segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Lula e Obama se reunirão em março em Washington

Washington, 23 fev (EFE).- O líder dos Estados Unidos, Barack Obama, receberá o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 17 de março em Washington, informou hoje a embaixada brasileira na capital americana.
Carlos Ceglia, encarregado de assuntos políticos da embaixada, confirmou o encontro à Agência Efe, o primeiro entre ambos desde que Obama assumiu a Presidência dos Estados Unidos em janeiro.
No dia anterior, Lula estará em Nova York, onde participará de uma conferência sobre a economia brasileira patrocinada pelo jornal americano "The Wall Street Journal".
A embaixada não divulgou mais informação sobre a visita presidencial.
O encontro dos líderes será preparado pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e pela secretária de Estado americana, Hillary Clinton, que manterão sua primeira reunião na quarta-feira em Washington.
Os dois políticos abordarão ainda os principais assuntos da relação bilateral e temas de alcance multilateral, segundo informou o Itamaraty.
Conclusão: com este encontro Obama pretende dar as cartas para a América Latina continuando o imperialismo yanke com aval do governo brasileiro.
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Mudam as caras.... Continuam o imperialismo!

"É preciso que algo mude para que tudo fique na mesma" (il Gattopardo)
Ainda que pareça distanciar-se dos interrogatórios duros e de outros aspectos polêmicos "da luta contra o terrorismo" de Bush, o governo Obama discretamente continua apoiando outros dos principais elementos da abordagem do seu antecessor na luta contra a Al Qaeda. Quem informa é The New York Times (NYT) desta quarta-feira (18), refletindo preocupação de defensores dos direitos civis.
Segundo o NYT, em cerimônia discreta de posse, funcionários graduados, nomeados por Obama, aprovaram a continuidade do programa da CIA de transferência de presos para outros países onde eles não contam com direitos legais. Também aprovaram a detenção por tempo indefinido de suspeitos de terrorismo sem que passem por julgamento, mesmo que sejam detidos longe de zonas de guerra.
O governo Obama ainda adota a argumentação de que os processos movidos por ex-prisioneiros da CIA podem ser arquivados com base na doutrina de "segredos de Estado". No início deste mês, um tribunal britânico citou pressões por parte dos Estados Unidos para que a Inglaterra não divulgasse informações a respeito de supostas torturas a que foi submetido um detento sob custódia dos Estados Unidos.
Esse tipo de sigilo é justificado pelo governo Obama como “proteção de informações sensíveis para a segurança nacional". Estes e outros sinais sugerem que as mudanças promovidas pelo governo Obama podem ser menos amplas do que muitos esperavam, e outros temiam. Para os grupos de defesa dos direitos civis, trata-se literalmente do retorno aos argumentos legais e às práticas de Bush. Mais do mesmo.
As recentes medidas do governo provocaram elogios por parte de defensores declarados do governo Bush. Na última sexta-feira (13), o conservador editorial do "Wall Street Journal" argumentava: "Parece que a arquitetura anti-terrorista do governo Bush está ganhando uma nova legitimidade, à medida que a equipe de Obama adota aspectos da abordagem anti-terrorista de Bush". (Fonte NYT, tradução UOL).
Conselhos dos mais velhos (1)
“A superação da crise deve levar em conta os desejos fundamentais dos homens, e não a estrutura de um sistema que não deu certo, pois, se recuperado, irá produzir os mesmos efeitos destruidores”. “O que precisa mudar é o comportamento da sociedade. (...) dos políticos e também da mídia, a propor novos desejos, compatíveis com a natureza humana, e não com os humores destrutivos da moda”.
Assim se expressou o jornalista e escritor Jorge da Cunha Lima na Folha de S Paulo da última quinta-feira (12). Do alto dos seus 77 anos, presidente do Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta e vice-presidente do Itaú Cultural, Cunha Lima afirma que “a economia de mercado foi tão mal-conduzida nos últimos 30 anos quanto a tentativa de salvá-la neste infeliz alvorecer de 2009”.
Ele lembra que os desejos induzidos pela economia de mercado, ao fim da guerra contra o nazismo, tornaram-se avassaladores depois da queda fria do comunismo. Nos anos 50, homens desejavam um Mustang, mulheres, vestir-se como Jacqueline Kennedy. Hoje, os homens mais simples se encantam com uma Ferari, as mulheres, com o anel de 30 mil reais que Patrícia Pilar usava na novela. Global, claro.
