Foi despejado por conta de uma reforma agrária invertida, cuja beneficiária final foi, exatamente, a senadora. Classificada de "grilagem pública" pelo Ministério Público Federal do Tocantins, a tomada das terras de Reis ocorreu numa tarde de abril daquele ano, debaixo da mira das armas de quinze policiais militares sob as quais desfilaram, como num quadro de Portinari, o agricultor, a mulher Maria da Conceição, e dez filhos menores. Em um caminhão arranjado pela Justiça de Tocantins, o grupo foi despejado, juntamente com parte da mobília e sob um temporal amazônico, nas ruas de Campos Lindos. "Kátia Abreu tem um coração de serpente", resmunga, voz embargada, o agricultor, ao relembrar o próprio desterro.

Em junho de 2005, Reis reuniu dinheiro doado por vizinhos e amigos e foi de carona a Brasília a fim de fazer, pessoalmente, uma reclamação na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Na capital federal, alojou-se na casa de amigos, no miserável município goiano de Águas Lindas, e se alimentou de restos de almoço servido numa pensão da cidade.

Aos técnicos da comissão apresentou documentos para provar que detinha a posse da terra em questão de 545 hectares, desde 1955, parte da fazenda Coqueiros, de propriedade da família, numa região conhecida como Serra do Centro. De acordo com a documentação apresentada pelo agricultor, uma ação de usucapião da fazenda havia sido ajuizada em agosto de 2000.

Após esse ajuizamento, um vizinho de Reis, o também agricultor Antônio dos Santos, ofereceu-lhe para venda de uma área contígua de 62 hectares, sob sua posse havia onze anos, cuja propriedade ele alegava ser reconhecida pelo governo de Tocantins. O negócio foi realizado verbalmente por 25 mil reais como é costume na região até a preparação dos papéis. Ao estender a propriedade, Reis pretendia aumentar a produção de alimentos (arroz, feijão, milho, mandioca, melancia e abacaxi) de tal maneira de sair do regime de subsistência e poder vender o excedente.

Ele não sabia, mas as engrenagens da máquina de triturar sua família haviam sido acionadas uns poucos anos antes, em 1996, por um decreto do então governador do Tocantins Siqueira Campos (PSDB). O ato do tucano, mítico criador do estado que governou por três mandatos, declarou de “utilidade pública”, por suposta improdutividade, um área de 105 mil hectares em Campos Lindos para fins de desapropriação. Protocolada pela comarca de Goiatins, município ao qual Campos Lindos foi ligado até 1989, a desapropriação das terras foi tão apressada que o juiz responsável pela decisão, Edimar de Paula, chegou à região em um avião fretado apenas para decretar o processo. O magistrado acolheu um valor de indenização irrisório (10 mil reais por hectare), a ser pago somente a 27 produtores da região.

Do outro lado da cerca ficaram 80 famílias de pequenos agricultores. A maioria ocupava as terras a pelo menos 40 anos de forma “mansa e pacífica”, como classifica a legislação agrária, cujas posses foram convertidas em área de reserva legal, em regime de condomínio, sob o controle de grandes produtores de soja. Na prática, os posseiros de Campos Lindos passaram a viver como refugiados ilegais nessas reservas, torrões perdidos na paisagem de fauna e flora devastados de um Cerrado em franca extinção. Sobre as ruínas dessas famílias, o governador Siqueira Campos montou uma confraria de latifundiários alegremente formada por amigos e aliados. A esse movimento foi dado um nome: Projeto Agrícola de Campos Lindos.

Em 1999, quatro felizardos foram contemplados com terras do projeto ao custo de pouco menos de 8 reais o hectare (10 mil metros quadrados), numa lista preparada pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins (Faet). A federação teve o apoio da Companhia de Promoção Agrícola (Campo), entidade fundada em 1978, fruto do acordo entre consórcios que implantaram o Programa de Cooperação Nipo-Brasileira para o Desenvolvimento dos Cerrados (Prodecer) em parceria com o Banco do Brasil e com cooperativas de produtores.

Escrúpulos às favas, os dirigentes de ambas as instituições se esbaldaram nas posses de Campos Lindos. À época, a presidente da Faet era ninguém menos que Kátia Abreu, então deputada federal pelo ex-PFL. No topo da lista, a parlamentar ficou com um lote de 1,2 mil hectares. O irmão dela, Luiz Alfredo Abreu, abocanhou uma área do mesmo tamanho. O presidente da Campo, Emiliano Botelho, também não foi esquecido: ficou com 1,7 mil hectares.

Dessa forma, um ambiente de agricultura familiar mantido ao longo de quase meio século por um esquema de produção de alimentos de forma ecologicamente sustentável foi remarcado em glebas de latifúndio e entregue a dezenas de indivíduos ligados ao governador Siqueira Campos. Entre elas também figuraram Dejandir Dalpasquale, ex-ministro da Agricultura do governo Itamar Franco, Casildo Maldaner, ex-governador de Santa Catarina, e o brigadeiro Adyr da Silva, ex-presidente da Infraero. Sem falar numa trupe de políticos locais, entre os quais brilhou, acima de todos, a atual presidente da CNA.

O resultado dessa política pode ser medido em números. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção de soja em Campos Lindos cresceu de 9,3 mil toneladas, em 1999, para 127,4 mil toneladas em 2007. Um crescimento de 1.307% em apenas oito anos. O mesmo IBGE, contudo revela a face desastrosa desse modelo de desenvolvimento. No Mapa da Pobreza e Desiguldade, divulgado também em 2007, o município apareceu como o mais pobre do País. Segundo o IBGE, 84% da população vivia da pobreza, dos quais 62,4% em estado de indigência.

