quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

PF faz busca em ONG da mulher de Arruda


ANDREZA MATAIS
HUDSON CORRÊA
FILIPE COUTINHO
da Folha de S.Paulo, em Brasília

A Polícia Federal apreendeu anteontem documentos e um computador na sede do Instituto Fraterna, ONG comandada pela mulher do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (agora sem partido), e que tem entre seus dirigentes a mulher de seu vice-governador, Paulo Octávio (DEM).

A Folha apurou que a PF também cumpriu mandados de busca e apreensão no escritório político do governador, onde funcionou um de seus comitês na campanha de 2006.

A nova ação da PF foi baseada nas últimas revelações de Durval Barbosa, ex-assessor de Arruda que denunciou suposto esquema de corrupção no governo do DF. Ele voltou a prestar depoimento ao Ministério Público no início de dezembro.

A assessoria de imprensa da PF confirmou a ação, mas não especificou os endereços. Disse apenas que foram apreendidos computadores e documentos.

A ONG e Arruda são investigados na Operação Caixa de Pandora. O governador aparece num vídeo recebendo R$ 50 mil de Barbosa --que, até o esquema vir à tona, tinha um cargo chave no governo: secretário de Relações Institucionais.

Na ONG foram apreendidos um computador e documentos. No depoimento, Barbosa disse que "há aproximadamente seis meses o instituto teve algumas despesas pagas com dinheiro arrecadado" do esquema de cobrança de propina.
"O governador Arruda determinou que autorizasse o pagamento de parte das despesas de instalação do instituto com a parte correspondente a 10% da propina que o declarante [Barbosa] arrecadava das empresas de informática", diz o documento ao qual a Folha teve acesso.

Além da mulher de Arruda, Flávia Peres, presidente a ONG, um dos filhos do governador, Marcos Sant'Ana Arruda, aparece como associado ao instituto. Anna Christina Kubitschek Pereira, mulher do vice-governador, é diretora.

Por meio de nota assinada pela "direção do Instituto Fraterna", a ONG considerou "absurda a afirmação de que receberia recursos indevidos" e, sem mencionar Barbosa, afirmou que irá "ajuizar ação judicial contra essas afirmações caluniosas". "O Instituto Fraterna não recebe, e nunca recebeu dinheiro público."

Com relação ao escritório político de Arruda, Barbosa disse que R$ 5 milhões foram desviados da Codeplan, empresa de pesquisa do governo do Distrito Federal, para bancar as despesas com o local na época da campanha. A assessoria do governador disse que não comentaria a ação da PF. A Folha esteve no endereço ontem. Vizinhos disseram que o escritório ainda está funcionando.

Secretaria de Educação

Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão na Secretaria de Educação, na casa de Gibrail Nahib Gebrim, que comanda a unidade responsável por pagamentos na secretaria. A PF ainda agiu na agência de turismo que seria da mulher de Gebrim.

Barbosa denunciou esquema de corrupção na área que seria operado por Gebrim. No governo de Joaquim Roriz, Gebrim foi investigado pela CPI da Educação e acusado de desviar dinheiro público. A secretária de Educação, Eunice Santos, disse que o servidor foi afastado e que o órgão irá apoiar o trabalho da polícia. Ele não foi localizado pela reportagem.

Na primeira fase da investigação, desencadeada no dia 27 de novembro, foram cumpridos 29 mandados de busca e apreensão em Brasília, Goiânia e Belo Horizonte.

De acordo com a Polícia Federal, nesta ocasião, foram apreendidos durante a operação, cerca de R$ 700 mil, US$ 30 mil e 5 mil euros, além de computadores, mídias e documentos.

A Folha revelou no sábado que parte desse dinheiro foi encontrado pela Polícia Federal num anexo da residência oficial do governador.

Vice-governador do DF diz que iria pedir licença do DEM, mas recua


da Folha de S.Paulo, em Brasília

Pressionado pela Executiva Nacional do DEM, o vice-governador do Distrito Federal, Paulo Octávio, chegou a comunicar a aliados que pediria licença do cargo de presidente regional do partido no DF, mas voltou atrás.