Para Jorge, a economia capitalista tornou-se modelo único e indiscutível, exatamente porque o desejo de consumo, consumindo as mentes, aperfeiçoava e estimulava a oferta. O segredo era simples: crédito farto a serviço do desejo. O desejo do supérfluo virou febre de consumo galopante. Com a gula “maior que a fatia, o crédito revestiu-se de artifícios embutidos e juros explícitos, quase imorais”.
Segundo Cunha Lima, a exuberância do progresso se baseou em sonhos. Para saciar o desejo de um tênis Nike, o menor aponta um revólver para a cabeça de outro menor. Para comprar uma bolsa Vuitton, muitas belas jovens já se prostituíram. Cabe à sociedade definir e qualificar os desejos para impor o exercício do poder em nome dos fundamentos da vida, não dos fundamentalistas da globalização.
Conselhos dos mais velhos (2)
Em 1929, quando o estouro da Bolsa de Nova Iorque gerou a mais grave crise do capitalismo, era consenso que os governos deveriam manter austeras suas políticas monetária e fiscal, por temor de uma possível inflação, quando houvesse a recuperação do consumo e do investimento. O que se viu, porém, foi uma deflação infindável que perpetuou a recessão. Desemprego, empobrecimento em massa.
É o que diz Paul Singer, 76 anos, economista e professor da FEA-USP, na Folha de S Paulo desta terça-feira (17): “diante do desastre, alguns governos jogaram o consenso conservador fora e passaram a usar o crédito e o orçamento público para fomentar diretamente o consumo, a inversão (investimento) e a substituição de importações, tendo em vista incrementar a qualquer custo a atividade econômica nacional”.
Segundo Singer, “essas políticas, movidas pela coragem do desespero, lograram fazer com que o mundo emergisse de uma crise que parecia não ter fim. Economistas de peso aprovaram então a nova heterodoxia, entre os quais John Maynard Keynes, que depois elaborou uma teoria geral para demonstrar que as políticas heterodoxas eram racionais tanto para remediar crises financeiras já estouradas como para preveni-las”.
Diz o emérito professor que nas quatro décadas seguintes o arsenal keynesiano impediu novas crises financeiras de âmbito global. E que somente no fim dos anos 70, quando a onda neoliberal começou a desmontar os controles da especulação, voltaram os consensos falaciosos de que as crises se resolveriam com os equilíbrios fiscais. Muito embora os EUA continuassem, espertamente, praticando o keynesianismo.
Hoje, abaladas as mais importantes corporações planetárias, destruídos trilhões de dólares de capitais fictícios acumulados nas Bolsas, o pânico se apossou das finanças, contaminou a mídia e a opinião pública. E os novos instrumentos para salvamento da economia mundial estão exatamente no velho paiol de John Keynes: políticas de fomento do consumo, do investimento e do emprego. Velhos conselhos.
Postado por Sidnei Liberal
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Lá pelo dia 25 de janeiro... Ato público: "Sou Brazlândia e não Nego!" MEB.
Movimento em Defesa de Brazlândia!
Ocorreu em Brazlândia antes do início do Fórum Social Mundial. Ato público com membros da comunidade civil local. Manifestaram contra a grilagem de área pública e moralização dos cargos públicos na cidade.
Com ajuda dos companheiros do SINDÁGUA e do dompanheiro Fernando conseguimos um carro de som. Com ajuda do Grito do Excluídos/DF e do companheiro Chico conseguimos rodar mil cópias de Carta Aberta a Comunidade.
Desde o início do ato a repressão do estado se deu presente. A polícia militar local impediu que o carro de som estacionasse na praça . Após debate se deu início ato percorrendo a cidade. Indo pelo centro da cidade estacionamos ao lado de um dos supermercados da rede na qual o administrador afastado da cidade é dono.
Alguns funcionários da rede estavam filmando na tentativa de intimidar a manifestação. Duas pessoas que estavam numa caminhonete preta fotografam e filmavam as pessoas que estavam presente no ato. Querendo intimidar pois estes representam os interesses do poder coronelista da cidade. A polícia mais uma vez foi chamada pelo poder local para acabar com o ato e graças aos cidadãos que se viram no ato impediram que a polícia agisse de forma mais repressora. Veja fala de certo militar: "- O que vocês estão fazendo na minha cidade?!
O ato do MEB continuou pelo setor Norte da cidade, sempre alertando sempre as pessoas das falcatruas desta administração. Que foi imposta na cidade pelo atual ditador e governador Arruda.