No meio das terras presenteadas por Siqueira Campos a Kátia Abreu estava justamente o torrão de Reis, a fazenda Coqueiro. Mas, ao contrário dos demais posseiros empurrados para para as reservas do Cerrado, o agricultor não se deu por vencido. Tinha a favor dele documentos de propriedade, um deles datado de 6 de setembro de 1958 e originário da Secretaria da Fazenda de Goiás, antes da divisão do estado. O documento reconhece as terras da família em nome do pai, Mateus Reis, a partir dos recibos dos impostos territoriais de então. De posse dos papéis, o pequeno agricultor tentou barrar a desapropriação na Justiça. A hoje senadora partiu para a ofensiva.

Em 11 de dezembro de 2002, Kátia Abreu entrou com uma ação de reintegração de posse em toda a área, inclusive dos 545 hectares onde Reis vivia havia cinco décadas. Ela ignorou a ação de usucapião em andamento, que dava respaldo legal à permanência dos Reis na terra. Para fundamentar o pedido de reintegração de posse, a então deputada alegou em juízo que Reis, nascido e criado no local, tinha a posse da fazenda Coqueiro por menos de um ano e um dia, providencial adequação ao critério usado na desapropriação.

Para comprovar o fato, convocou testemunhas que moravam a mais de 800 quilômetros da área de litígio. Incrivelmente, a Justiça de Tocantins acatou os termos da ação e determinou que a expulsão da família de Reis da fazenda Coqueiro e dos 62 hectares recém-comprados. Ignorou, assim, que a maior parte das terras utilizada há 50 anos ou, no mínimo, há mais de dois anos, como ajuizava o documento referente ao processo de usucapião. Reis foi expulso sem direito a indenização por qualquer das benfeitorias construídas ao longo das cinco décadas de ocupação da terra, aí incluídos a casa onde vivia a família, cisternas plantações (mandioca, arroz e milho), árvores frutíferas, pastagens, galinhas, jumentos e porcos.

A exemplo da Kátia Abreu, os demais agraciados com as terras tomadas dos agricultores assumiram o compromisso de transformar as terras produtivas em dois anos. O prazo serviu de álibi para um ação predatória dos novos produtores sobre o Cerrado e a instalação desordenada de empresas e grupos ligados ao mercado da soja. Até hoje a questão do licenciamento ambiental da área abrangida pelo Projeto Agrícola Campos Lindos não foi resolvida por órgãos ambientais locais. Mas nem isso a senadora fez..

Signatário, com outros três colegas, de um pedido de intervenção federal no Tocantins em 2003, justamente por causa da distribuição de terras de Campos Lindos feita por Siqueira Campos a amigos e aliados, o procurador federal Alvaro Manzano ainda espera uma providência. “Houve uma inversão total do processo de reforma agrária. A desapropriação foi feita para agradar amigos do rei.”

Há cinco meses, o agricultor Reis voltou à Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Ele luta pra forçar o Tribunal de Justiça de Tocantins a julgar tanto a ação de usucapião de 2000 como o pedido de liminar impetrado há seis anos para garantir a volta da família, hoje acrescida de 23 netos, à fazenda Coqueiro. “Não tem força no mundo, moço, que faça essa Justiça andar”, reclama o agricultor. Ele atribuiu a lentidão à influência da senadora no Judiciário local. Procurada por Carta Capital, Kátia Abreu não respondeu ao pedido de entrevista.

Quatro anos atrás, a família Reis conseguiu se alojar numa chácara de 42 hectares ocupada por um dos filhos há dez anos. Lá, quase vinte pessoas vivem amontoadas em uma casa de dois cômodos, feita de sapê e coberta de palha de babaçu em meio a porcos, galinhas e cachorros. No terreiro coberto da residência, infestado de moscas, as refeições são irregulares, assim como os ingredientes dos pratos, uma mistura aleatória de arroz, mandioca, pequi, abacaxi, feijão e farinha.

Toda vez que um motor de carro é ouvido nas redondezas, todos se reúnem instintivamente nos fundos da casa, apavorados com a possibilidade de um novo despejo. Cercado de filhos e netos, Reis não consegue esconder os olhos marejados quando fala do próprio drama. “Fizeram carniça da gente. Mas não vou desistir até recuperar tudo de novo.”

Em 19 de junho, um dia após a última visita de Reis à Câmara dos Deputados, o presidente da Comissão de Direitos Humanos, Luiz Couto (PT-PB), encaminhou um ofício endereçado ao Conselho Nacional de Justiça para denunciar a influência de Kátia Abreu na Justiça do Tocantins e pedir celeridade nos processos de Reis. O pedido somente agora entrou na pauta do CNJ, mas ainda não foi tomada nenhuma medida a respeito. Nos próximos dias, corregedor do conselho, Gilson Dipp, vai tornar público o relatório de uma inspeção realizada no Tribunal de Justiça do Tocantins, no qual será denunciada, entre outros males, a morosidade deliberada em casos cujos réus são figuras políticas proeminentes no estado.