Ele marcou para hoje a reunião do diretório regional para decidir sobre a expulsão do deputado Leonardo Prudente, presidente afastado da Câmara Legislativa, que foi filmado guardando pacotes de dinheiro do mensalão do DEM nas meias.

Líderes do partido também querem que Paulo Octávio se licencie do comando do DEM no DF. "Se ele é mencionado nas denúncias, demonstrará mais autoconfiança se pedir licença", disse o líder do DEM no Senado, José Agripino: "Mas não vamos brigar. O que queremos é a expulsão de Prudente. Caso contrário a Executiva Nacional terá de intervir".

Por meio de nota, o vice negou que vá se licenciar da presidência do partido. Apesar de ter marcado a reunião para decidir o caso de Prudente, ele não definiu a hora.

Membro do diretório, o deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF) disse que seria difícil realizar a reunião hoje. "Parece que tem muita gente fora da cidade", disse. Apesar de dizer que votará pela expulsão de Prudente, Fraga ressaltou que é preciso dar direito de defesa a ele.

Secretário de Transportes do DF e aliado do governador José Roberto Arruda (ex-DEM), Fraga afirmou que não se "incomoda" com a pressão da Executiva do partido: "Estou pouco me lixando para o que eles pensam".

Ele ainda fez uma ameaça: "Deus proteja. Que não apareça nada contra aqueles que foram mais contundentes contra Arruda, porque a partir de agora vou votar sempre pela expulsão" --citando Agripino, o deputado Ronaldo Caiado (GO) e o senador Demóstenes Torres (GO).

No começo da tarde de ontem, o secretário geral do DEM-DF, Flávio Couri, disse que a reunião aconteceria às 20h de hoje. O horário também foi confirmado pelo relator do caso de Prudente, o ex-senador Lidemberg Cury.

O secretário-geral do DEM-DF afirmou que "o partido não deve agir sob pressão". "Somos autônomos para tomar a decisão que acharmos melhor", disse Couri. "Se a Executiva não gostar, pode tomar a medida que achar melhor", afirmou.

O diretório regional do PSB no DF decidiu expulsar o deputado distrital Rogério Ulysses, alvo de mandado de busca e apreensão. A decisão foi unânime. Ulysses nega estar envolvido no esquema.

Ganho de empresa alvo da PF cresce 17 vezes sob Arruda


Reportagem de Hudson Corrêa e Andreza Matais, publicada na edição de hoje da Folha, informa que o Grupo TBA, da área de informática, engordou seu faturamento na gestão do DEM no Distrito Federal.

O grupo é suspeito de alimentar em 2006 o caixa dois de José Roberto Arruda (sem partido), de ter repassado os R$ 50 mil que o governador aparece recebendo em vídeo e de pagar propina ao vice-governador Paulo Octávio (DEM).

Relatório do Ministério Público de Contas do DF obtido pela Folha mostra que o ganho médio anual do grupo, de R$ 1 milhão, passou a R$ 18,6 milhões em 2008 e alcançou R$ 23,2 milhões neste ano.

Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais de Arruda, afirma que o Grupo TBA foi beneficiado com contratos no governo do DF por ter abastecido o caixa dois de campanha em 2006. A empresa e o governador negam as acusações. Durval Barbosa revelou à Polícia Federal o mensalão do DEM, suposto esquema de arrecadação de propina e pagamento a aliados políticos.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

AMIVER promove ATO FORA QUADRILHA em Brazlândia






Neste domingo AMIVER promoveu em Brazlândia grande ato contra a corrupção no GDF. Impunidade e caixa-dois são constantes em nosso país. Que justiça é esta que protege os corruptos e que coloca a polícia nas ruas contra as manifestações públicas? Exigimos transparência e julgamamento desta quadrilha. Chega de impunidade!