Percorrendo a Vila São José e Assentamentos alertamos sobre a divisão de lotes de forma irregular que está acontecendo.
Assim passando pelo setor Veredas e setor Tradidicional foi encerrado o grande ato.
Queremos escolha direta de nossos representantes. Por uma escolha Democrática já!
A luta continua...
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Ministério Público do RS mostra estar afinado com o grande setor privado. E quer tirar a autonomia da educação Nacional
"Fechar escolas itinerantes é um crime"
Escolas itinerantes do MST. Um crime é fechá-las.
Entrevista especial com Altair Morback e Isabela Braga
Do Instituto Humanitas Unisinos
Há algum tempo, o procurador de Justiça do Ministério Pública Estadual Gilberto Thums tem trabalhado para criminalizar e tornar ilegal o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra. Apresentou, inclusive, um dossiê para conseguir atingir tal objetivo. Mas não foi muito feliz nessa “luta”. Agora, o mesmo procurador conseguir que o Ministério Público do Rio Grande do Sul determinasse o fechamento das escolas itinerantes que o MST criou há 13 anos e, desde então, propicia às crianças acampadas uma nova forma de aprender e ver o mundo. Thums diz que o MST quer, com isso, implantar uma sociedade socialista. A grande questão é: qual o mal em implantar uma sociedade que vise à coletividade?
Para debater essa questão, a IHU On-Line convidou duas pessoas que vivem a realidade das escolas itinerantes para concederem esta entrevista. Altair Morback é professor da escola itinerante Che Guevara, localizada no acampamento Jair Antonio da Costa em Nova Santa Rita/RS, e conversou conosco por telefone. Também por telefone, debatemos esse tema com Isabela Braga, que faz parte da Coordenação Estadual do Coletivo de Educação do MST.
Confira as entrevistas.
IHU On-Line – Como o senhor analisa o conteúdo que é ensinado nas escolas do MST?
Altair Morback – O conteúdo em si das escolas itinerantes ainda está um pouco distante da realidade que está de acordo com o nosso propósito. Nossa ideia é ir de acordo com a linha do nosso grande mestre Paulo Freire [1] e, assim, tratar mais da questão humana, respeitando o conhecimento e a faixa etária do indivíduo que passa pela escola. Não é o que temos, porque os nossos educadores e educadoras passaram e passam ainda hoje por esse processo de formação da escola tradicional. Desta forma, as escolas itinerantes não são exatamente do jeito que gostaríamos que fossem. Elas são bastante tradicionais no sentido que ensinam os mesmos conteúdos aprendidos numa escola da rede municipal, estadual ou particular convencional.
IHU On-Line – Quais as principais diferenças desse conteúdo em relação às escolas convencionais?
Altair Morback – Não há muita diferença. Há uma igualdade bastante grande porque nossos educadores e educadoras são formados pelas universidades normais. Então, se ensina o ABC conforme as outras escolas ensinam. Nós redimensionamos essa metodologia pedagógica de fazer e ensinar, devido aos poucos recursos que temos. Às vezes, ao invés de ensinar o ABC numa lousa, ensinamos na areia, na terra, na horta, plantando pé de alface, por exemplo. Também redimensionamos os conteúdos para a realidade do acampamento. Este é um espaço precário, e o Estado não contribui para melhorar. Mas nossa escola pode ser considerada rica, tem muitos livros que vêm do MEC e da Escola Base de ótima qualidade.
IHU On-Line – O procurador de Justiça Gilberto Thums afirma que o problema das escolas itinerantes é o fato de o MST contratar professores que estejam de acordo com a ideologia do movimento. As escolas convencionais hoje têm muitos déficits, passam por cima de temas históricos extremamente importante sem sequer exigir uma reflexão, um debate sobre estes assuntos com os alunos. Que problemas um professor ideologicamente alinhado com os movimentos sociais pode gerar?