Há três meses, ao lado de uma irmão e um filho, Reis voltou à fazenda Coqueiro para averiguar o estado das terras depois da ocupação supostamente produtiva da senadora. Descobriu que nem um pé de soja - nem nada – havia sido plantado no lugar. “Desgraçaram minha vida e da minha família para deixar o mato tomar conta de tudo”, conta Reis.

Com o auxílio de outros filhos, recolheu tijolos velhos da casa destruída pelos tratores da parlamentar do DEM e montou um barraco sem paredes, coberto de lona plástica e palha. Decidiu por uma retomada simbólica da terra, onde reiniciou um roçado de mandioca. Na chácara do filho, onde se mantém como chefe da família, ainda tem tempo para rir das pirraças de uma neta de apenas 4 anos. Quando zangada, a menina não hesita em disparar, sem dó nem piedade, na presença do avó: “Meu nome é Kátia Abreu”.
Fonte da matéria: www.clebertoledo.com.br/n/e698a5e862c26b5cd38f7eaf7f91d3bc/confira-a-integra-da-reportagem-da-revista-carta-c/

Carta Capital - www.cartacapital.com.br
Edição 573
23/11/09

As páginas do diálogo de Arruda com Durval no inquérito



http://uolpolitica.blog.uol.com.br/arch2009-11-22_2009-11-28.html#2009_11-27_23_54_21-9961110-0


Blog do Fernando Rodrigues

Cobertura política, eleitoral, pesquisas e notícias do poder.

Polícia Federal recolhe R$ 700 mil em Operação Caixa de Pandora


Policiais Federais apreenderam R$ 700 mil, em dinheiro, durante a Operação Caixa de Pandora. As cédulas foram recolhidos em diferentes locais onde os agentes fizeram busca e apreensão. Ao todo, participaram da ação autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) 150 policiais e representantes do Ministério Público, conforme solicitado pelo ministro do STJ, Fernando Gonçalves. Além do dinheiro, a PF apreendeu documentos e computadores.

Os agentes estão numa unidade de inteligência da PF, no Bairro Sudoeste, em Brasília. A operação foi desencadeada hoje de manhã em várias secretarias do governo do Distrito Federal e em gabinetes de deputados da Câmara Legislativa. A operação contra o governo de José Roberto Arruda, do DEM, foi intitulada de Caixa de Pandora.

A investigação apura supostas irregularidades do governo do Distrito Federal em contratos na área de informática e tecnologia.

Eles entraram em gabinetes dos deputados Leonardo Prudente (DEM), presidente da Casa, Eurides Britto (PMDB), líder do governo, e Rogério Ulysses (PSB).

A polícia também cumpriu mandatos de busca e apreensão nos gabinetes do secretário-chefe da Casa Civil, José Geraldo Maciel, do secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, do chefe de gabinete do governador, Fábio Simão, e do secretário de Educação, José Luiz Valente.

Lucas Ferraz, iG Brasília

Vídeo mostra governador Arruda recebendo suposta propina


O secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, gravou uma fita de vídeo, anexada ao inquérito pela Polícia Federal, na qual o governador de Brasília, José Roberto Arruda, recebe uma suposta propina de R$ 400 mil.

As apurações da PF, segundo cópia do inquérito obtida pelo iG, chegaram a um desvio R$ 60 milhões em obras, licitações e contratos de informática de diversas secretarias do goverrno do Distrito Federal.

Barbosa foi um dos principais colaboradores da Operação Caixa de Pandora, realizada na manhã desta sexta-feira pela Polícia Federal.

Vários agentes da Diretoria de Inteligência da PF cumpriram mandado de busca e apreensão na residência oficial do governador José Roberto Arruda do DEM, em secretarias do governo e em gabinetes de deputados na Câmara Legislativa.

Durval colaborou com a PF gravando escutas ambiente e vídeos de membros do governo e deputados distritais discutindo sobre a partilha de propina.

A história sobre a existência desse vídeo circulava por Brasília há algumas semanas. Segundo a reportagem do iG apurou, Durval atuou como colaborador em troca de abrandamento da pena. Durval Barbosa já trabalhou para o ex-governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz, adversário político de José Roberto Arruda e que também esteve sob investigação.

Arruda, eleito governador do Distrito Federal pelo DEM em 2006 e cotado como um dos possíveis candidatos a vice-presidente na chapa do tucano José Serra, é um dos alvos do inquérito, presidido pelo ministro Fernando Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça. Ele expediu os mandados de busca e apreensão – não houve, até o momento, nenhum pedido de prisão.

Procurado, o governo do Distrito Federal, por meio da assessoria de imprensa, disse não ter informações oficiais sobre a operação da Polícia Federal.

Matheus Leitão, iG Brasília

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Maracutaias no GDF! OPERAÇÂO CAIXA DE PANDORA!


Nota à imprensa: STJ autoriza busca e apreensão no Distrito Federal
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou operação de busca e apreensão pela Polícia Federal em residência, local de trabalho ou sede de 16 pessoas físicas e jurídicas, com o objetivo de coletar provas sobre suposta distribuição de recursos ilegais à “base aliada” do governo do Distrito Federal. A determinação se deu em inquérito policial que apura a possível participação de autoridades com foro privilegiado no STJ nessas atividades.

As buscas e apreensões decorrentes da autorização foram acompanhadas por procuradores do Ministério Público Federal nos 24 locais indicados, sendo 21 no Distrito Federal, um em Goiânia (GO) e dois em Belo Horizonte (MG). A medida visa descobrir provas e indícios de eventual vínculo mantido entre os investigados e a suposta participação de cada um em atos ilícitos.