OAB-DF entra hoje com ação exigindo convocação dos deputados distritais


A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Distrito Federal (DF) ajuíza nesta segunda-feira, no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDF), mandado de segurança, alegando ilegalidade e inconstitucionalidade da segunda autoconvocação aprovada pela Câmara Legislativa (CLDF) para o dia 11 de janeiro. A OAB defende que seja suspenso o recesso do Legislativo para a análise do pedido de impeachment do governador do DF, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), acusado de comandar um esquema de corrupção que ficou conhecido como mensalão do DEM.
O mandado cita a falta de princípios éticos da Casa e pede o afastamento dos deputados que estão envolvidos no suposto esquema de corrupção, impedindo-os de participar do processo de impeachment.
O pedido da OAB está fundado no segundo requerimento expedido pela Câmara Legislativa e assinado por 14 deputados, que prevê a instalação de uma CPI, apreciação do processo encaminhado ao STJ e o pedido de impeachment do governador.
A presidente da OAB-DF, Estefânia Viveiros, disse que o mandado de segurança não caracteriza uma intervenção do Judiciário no trabalho no poder Legislativo e permite que os parlamentares possam estruturar suas ações com base nos princípios da legalidade previstas na Constituição dando continuidade ao processo.
O mandado de segurança buscará a validade do primeiro requerimento e exige que a Câmara Legislativa volte a funcionar pelo autorequerimento, expedido na Casa e assinado por oito parlamentares, bom base nos princípios da legalidade e, por fim que os prazos e representações contra os deputados tenham fluência - disse Estefânia.
Não há prazo estipulado para que o mandado seja deferido ou não. O judiciário está em recesso e atua em esquema de plantão. Segundo Estefânia, por se tratar de um requerimento de relevância, o desembargador responsável pode apresentar a sua análise até terça-feira.

Jornal O Globo

Já que a "grande" mídia local não divulga....


Mudanças no ordenamento urbano do DF teriam rendido propina a grupo de Arruda
Plano de R$ 20 milhões

Classificadas como ilegais pelo Ministério Público, as mudanças no Plano Diretor de Ordenamento Territorial de Brasília (PDOT) teriam rendido R$ 20 milhões em propina ao grupo do governador José Roberto Arruda (ex-DEM). Em depoimento no último dia 9, Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal, afirmou que o dinheiro foi recolhido de empreiteiras e usado para abastecer as contas do governador e subornar deputados distritais, como mostra a reportagem de Bernardo Mello Franco na edição do O GLOBO desta segunda. Durval disse que Arruda deu R$ 420 mil a cada parlamentar em troca do apoio às alterações na lei, que abriram novas áreas para a especulação imobiliária na capital. O ex-secretário não listou os deputados que teriam recebido a propina. O PDOT foi aprovado em março, com 18 votos favoráveis e seis ausências. Pelos valores da denúncia, a conta do suborno teria chegado a R$ 7,56 milhões.
Leia também: Arruda nega ter recebido proprina de R$ 3 milhões

Em outra frente da investigação, a Polícia Federal comunicou ter encontrado dinheiro na residência oficial do governador com a mesma série numérica de cédulas apreendidas nas sedes de duas empresas acusadas de financiar o mensalão do DEM. A informação aparece em relatório da PF enviado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e reproduzido ontem pelo "Estado de S. Paulo".
Arruda teria se frustrado com valor

Durval citou a suposta propina de R$ 20 milhões num dos 16 novos depoimentos que prestou no início do mês, em São Paulo, já aos cuidados do programa de proteção a testemunhas. Ele afirmou que o dinheiro foi dividido entre o governador, o vice Paulo Octávio (DEM) e os deputados distritais. E acusou o então chefe da Casa Civil de Arruda, José Geraldo Maciel, de comandar a compra de votos na Câmara Legislativa do DF.

- Às vésperas da aprovação do Plano, Maciel foi encarregado pelo governador Arruda de entregar R$ 420 mil a cada deputado distrital da base aliada que votou a favor da versão do PDOT que atendia aos interesses do governador e seus aliados -, diz a transcrição do depoimento.