Altair Morback – Nunca fomos contra. A Secretaria de Educação nunca nos chamou para dialogar sobre a educação dos educadores. Os professores das escolas itinerantes são garantidos pelo Instituto Preservar, que mantém convênio com a Secretaria de Educação. O Instituto Preservar contrata professores assentados e não assentados, acampados ou não acampados, mas que são formados para dar aula à rede regular de ensino. Não vejo problema algum em relação à questão dos professores ideologicamente alinhados com o movimento. Eu acredito que todas as escolas deveriam ter uma preocupação com a formação humana, ao invés de ficar preparando pessoas para o mercado de trabalho, que é o que a maioria delas faz. Claro que nós também fazemos isso, de certa forma. É como eu disse antes. Nossos educadores vêm dessa formação. Portanto, a escola itinerante não ensina de forma isolada. Temos todas as contradições que uma escola regular também tem. Obviamente, temos especificidades como a escola itinerante. A meu ver, existe uma riqueza muito grande. Os professores, por exemplo, podem conhecer melhor os acampamentos e, por consequência, a história de vida de cada indivíduo, de cada criança, de cada pessoa que passa pela escola. Na escola tradicional é difícil de isso acontecer. O fato de vivermos próximo das pessoas que vivem a escola propicia essa educação com mais qualidade, sendo possível trabalhar todas as dimensões da formação humana e não apenas os conteúdos formais. Isso não significa que não ensinamos esses conteúdos, mas sim que nossa forma de ensinar é bem diferente, para além dos conteúdos.
IHU On-Line – E como você analisa essa determinação do Ministério Público em relação ao fechamento das escolas itinerantes?
Altair Morback – Acredito que essa determinação por parte do Ministério Público é uma questão política, de perseguição política por parte do Estado que pensa que fechando as escolas itinerantes irá desarticular e desestabilizar a classe trabalhadora que se movimenta e luta pela terra no Rio Grande do Sul. Quando fazíamos marcha e ocupação, nossas crianças sempre estavam junto e dávamos aula no mesmo jeito, porque essa forma de ver a escola tradicional não é o que fazemos e o espaço que se imagina quando se fala em escola não faz parte do nosso jeito de ensinar às crianças. Já demos aula no asfalto, no Incra, na Secretaria de Educação, na beira do rio, dentro de latifúndio, de estábulos.
IHU On-Line – As escolas itinerantes querem implantar uma sociedade socialista? Qual é o mal nisso?
Altair Morback – Nós buscamos essa questão da formação humana para que os alunos, acima de tudo, se deem conta de que devem ser os construtores da sua própria história. Se isso é pensar numa nova sociedade, talvez a escola itinerante queira sim implantar uma sociedade socialista. Mas não é o que temos nas escolas em função da questão dessa formação que nós recebemos.
IHU On-Line – Que problemas vocês temem ocorrer com a inserção das crianças acampadas nas escolas convencionais?
Altair Morback – Não sei se é temer, mas estamos fazendo o debate com as famílias de todos os acampamentos e são elas que vão dizer se a escola itinerante irá continuar ou não. Para nós, até o dia 28 existe o convênio com o Instituto Preservar e, portanto, nossas atividades continuam com as crianças. São infundadas as justificativas que o Ministério Público encontrou para dizer que temos que colocar nossas crianças em escolas regulares dos municípios. Primeiro: nem sempre existe transporte para isso. Segundo: no ano passado, durante a marcha que fizemos, tínhamos mais de 400 crianças marchando. Como é que vamos colocar todas essas crianças numa escola regular quando se chega num município como São Sepé, onde, numa escola do interior, a professora é também merendeira, diretora e secretaria da escola? Como uma escola desse porte irá receber 400 crianças? Essa justificativa do Ministério Público é infundada e evidencia que essa determinação faz parte da política do Estado, de perseguição política. Eles querem nos desarticular por aí, pois creem que automaticamente estão desarticulando a luta pela terra. Mas não vamos deixar isso acontecer.
IHU On-Line – Existe algum movimento por parte dos professores para que a escola itinerante não seja fechada?
Altair Morback – Nós estamos organizando um abaixo-assinado e também nos articulando com amigos e apoiadores de cada acampamento e vamos fazer o que for preciso para que a escola itinerante continue. Não fazemos isso por salário ou por emprego, mas porque acreditamos que esse é um direito que essas crianças têm. É por isso que nós, educadores, estamos mobilizados para que a escola itinerante continue.
Entrevista com Isabela Braga
IHU On-Line – O que implica, para os movimentos sociais, especialmente para o MST, essa Determinação do Ministério Público que visa fechar as escolas itinerantes?