O despacho do ministro relator, acolhendo pedido do Ministério Público, determinou que as buscas fossem feitas com discrição, de modo a assegurar a intimidade e preservar os direitos subjetivos dos investigados. Nesse sentido, “as diligências deverão ser realizadas com absoluta discrição”, “de modo a causar o menor incômodo às pessoas envolvidas” e “a causar o menor dano possível aos bens dos investigados”.

Para manter o sigilo da operação até que fosse deflagrada, determinou o ministro relator que não seria permitido que se informasse ou que se convocasse a imprensa. Do mesmo modo, nas diligências foi proibida a utilização ostensiva de vestimentas da Polícia Federal, assim como a exposição desnecessária de armamentos pesados.

As investigações sobre suposto repasse de recursos de origem ilícita foram reforçadas pela delação de um ex-secretário de Estado do Distrito Federal, que aceitou que fosse instalado em suas roupas equipamentos de escuta ambiental. Em função disso, foi aberta a ele a participação em programa de proteção de testemunhas da Polícia Federal. Concluída a operação, o relator retirou o segredo de justiça imposto ao inquérito.

Coordenadoria de Editoria e Imprensa

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

A lei se manifesta!!!


Terracap não pode realizar obras na área ocupada pelos índios do Noroeste
A Justiça Federal no Distrito Federal determinou nesta terça-feira (24/11) que a Companhia Imobiliária do Distrito Federal (Terracap) não realize ou permita que se realizem quaisquer obras a área reivindicada pela Comunidade Indígena Bananal/Santuário dos Pajés em parte de onde será construído o Setor Habitacional Noroeste. A autarquia também não pode promover qualquer ato que possa intimidar ou ameaçar os membros da comunidade.
Na semana passada, o Ministério Público Federal no Distrito Federal ajuizou ação civil pública, com pedido de antecipação de tutela, para garantir a permanência da Comunidade Indígena Bananal na área, até que os estudos sobre a tradicionalidade da ocupação na região sejam concluídos.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

O GDF não quer nomear concursados.


O GDF não quer nomear concursados. O último exemplo está no Projeto de Lei nº 1.461/2009, que quer manter, na ADASA, os servidores comissionados por prazo superior ao previsto na Lei.

O Concurso da ADASA, realizado neste ano, previa o preenchimento de 143 cargos. No entanto, foram nomeados apenas 60 concursados. Na Lei Orçamentária para o ano que vem, o GDF prevê a nomeação de apenas mais 30, mantendo as nomeações bem abaixo do número de vagas prevista.

As alegações, mais uma vez, são a de que o GDF pode extrapolar os limites de despesas com pessoal. Isso não é verdade. O GDF gastou, nos últimos doze meses, 40,79% da receita corrente lí quida. Seu limite é de 49%, segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal.

“Agricultura Familiar, Campesinato e Sustentabilidade”



O Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília CDS/UnB convida para a Palestra da Quarta Sustentável:

“Agricultura Familiar, Campesinato e Sustentabilidade”
Profª Drª Maria de Nazareth Baudel Wanderley
(Universidade Federal de Pernambuco – UFPE)


Data: 25 de novembro de 2009
Horário: 18:00 horas
Local: Campus da UnB – Auditório do CET
Transmissão ao vivo: http://www.cpce.unb.br/unbtv/quartas.htm



Maria de Nazareth Baudel Wanderley

Formada em Direito pela Universidade de Recife. Doutora em Sociologia pela Universidade de Paris X, Nanterre. Aluna de Henri Mendras e Marcel Jollivet. Professora aposentada da UNICAMP, onde foi docente por cerca de 20 anos. Na UNICAMP: coordenadora do Mestrado de Sociologia, do Doutorado de Ciências Sociais e da área Temática do Doutorado "Agricultura e Questão Agrária". Coordenadora de um Projeto CAPES-COFECUB. Na ANPOCS: coordenadora do GT Estado e Agricultura. Na APIPSA: sócia fundadora, presidente e coordenadora do Grupo III "Agricultura Familiar". Fundadora e membro do CERES/IFCH/UNICAMP. Na UFPE: professora visitante com bolsa do CNPq e da UFPE; professora colaboradora do PPGS. Fundadora e coordenadora do Laboratório de Observação Permanente sobre as Transformações do Mundo Rural do Nordeste. Coordenadora local do Projeto CAPES/PROCAD. Professora do Curso de Especialização em Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar. Membro do Comitê Assessor Externo (CAE). Embrapa Semi-árido. Petrolina (2004-2007). Consultora Ad-Hoc da Fundação Carlos Chagas/Fundação FORD. Ações Afirmativas. Fundadora e coordenadora-presidente da Rede Nacional de Estudos Rurais. Membro do Comitê Editorial da pesquisa sobre a História Social do campesinato no Brasil. Bolsista do CNPq. Pesquisadora Visitante do CNRS/LADYSS, França.

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Último escambo de 2009!



Local: Raízes, 408 Norte, Bloco D
Data: Sábado, 28 de novembro de 2009

Horário: das 14h às 18h

A feira é uma forma de dar outro destino aos produtos que não são mais
necessários para você, mas que podem ter muito valor para outras pessoas, permitindo a reciclagem socioambientalcultural.

Não são permitidas compra e venda de produtos.

Aceitamos doações. Os artigos doados irão para instituições beneficentes do DF.