Apesar das altas quantias envolvidas, Durval disse ter ouvido que Arruda ficou "decepcionado", pois não teria alcançado a meta de arrecadar R$ 60 milhões em propina das empresas que lucraram com as mudanças na lei.

- Maciel relatou ao declarante que Arruda esperava arrecadar R$ 60 milhões com as pessoas físicas e jurídicas beneficiadas com a aprovação do novo PDOT, mas que o resultado da arrecadação desta propina foi 'decepcionante' para o governador, porque teria ficado em 'apenas' R$ 20 milhões -, diz o termo de declarações do ex-secretário.

Jornal O Globo

sábado, 19 de dezembro de 2009

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

O Movimento dos/as Trabalhadores/as Desempregados/as do DF ocupou na madrugada de 11 dezembro a Fazenda Sálvia



Amigos das Veredas republica nota do Movimento dos/das Trabalhadores/as Desempregados/as do DF.

No ano de 2005 o MTD iniciou no DF intenso processo de luta e resistência objetivando a construção de assentamentos de reforma agrária no DF. Desde então realizou diversas lutas junto a Movimento de Trabalhadores e Trabalhadoras Sem Terra (MST), ao Movimento de Apoio ao Trabalhador Rural (MATR) com apoio de sindicatos e organizações autônomas contrárias à lógica da especulação imobiliária e favoráveis à reforma agrária no DF. Nesse período o MTD formulou um projeto de assentamento de 60 famílias voltado para a produção coletiva, recuperação ambiental e geração de renda para as famílias. Projeto este analisado e aprovado pelos órgãos competentes.

Através das ações dos movimentos, pelo caminho do diálogo evidenciado em diversos episódios, como em reunião realizada no dia quatro de setembro de 2008 na Ouvidoria Agrária Nacional com todos os órgãos competentes (GRPU, INCRA, IBAMA, Escola Técnica Federal, EMBRAPA, IBRAM) foi consensuado e registrado em ata o repasse de 760 hectares da fazenda Sálvia, objetivando o assentamento de 240 famílias dos três movimentos. Ato reafirmado dia 30 de abril de 2009 a partir da entrega da referida área para o fim citado pela Gerência Regional de Patrimônio da União na pessoa de Lúcia Helena Carvalho para o INCRA, certificado e assinado pelo presidente do INCRA Rolf Hackbart, posteriormente publicada no Diário Oficial da União.

Apesar de a superintendência regional do INCRA ter autorizado mediante o processo número 54700.001427/2008-22, de 22 de outubro de 2009, a ocupação precária da área destinada ao assentamento das 60 famílias organizadas no Movimento dos Trabalhadores Desempregados, até então não providenciou as mínimas condições para tal fim. Devido à chegada das chuvas, a proximidade do ano eleitoral - quando providencias nesse sentido tardam e falham - o movimento decidiu iniciar o processo de ocupação da área. As famílias acampadas há mais de quatro anos não vêem motivos para permanecerem à beira da BR-020, onde estão acampadas de maneira precária, uma vez que já têm todas as prerrogativas legais além de plena legitimidade para usufruir de uma área digna conquistada em todos esses anos de luta.

Entendemos que a reforma agrária não deve ser objeto de barganha eleitoral, mas um dever do Estado assegurado constitucionalmente. Exigimos urgência no assentamento das famílias do MST, MTD E MATR por parte do INCRA, por meio de sua gerência local, conforme compromisso firmado em reunião.

11 de dezembro de 2009

ASSINAM EM SOLIDARIEDADE:

CUT, CMS, ASSERA, STIU, MAB, ASSEMBLÉIA POPULAR DF, SINDÁGUA, CGA-DF,AMIGOS das VEREDAS.

Atave - a avicultura escancarada


Curta-metragem que mostra a realidade da produção da carne e dos ovos de galinha. Todas as imagens são de estabelecimentos de Pernambuco e foram capturadas entre dezembro de 2008 e fevereiro de 2009...