Isabela Braga – Para nós, essa determinação é um tanto complicada pelo fato de termos uma escola legal, que funciona há 13 anos, aprovada e regimentada pelo Conselho Estadual de Educação. Isso, para nós, se torna uma dificuldade enorme porque temos lá uma história construída com as crianças. Trabalhamos a partir da pedagogia de Paulo Freire, ou seja, partimos da realidade do nosso trabalho pedagógico e não de uma realidade que está estancada. Uma realidade que tem outros horizontes e quer aprender a ver o mundo. E, então, com essa determinação, teremos de tirar nossas crianças de dentro desse processo construído para colocar em escolas convencionais que têm uma outra realidade de trabalho.
IHU On-Line – E de que forma essa determinação influencia na formação dos novos militantes?
Isabela Braga – As nossas escolas não estão diretamente ligadas à formação de militantes, mas sim à formação das crianças para a vida como um todo. Na verdade, ela não sofreria tanta influência nesse sentido. Agora, nossa escola tem o intuito de trabalhar a partir de um olhar real e não de alienação. Isso sim implica na vida das crianças, porque queremos formar pessoas com um olhar crítico.
IHU On-Line – Por que, em sua opinião, o procurador de Justiça Gilberto Thums reserva tanto tempo de trabalho para combater as ações do MST?
Isabela Braga –O promotor tem a intenção de extinguir o movimento, ou seja, é um objetivo para além de acabar com as escolas. O Governo do Estado e a Secretaria Estadual de Educação estão agindo dessa forma como mais um passo do dossiê feito no ano passado, para, então, desarticular o MST. Ele só está continuando algo que já começou antes e deixou claro, com isso, sua real intenção em relação ao MST.
IHU On-Line – O que o MST pretende fazer contra essa medida?
Isabela Braga – Nós estamos construindo um diálogo com as famílias para retomarmos a importância da escola dentro do acampamento, que parte da realidade das crianças acampadas e que são filhas de sem-terras. Iremos lutar para que esse processo continue, pois ele não começou num estalar de dedos. Nesse momento, pretendemos construir esse diálogo com a comunidade acampada e retomar a importância dessa escola.
IHU On-Line – O ministro Guilherme Cassel, há alguns meses, afirmou que esse movimento que visa criminalizar a luta do MST restabelece um ambiente de ditadura. Vocês esperam alguma ação provinda do governo federal contra o fechamento das escolas itinerantes?
Isabela Braga – Nesse momento, esperamos tudo. O governo que está à frente do nosso estado pretende reprimir os movimento sociais. Sabemos que, dependendo da decisão que os pais e as mães tomarem para a vida dos seus filhos, poderá ocorrer repressões por parte do governo estadual. Acreditamos que o governo federal pode nos ajudar, portanto estamos dialogando com eles também e, assim, continuar com a legalidade da nossa escola. Há pessoas no governo federal que nos ajudarão a fazer com que o estado repense essa determinação do MP.
IHU On-Line – Falta, hoje, institucionalidade ao MST?
Isabela Braga – O MST nunca pensou numa institucionalidade, até porque somos um movimento social e não um partido. Temos objetivos, como a reforma agrária, e isso envolve uma educação diferenciada. Nosso ideal é de luta como um movimento social.
Nota:
[1] Paulo Freire foi um educador brasileiro. Como diretor do Serviço de Extensão Cultural da Universidade de Recife, obteve sucesso em programas de alfabetização, depois adotados pelo governo federal (1963). Esteve exilado entre 1964 e 1971 e fundou o Instituto de Ação Cultural em Genebra, Suíça. Foi também professor da Unicamp (1979) e secretário de Educação da prefeitura de São Paulo (1989-1993). No II Ciclo de Estudos sobre o Brasil, do dia 30-09-2004, o professor Dr. Danilo Streck, do PPG em Educação da Unisinos, apresentou o livro A pedagogia do oprimido, de Paulo Freire. Sobre a obra, publicamos um artigo de autoria do professor Danilo na 117ª edição, de 27-09-2004. Confira, ainda, a edição 223, de 11-06-2007, intitulada Paulo Freire.
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Ministério Público assinala...
"As Promotorias de Defesa do Meio Ambiente e da Ordem Urbanística do MPDFT requisitaram à Delegacia Especial do Meio Ambiente (DEMA) a instauração de inquérito policial para apurar notícia de prática de parcelamento irregular no Incra 8, em Brazlândia. Segundo investigações preliminares, autoridades públicas locais teriam dado início a uma expansão do INCRA 8 sem autorização ou licença, visando constituir novos lotes para distribuição a funcionários do INCRA e da Associação Pró Desenvolvimento do INCRA 8."
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De Adriano.
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