Tem mais de 20 itens para trocar? Pegue uma mesa gratuitamente! Nessa edição, as mesas serão disponibilizadas por ordem de chegada.

Contatos: feiraescambau@gmail.com .

Participe da nossa comunidade no site de relacionamentos orkut:
http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=17022274

REALIZAÇÃO: www.trilhamundos.com.br

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Cláudia Sachetto
Diretora de Projetos
Cooperativa Trilha Mundos
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sábado, 21 de novembro de 2009

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Hoje é dia da Consciência Negra e não temos nada a comemorar e sim a protestar:



As comunidade carcerária que parece mais masmorras medievais, que amontoam milhares de irmão que injustamente foram penalizado por este sistema racista cruel;
Aos irmãos que vem sendo assasinados vitíma do trabalho escravo nas fazendas dos latifúndio Brasileiro;
Aos Povos Calungas que a mais de 400 anos lutam pelo o direito a terra que de geração a geração são expulsos.
A juventude Negra que inocentemente, diariamente é espancada e assssinada pela Polícia repressora do Estado.
As mulatas Brasileiras que é mercadoria nas plateleiras do mercado de exploração sexual mundial.
As crianças Negras que estão nas filas de adoções, mas por serem negras não conseguem uma familia.
As crianças que sustetam suas familias vedendo balinhas no sinaleiros.
A Justiça Burguesa Racista.

A carne mais barata do mercado é a carne negra.

NEGRO DRAMA,
Entro o sucesso, e a lama,
Dinheiro, problemas,
Inveja, luxo, fama,

NEGRO DRAMA,
Cabelo crespo,
E a pele escura,
A ferida a chaga,
A procura da cura,

NEGRO DRAMA,
Tenta vê,
E não vê nada,
A não ser uma estrela,
Longe meio ofuscada,

Sente o Drama,
O preço, a cobrança,
No amor, no ódio,
A insana vingança,

NEGRO DRAMA,
Eu sei quem trama,
E quem tá comigo,
O trauma que eu carrego,
Pra não ser mais um Preto Fudido,

O drama da Cadeia e Favela,
Tumulo, sangue,
Sirene, choros e vela,

Passageiro do Brasil,
São Paulo,
Agonia que sobrevivem,
Em meia zorra e covardias,
Periferias,vielas e curtiços,

Você deve tá pensando,
O que você tem haver com isso,
Desde o inicio,
Por ouro e prata,

Olha quem morre,
Então veja você quem mata,
Recebe o mérito, a farda,
Que pratica o mal,

Me vê ,
Pobre, preso ou morto,

Já é cultural,
Histórias, registros,
Escritos,
Não é conto,
Nem fabula,
Lenda ou mito,

Não foi sempre dito,
Que preto não tem vez,
Então olha o castelo irmão,
Foi vc quem fez Cuzão,

Eu sou irmão,
Dos meus truta de batalha,
Eu era a carne,
Agora sou a propria navalha,

Tim..Tim..

Um brinde pra mim,
Sou exemplo, de vitorias,
Trajetos e Glorias,

O dinheiro tira um homem da miséria,
Mais não pode arrancar,
De dentro dele,
A Favela,

São poucos,
Que entrão em campo pra vencer,
A alma guarda,
O que a mente tenta esquecer,

Olho pra traz,
Vejo a estrada que eu trilhei,
Mocó,
Quem teve lado a lado,
E quem só fico na bota,
Entre as Frases,
Fases e varias etapas,

Do quem é quem,
Dos Manos e das Minas fraca,

Hum..

NEGRO DRAMA de estilo,
Pra ser,
Se for,
Tem que ser,
Se temer é milho,

Entre o gatilho e a tempestade,
Sempre a provar,
Que sou homem e não um covarde,
Que Deus me guarde,

Pois eu sei,
Que ele não é neutro,
Vigia os rico,
Mas ama os que vem do Gueto,

Eu visto Preto,
Por dentro e por fora,

Guerreiro,
Poeta entre o tempo e a memória,
Hora,
Nessa história,
Vejo o dolar,
E varios quilates,

Falo pro mano,
Que não morra, e tambem não mate,
O Tic Tac,
Não espera veja o ponteiro,
Essa estrada é venenosa,
E cheia de morteiro,

Pesadelo,
Hum,

É um elogio,
Pra quem vive na guerra,
A PAZ
Nunca existiu,
Num clima quente,
A minha gente soa frio,

E um Pretinho,
Seu caderno era um Fuzil,

Um Fuzil,
NEGRO DRAMA,

CRIME,FUTEBOL, MUSICA, CARAIO,
EU TAMBEM, VO CONSEGUI FUGI DISSO AE,
EU SO MAIS UM,
FOREST GUMP é MATO,
EU PREFIRO CONTA UMA HISTORIA REAL,

VÔ CONTA A MINHA....