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

OAB pede cassação de deputados distritais envolvidos no mensalão do DEM

Deputados distritais suspeitos de participação em um esquema de pagamento de propina e desvio de recursos públicos do GDF (Governo do Distrito Federal) se tornaram nesta segunda-feira alvo de mais uma representação por quebra de decoro parlamentar.

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) protocolou na Câmara Legislativa pedidos de cassação contra três dos oito parlamentares citados no inquérito do STJ (Superior Tribunal de Justiça) que investiga o suposto esquema de corrupção. A Mesa Diretora da Casa já havia representado contra os oito parlamentares.
A entidade pede ainda que os distritais sejam impedidos de votar os processos de impeachment contra o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), acusado de participação no esquema, e que as sessões sejam abertas e acompanhadas pelo público.
"É preciso fazer política com ética. Os mandatos estão incompatibilizados com a vontade popular e a compatibilização é o afastamento dos que estão em desacordo com a ordem pública", disse o presidente da OAB, Cesar Britto.
O presidente em exercício da Câmara local, Cabo Patrício (PT), saiu em defesa dos colegas e disse que, se a OAB quiser, pode recorrer a Justiça para impedir a participação dos deputados.
"Cada parlamentar tem a prerrogativa de dar seu voto e a OAB tem seu direito de questionar, de ir à Justiça se quiser", afirmou.
A entidade representou contra o presidente licenciado da Câmara local, Leonardo Prudente (DEM), que se afastou do cargo por causa da denúncia; Júnior Brunelli (PSC), corregedor licenciado; e a líder do governo, Eurides Britto (PMDB). Contra Benício Tavares (PMDB), Rogério Ulysses (PSB), Roney Nemer (PMDB), Ayton Gomes (PMN) e Benedito Domingos (PP), a OAB deve protocolar representações ao longo da semana.
Também são citados no inquérito os suplentes Berinaldo Pontes (PP) e Pedro do Ovo (PRP), mas que não serão representados porque não estão exercendo o mandato.

Corregedoria
A Corregedoria já notificou quatro parlamentares da representação da Mesa: Eurides, Nemer, Ulysses e Benedito Domingos.
Eles têm até o próximo dia 25 para entregarem suas defesas. Após a entrega da defesa, o corregedor terá 15 dias úteis para analisar os documentos e entregar o relatório para votação na Comissão de Ética. Por lá, haverá indicação de relator e um novo prazo para defesa.
Se o pedido de cassação for aprovado na comissão, segue para análise do plenário.
O deputado distrital Raimundo Ribeiro (PSDB), ex-secretário de Arruda, foi eleito na semana passada corregedor substituo. Ribeiro afirmou que é preciso investigar os parlamentares individualmente.
"Cada caso é um caso. Não se julga por atacado nem se relata por atacado. Temos que relatar caso a caso até porque me parece que cada caso tem sua especificidade", disse.
Ribeiro substitui Brunelli, que é acusado de envolvimento no chamado mensalão do DEM. Brunelli se licenciou do cargo após ter sido flagrado em um dos vídeos gravados pelo ex-secretário de Relações Institucionais e delator do esquema, Durval Barbosa, fazendo uma oração em agradecimento a uma suposta propina.

MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

Mafioso italiano!

O mafioso Sílvio Berlusconi é agredido em seu país.
Não somos a favor da violência. Mas que muitos políticos brasileiros mereciam o mesmo, talvez as coias seriam diferentes por aqui.Pelo fim da corrupção, já!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Ato Fora Arruda e Paulo Otávio


Pessoal,

Segue o relato abaixo sobre o ato FORA ARRUDA que ocorreu
hoje em frente ao palacio do Buriti.
Foi muita intolerância, estupidez e covardia do GDF e da polícia
militar. Bombas de gás, balas de borracha, cavalaria, tropa de choque e etc.
Tentaram em todos os instantes intimidar os manifestantes através da violência.
Não podemos tolerar mais isso, temos que nos fortalecer e voltar as ruas para enfrentar
esta política nefasta de violência e ladroagem de arruda e sua máfia.
Estavam presentes estudantes e vários movimentos sociais e sindicais, de várias
partes do DF, inclusive de Brazlândia.
Convocamos todos e todas para participar da assembléia popular FORA ARRUDA E TODA
SUA MÁFIA amanhã, 10/12/2009, às 13 horas, na praça Zumbi dos Palmares, Conic.
Apareçam, a participação da comunidade popular de base é de extrema importância.

Abraços

Marco


AMIGOS das VEREDAS

Visite o blog amigosdasveredas.blogspot.com

"Quem se curva aos poderosos mostra a bunda aos oprimidos" Millôr Fernandes.

Iceberg gigante avança rumo à Austrália


Sydney (Austrália), 9 dez (EFE).- Um iceberg de 140 quilômetros quadrados que se desprendeu da Antártida se dirige hoje para o sul da Austrália, e oferece um espetáculo que os entendidos qualificam como único.
O cientista Neal Young disse que é um fenômeno "muito raro, pouco comum, mas não incomum, pode se passar muito tempo até que apareça um assim, por isso é uma visão que só acontece uma vez na vida".
Os especialistas chamaram o iceberg de B17B, que tem 19 quilômetros de comprimento e oito quilômetros de largura, e é um dos maiores já vistos perto da Austrália.
A peça faz parte de um iceberg três vezes maior que se desprendeu da Antártida em 2000 e passou cinco anos parado em um lugar, por causa das correntes oceânicas nessa região.
Os cientistas preveem que o B17B rachará em seu avanço para o litoral australiano.

PF liga Arruda também à ‘Operação Castelo de Areia’


Dois escândalos políticos ardem no noticiário. Num deles, o panetonegate, José Roberto Arruda é protagonista.
Noutro, o castelo de areia da Camargo Corrêa, o governador do DF passa a figurar como coadjuvante.
Descobriu-se que o nome de Arruda consta de planilha apreendida pela Polícia Federal na casa de um executivo da construtura.
O documento é peça central do inquérito que perscruta obras públicas tocadas pela empreteira.
Associa canteiros de obras da Camargo Corrêa a doações que a empresa teria feito a políticos por baixo da mesa.
Em notícia levada às páginas do Estadão, o repórter Fausto Macedo conta o seguinte:

1. A folha de número 54 da planilha anota, sob o título "diversos", nove registros de pagamentos feitos pela Camargo Corrêa.

2. Os repasses foram grafados em moeda norte-americana: US$ 928,7 mil no total.

3. Dos nove apontamentos oito referem-se a verbas supostamente borrifadas nas arcas de "campanhas políticas" de Brasília, São Paulo e Bahia.

4. Uma das anotações da planilha traz a data de 8 de setembro de 1998. A seguir, a inscrição "camp. política Brasília-Arruda".

5. Adiante do sobrenome do governador ‘demo’ de Brasília, o valor da doação: US$ 80.496. A planilha faz a conversão para reais: R$ 103.840.

6. Nos dias 14 de setembro e 13 de novembro de 1998, mais dois apontamentos. O destionatário é, de novo, “Arruda”. No primeiro, US$ 157.790 (R$ 205.127). No segundo US$ 399.360 (R$ 499,2 mil).

7. Tudo somado, Arruda teria se servido, em 1998, de US$ 637,6 mil em "panetone$" da Camargo Corrêa. Naquele ano, ele disputou, sem sucesso, o governo do DF.