Dae um filme,
Uma negra,
E uma criança nos braços,
Solitaria na floresta,
De concreto e aço,

Veja,
Olha outra vez,
O rosto na multidão,
A multidão é um monstro,

Eu sei,
Rosto e Coração,

Hey,
São Paulo,
Terra de arranha-céu,
A garoa rasga a carne,
É a Torre de Babel,

Famíla Brasileira,
2 contra o mundo,
Mãe solteira,
De um promissor,
Vagabundo,

Luz,
Câmera e Ação,

Gravando a cena vai,
O Bastardo,
Mais um filho pardo,
Sem Pai,

Hey,

Senhor de engenho,
Eu sei,
Bem quem é você,
Sozinho,
E se num guenta,

Sozinho,
Se num guenta a pé,

Se disse que era bom,
E as favela ouviu,
Whiski, e Red Bull,
Tênis Nike,
Fuzil,

Admito,

SeUs carro é bonito,
Hé,
E eu não sei faze,
Internet, Video-cassete,
Os carro loko,

Atrazado,
Eu to um pouco sim,
To,
Eu acho sim,

Só que tem que,

Seu jogo é sujo,
E eu não me encacho,
Eu so problema de montão,
De carnaval a carnaval,
Eu vim da selva,
So leão,
So demais pro seu quintal,

Problema com escola,
Eu tenho mil,
Mil fita,
Inacreditavel, mai seu filho me imita,
No meio de vocês,
Ele é o mais esperto,
Jip, fala giria,
Giria não dialeto,

Esse não é mais seu,
Hó,
Subiu,
Entrei pelo seu rádio,
Tomei,
Se nem viu,
Mais é isso, aquilo,

Que,
Senão dizia,
Seu filho quer ser Preto,
Rhá,
Que irônia,

Cola o pôster do Tupac ae,
Que tal,
Que se diz,
Sente o NEGRO DRAMA,
Vai,
Tenta ser feliz,

Hey bacana,
Quem te fez tão bom assim,
O que se deu,
O que se faz,
O que se fez por mim,

Eu recebi se Tic,
Quer dizer Kit,
De esgoto a céu aberto,
E parede maderite,

De vergonha eu não morri,
To firmão,
Eis me aqui,

Voce não,
Se não passa,
Quando o Mar Vermelho abri,

Eu sou o mano
Homem duro,
Do gueto, Brow,

Obá,

Aquele loko,
Que não pode errar,
Aquele que você odeia,
Má nesse instante,
Pele pardo,
Ouço Funk,

E de onde vem,
Os diamante,
Da lama,

Valeu mãe,

NEGRO DRAMA,
DRAMA, DRAMA.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Evento

EIV

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Aquecimento Global

Economia insustentável.




Desmate melhora economia, mas não eleva índices sociais

Cruzamento realizado pela Folha entre dados de desmatamento da Amazônia Legal e o Índice de Desenvolvimento Municipal, revela que áreas desmatadas apresentam menor avanço social, enquanto a economia local evolui, informa reportagem de Eduardo Scolese.
Os 50 municípios da Amazônia Legal que mais desmataram em extensão entre 2000 e 2006, por exemplo, avançaram nos índices de emprego e renda 35% acima da média regional. Já no indicador de saúde, os mesmos municípios cresceram 63% abaixo da média da Amazônia Legal.
De acordo com especialistas ouvidos pela Folha, o desmatamento concentra renda e gera empregos de forma passageira. Para eles,a oferta de emprego atrai trabalhadores migrantes e, por essa razão, afeta negativamente os sistemas de saúde e educação.
Os dados de desmatamento são do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), e o Índice de Desenvolvimento Municipal é da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro)

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Ato Cerrado Vivo - Santuário do Pajés - 8/11/2009


No dia 8 de novembro de 2009 o povo brasiliense se uniu para dizer basta ao Setor Noroeste e toda ganância da especulação imobiliária. O Santuário dos Pajés, Terra Indígena Bananal, ainda não foi demaracada por omissão da FUNAI. O local é zona de amortecimento do Parque Nacional de Brasília e importante reserva de água, plantas e animais. A mobilização continua até o final!

domingo, 8 de novembro de 2009

Os Palestinos da Amazonia




Vídeo com depoimentos de lavradores amazônicos nos acampamentos da Liga dos Camponeses Pobres, no interior de Rondônia. A luta de um povo forte, que sofre o diabo, mas que não tem medo ...

Heróis-Convite


Palpitam-me os sons do batuque e os ritmos melancólicos do blue.

Ó negro esfarrapado do Harlemó dançarino de Chicago
ó negro servidor do South

Ó negro de África negros de todo o mundo
eu junto ao vosso canto a minha pobre voz os meus humildes ritmos.

Eu vos acompanho pelas emaranhadas áfricas do nosso
Rumo Eu vos sinto negros de todo o mundo eu vivo a vossa
Dor meus irmãos

Agostinho Neto - Voz do sangue

CONVITE

A Embaixada de Angola no Brasil, o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros/NEAB e o Centro de Convivência Negra/CCN convidam para as comemorações do 34º aniversário da Independência de Angola.
Dia 10 de novembro de 2009

Programação

14h30min – Documentários: “Angola um pais do futuro”

15h – Exibição do filme “O Herói” do cineasta angolano Zezé Gamboa

16h30min – Debatedores: José Carlos Lamartine (Adido Cultural da Embaixada de Angola no Brasil) & Dra. Nancy Alessio Magalhães (Professora do departamento de História UnB

17h3Omin. - Encerramento

Local: Auditório do CEAN – Edifcio Multiuso UnB (próximo ao BRB)

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Seminário Internacional - O Pensamento Complexo: Dilemas e Desafios.


O CENTRO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DA UNIVERSIDADE DE BRASILIA, em parceria com o Centre Edgar Morin, da École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris, fará no proximo dia 11 de novembro de 2009, no auditório da reitoria o lançamento do Laboratorio da Complexidade.
O laboratorio da Complexidade assume como objetivo geral promover, de forma articulada e integrada, a pesquisa, o ensino e a extensão baseados no pensamento complexo e comprometidos com o seu aprofundamento e disseminação. Nasceu da experiência acumulada no CDS de alguns anos com o trabalho de estudo e formação de mestres e doutores a partir da teoria da complexidade, muito favorecida pela colaboração de longa data entre o CDS e o Centro Edgar Morin, oriundo do Centre d'Etudes Transdisciplinares, Sociologie, Anthropologie, Histoire - CETSAH.
O laboratorio pretende ser o espaço de integração de pesquisas conjuntas, comprometidas com a construção do pensamento complexo. Busca também ser um esforço de articulação de ensino e da extensão com apesquisa, sobretudo para permitir que o compromisso com a sustentabilidade se efetive em condutas mais concretas, o que será favorecido em grande medida pelas parcerias que veir a constituir, no Brasil e no exterior.

CRONOGRAMA

Dia 11 – Lançamento do Laboratório da Complexidade
9h – Abertura
Elimar Pinheiro do Nascimento, Diretor do CDS/UnB e membro do Conselho do IIRPC

Alfredo Pena Veja, Pesquisador do Centro Edgar Morin da EHESS e Diretor Científico do IIRPC

Leila Chalub Martins, Diretora do Laboratório da Complexidade, CDS/UnB

9h30 – Mesa Redonda 1: Desafios contemporâneos à complexidade
Coordenadora: Vanessa Maria de Castro, CDS/UnB

Elimar Pinheiro do Nascimento, CDS/UnB

Luis Flores, Pontifícia Universidade Católica/Chile

Ellie Faroudt, União Européia

11h – Mesa Redonda2: A Complexidade na América Latina
Coordenadora: Ana Queiroz, Casa da Cultura da América Latina/UnB

Rigoberto Lanz, CIPOST, Venezuela

Luis Carrizo, CLAEH/Uruguai

Alfredo Pena Veja, EHESS

13h – Almoço

15h – Reunião do Comitê Científico do Laborarório da Complexidade

18h – Quarta Sustentável
Complexidades e Sociedade Mundo - Alfredo Pena Veja, EHESS


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CPMI contra o MST: É preciso barrar a ofensiva da direita


Está na cara que os objetivos dessa investida são impedir a atualização dos índices de produtividade que servem de referência para a desapropriação das terras ociosas, conter ainda mais o lentíssimo processo de reforma agrária, criminalizar os movimentos sociais e armar um palanque demagógico para atacar a esquerda social, as candidaturas progressistas e o governo federal em ano eleitoral.
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Por Hamilton Octavio de Souza

A formação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Congresso Nacional para investigar os movimentos sociais do campo, em especial o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), representa um forte golpe de setores da direita parlamentares da bancada ruralista, latifúndios do agronegócio e capital financeiro nas liberdades democráticas asseguradas pela Constituição Federal, entre as quais a da livre organização e manifestação dos trabalhadores.
Está na cara que os objetivos dessa investida são impedir a atualização dos índices de produtividade que servem de referência para a desapropriação das terras ociosas, conter ainda mais o lentíssimo processo de reforma agrária, criminalizar os movimentos sociais e armar um palanque demagógico para atacar a esquerda social, as candidaturas progressistas e o governo federal em ano eleitoral. A direita quer fazer a malhação pública do MST, enquanto o agronegócio avança com a concentração das terras, a monocultura de exportação e os seus negócios privilegiados com o BNDES e o Banco do Brasil.
Sob o pretexto de denunciar o uso inadequado de verbas públicas pelos sem terra, a articulação da direita liderada por deputados e senadores do DEM, PSDB e PMDB quer intimidar os movimentos sociais do campo, quer desviar a atenção da opinião pública sobre a grilagem de terras da União e o avanço do agronegócio sobre o Pantanal, o Cerrado e a Amazônia, com o agravamento dos problemas ambientais. Quer desviar a atenção da opinião pública sobre o uso abusivo dos agrotóxicos e o evenenamento dos alimentos usados pelos brasileiros.A CPMI do patronato truculento e direitista visa criar uma cortina de fumaça sobre as atividades produtivas, educacionais e culturais desenvolvidas pelos assentamentos ligados ao MST, e que são corretamente financiadas pelo Poder Público como acontece com as inúmeras instituições privadas da sociedade civil, nas áreas da educação, da saúde, da cultura, da inclusão digital e do cooperativismo em geral.
Ao mesmo tempo essa CPMI partidária e classista quer esconder os recursos públicos que são canalizados para as entidades empresariais como a CNA, SENAR, SESCOOP e OCB, todas vinculadas ao agronegócio. A CPMI quer disfarçar a questão central do desvio de recursos públicos no país, que é o repasse do dinheiro barato do BNDES e do Banco do Brasil para os grandes fazendeiros, cujas dívidas têm sido sistematicamente renegociadas, anistiadas e não pagas.
Essa ofensiva da direita representa uma grave violação dos direitos humanos, na medida em que ela ameaça os sindicatos e as lutas dos trabalhadores, os acordos internacionais assinados pelo Brasil com a OIT (Organização Internacional do Trabalho). Expressa também, no momento, uma articulação das forças mais atrasadas do campo com os grandes grupos da mídia empresarial, oligárquica e neoliberal, que estão sendo pressionados pela crescente demanda da democratização dos meios de comunicação e da revisão dos critérios de concessão dos canais de rádio e TV.
A sociedade brasileira não pode ficar refém de um grupelho direitista: é preciso defender a liberdade e autonomia de atuação dos movimentos sociais, o direito que os movimentos sociais têm de receber recursos públicos e privados, do Brasil e do exterior, para a aplicação na melhoria das condições de vida da população camponesa, onde está boa parte dos brasileiros mais pobres do país.
É preciso organizar protestos em todo o Brasil contra essa CPMI do ódio e do preconceito. Por uma CPMI que investigue os verdadeiros crimes praticados contra os trabalhadores rurais. Em defesa da reforma agrária e de um país mais justo e igualitário. Urgentemente!
Hamilton Octavio de Souza é editor chefe da revista Caros Amigos e professor da PUC-SP