Procurado, Arruda mandou a assessoria dizer que não se lembra de doações da Camargo Corrêa à campanha de 98. Se ocorreram, acrescentou, estão registradas e não vieram em dólares.
A construtora se diz estarrecida com os vazamentos de dados do inquérito. Reitera o caráter legal das doações que faz a políticos.
A planilha em que o nome do governador é mencionado foi recolhida numa batida policial na casa de Pietro Bianchi.
Vem a ser um dos executivos da empreiteira que se encontram sob investigação na Operação Castelo de Areia.
Para a PF, o documento atribuído a Bianchi sugere a existência de um caixa paralelo na Camargo Corrêa.
Por essa caixa registradora clandestina passariam as verbas repassadas à sombra para mais de 200 políticos e autoridades.
O documento já foi remetido pelo Ministério Público Federal de São Paulo à Procuradoria-Geral da República, em Brasília.
Cabe ao procurador-geral Roberto Gurgel requerer, se achar que é o caso, o aprofundamento de investigações contra pessoas que dispõem do chamado privilégio de foro.
No caso de Arruda, o foro é o STJ (Superior Tribunal de Justiça). Ali já corre o inquérito do panetonegate, também chamado de mensalão do DEM.
Confirmando-se as novas suspeitas, Arruda passa a frequentar não um, mas dois escândalos.
A unir as duas encrencas, o mesmo relacionamento promíscuo de políticos com empresas que transacionam com o poder público.

Escrito por Josias de Souza às 05h18

domingo, 6 de dezembro de 2009

Chegou a hora de decidir quem paga a conta do clima


Ainda não há acordo sobre a origem dos recursos necessários para a adaptação e mitigação às mudanças climáticas e esta dúvida pode ser o principal fator de um possível fracasso da Conferência da ONU em Copenhague
Mudanças climáticas, aquecimento global e gases do efeito estufa são conceitos que já entraram para o vocabulário das pessoas. Apesar disso, não é fácil explicar para quem não acompanha atentamente o desenrolar das negociações porque será tão complicado alcançar um acordo climático em Copenhague se todos os países reconhecem que estes são problemas sérios. A explicação mais simples recai sobre um tema que todos nós entendemos: dinheiro. Afinal, quem paga a conta das mudanças climáticas?
Desde a Eco-92, há quase 20 anos no Rio de Janeiro, as nações mais ricas aceitaram que possuem uma maior responsabilidade sobre o clima, já que foi a industrialização do Hemisfério Norte a principal causa da emissão excessiva de gases do efeito estufa no decorrer dos últimos 150 anos.
Agora, os países em desenvolvimento, entre eles Brasil e China, também aparecem como grandes emissores, e está sendo exigido deles que optem por um progresso menos agressivo ao meio ambiente; um desenvolvimento que siga um caminho diferente do feito pelas nações ricas. Essa mudança de rumo custará dinheiro e alguém terá que pagar por ela, mas quem?
Além disso, diversos países pobres são os que mais estão sofrendo com as mudanças no clima. Tuvalu e Maldivas, pequenos Estados insulares, correm literalmente o risco de desaparecer com a subida do nível dos oceanos, sendo que as suas emissões sempre foram insignificantes. Alguém terá que ajudar esses países a se adaptarem à sua nova realidade e novamente vem a questão: quem vai pagar pelas obras de infra-estrutura e pela ajuda que serão necessárias para aliviar o sofrimento desses povos?
Essas perguntas são alguns dos principais imbróglios da COP-15, que começa na próxima segunda-feira (7) em Copenhague. Aliás, é muito provável que se não sair um acordo global nessa conferência, a culpa não seja de debates sobre metas de emissões e sim, simplesmente, por uma questão de dinheiro.
Custos
O volume de recursos que os países estão dispostos a pagar para a adaptação e mitigação é uma incógnita que parece estar ligada de forma inversamente proporcional à responsabilidade histórica de emissões de cada nação. De uma maneira geral, pobres querem receber mais e os ricos pagar menos.
Um grupo formado por 77 países mais a China, conhecido como G77, propõe que as nações ricas repassem entre 0,5% a 1% de seu Produto Interno Bruto (PIB) anual para o combate às mudanças climáticas. Dessa forma, o valor poderia ser ainda maior que os US$ 170 bilhões recomendados pela ONU por ano, enquanto alguns países europeus e os Estados Unidos sinalizam que podem oferecer bem menos, algo como US$ 20 bilhões.
Através de estudos do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), a ONU afirma que em 2030 deveriam estar sendo destinados de 0,3% a 0,5% do PIB global para as mudanças climáticas além de 1,1% a 1,7% de todos os investimentos mundiais.
Segundo a porta-voz da Organização Mundial pela Migração (IOM, na sigla em inglês), Jemini Pandya, ainda não há como saber quanto custará adaptar o mundo porque não existem pesquisas suficientes sobre o assunto. “A própria migração que será necessária devido às mudanças climáticas já é algo muito difícil de lidar. Não temos dados exatos do motivo pelo qual as pessoas mudam, por muitas vezes nem elas sabem dizer exatamente qual a razão”, afirma.
Para ela, o tema ainda não recebe a atenção devida. “O foco está sendo mais nas conseqüências do aquecimento global e eu consigo entender isso, já que por muito tempo houve um grande ceticismo sobre as emissões de gases do efeito estufa estarem causando o aumento das temperaturas”, diz.
Já para Tim Nuthall, da Fundação Climática Européia, um valor de 0,13% do PIB já seria próximo do ideal. “De acordo com a reunião de Bali, em 2007, a questão do financiamento para mudanças climáticas seria baseada em dois princípios: condições de pagar e responsabilidades históricas pelas emissões. Eu avalio que o volume de recursos necessários para a adaptação global seja de uma média de 100 bilhões de euros anuais.”