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Agrotóxicos: estudos recomendam a proibição de duas substâncias


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou o banimento de uso, em todo país, do ingrediente ativo endossulfam, agrotóxico utilizado no cultivo de algodão, cacau, café, cana de açúcar e soja. A indicação, publicada na Consulta Pública 61, nesta sexta-feira (4), prevê, ainda, a suspensão da importação e do registro de novos agrotóxicos a base dessa substância.

Já para o ingrediente ativo acefato, a Consulta Pública 60 da Agência, também desta sexta-feira (4), apontou para a proibição imediata de uso nas culturas de amendoim, batata, brócolis, citros, couve, couve-flor, cravo, crisântemo, feijão, fumo, melão, pimentão, repolho, rosa e tomate. O acefato só poderá ser usado em algodão e soja, até a data de 31 de outubro de 2013.

A Anvisa também recomendou a proibição de uso doméstico e em jardinagem do acefato e restringiu a ingestão diária aceitável do produto de 0,03 mg/Kg de peso corpóreo/dia para 0,0008 mg/kg de peso corpóreo/dia. Essa substância não poderá ser aplicada de forma manual e costal (bombas nas costas).

As restrições de uso desses dois ingredientes ativos de agrotóxicos é baseado em estudos que apontam para graves danos de saúde relacionados ao uso dessas substâncias. Além disso, o acefato e endossulfam já foram banidos em vários países do mundo.

Problemas relacionados às substâncias

Substâncias
Países em que estão banidos Problemas relacionados
Acefato Comunidade Européia

neurotoxicidade, suspeita de carcinogenicidade e de toxicidade reprodutiva e a necessidade de revisar a Ingestão Diária Aceitável

Endossulfam

Comunidade Européia

Índia (só está autorizada a produção do agrotóxico)

Burkina Faso

Cabo Verde

Gâmbia

Mali

Mauritânia

Nígeria

Senegal

Argentina

dentre outros países

alta toxicidade aguda, suspeita de desregulação endócrina e toxicidade reprodutiva


Consultas Públicas

Até o final das Consultas Públicas, que ficam abertas por 60 dias, os agrotóxicos a base de acefato e endossulfam podem continuar a ser utilizados. A revisão dos dados toxicológicos e a conseqüente continuidade ou não do registro somente pode ocorrer durante o processo de reavaliação.

As contribuições às Consultas Públicas 60 e 61 podem ser feitas pelo site da Anvisa http://www.anvisa. gov.br/scriptswe b/consulta_ publica/consulta s_paginado. asp?ano=2009, pelo e-mail toxicologia@ anvisa.gov. br, pelo fax (61) 3462 - 5726 ou pelo endereço Agência Nacional de Vigilância Sanitária / Gerência-Geral de Toxicologia, SIA, Trecho 5, Area Especial 57, Lote 200, Brasília, DF, CEP 71.205.050.

Informações: Ascom/Assessoria de Imprensa da Anvisa

Consulta Pública nº 61, de 3 de setembro de 2009.

>> Prazo: em aberto

>> Fórum: Faça sua contribuição

>> Assunto:Proposta de Regulamento Técnico, para o ingrediente ativo Endossulfam, contido na Relação de Monografias dos Ingredientes Ativos de Agrotóxicos, Domissanitários e Preservantes de Madeira.

Fica aberto, a contar da data de publicação desta Consulta Pública, o prazo de 60 (sessenta) dias para que sejam apresentadas críticas e sugestões relativas à proposta de Regulamento Técnico, para o ingrediente ativo Endossulfam, contido na Relação de Monografias dos Ingredientes Ativos de Agrotóxicos, Domissanitários e Preservantes de Madeira.

Consulta Pública nº 60, de 3 de setembro de 2009

>> Prazo: em aberto

>> Fórum: Faça sua contribuição

>> Assunto:Proposta de Regulamento Técnico, para o ingrediente ativo Acefato, contido na Relação de Monografias dos Ingredientes Ativos de Agrotóxicos, Domissanitários e Preservantes de Madeira.

Fica aberto, a contar da data de publicação desta Consulta Pública, o prazo de 60 (sessenta) dias para que sejam apresentadas críticas e sugestões relativas à proposta de Regulamento Técnico, para o ingrediente ativo Acefato, contido na Relação de Monografias dos Ingredientes Ativos de Agrotóxicos, Domissanitários e Preservantes de Madeira.

Ser Superior?!


Ache outros vídeos como este em Ecorreto

Vamos conseguir?!


Vídeo apresentado em Palestra sobre consciência ambiental para alunos do ensino fundamental e médio.

"Somos todos inocentes. Somos todos culpados."


Comercial argentino chamando a atenção para a responsabilidade de cada um de nós na preservação do meio ambiente.