Propostas

Existem diversas idéias de como esse dinheiro deveria ser levantado e administrado; da criação de um novo organismo internacional para este fim, como quer o Brasil, a uma combinação de mecanismos de mercado, financiamentos públicos e impostos sobre setores como transporte e energia.
Identificar novas formas de financiamento será um dos pontos chave em Copenhague. Existe uma grande pressão para que os países ricos aumentem seu comprometimento e o volume de recursos que destinam para as mudanças climáticas. Porém, a União Européia e os Estados Unidos ainda buscam saídas no setor privado, principalmente nos mercados de limite e comércio de emissões (‘cap-and-trade’), como uma possibilidade para levantar recursos.
A Convenção Quadro das Nações Unidas para as Mudanças Climáticas (UNFCCC) sugeriu uma série de propostas para serem discutidas em Copenhague: uma taxa global sobre emissões de CO2, impostos sobre transportes marítimos e aéreos, e expandir os procedimentos de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL) para a Implementação Conjunta (IC) e o comércio de emissões.
A lógica do “paga o poluidor e quem tem condições” parece ser uma tendência a ser seguida em Copenhague. “O dinheiro deverá vir de uma combinação de mecanismos de mercado e de fundos públicos. Existe uma grande pressão nos países ricos para que abram os bolsos, tão grande quanto a para que adotem metas. O fato é que ainda não foi feito o suficiente para evitarmos as piores conseqüências das mudanças climáticas. Os países ricos devem agir e agir rápido”, explicou Nuthall.
Os líderes mundiais terão 15 dias para avaliar todas essas propostas e concordar em um modelo que seja ao mesmo tempo justo e eficiente. Como se percebe, não será nada fácil fazer isso, o que nos faz mais uma vez lastimar que as reuniões anteriores à Copenhague pouco avançaram em decidir quem irá se responsabilizar por bancar os custos das mudanças climáticas.


Imagem: Ainda não há estimativas exatas de quanto dinheiro será necessário para a adaptação das pessoas às mudanças climáticas. Crédito: Oxfam

Buriti - Mauritia flexuosa L. f.


“Morety he outro modo de palma mto comprida e no alto tem hua roda q faz cõa folhada e dá hus cachos de coquos mto grandes ... a fructa se come.”
C.Lisboa 1631, em “Animais e Árvores do Maranhão”

No bioma Cerrado é a espécie que caracteriza as veredas, marcante fitofisionomia da região, ocorrendo também em matas de galeria e ciliares, podendo formar densos buritizais. Para além dos domínios do Cerrado, corre em toda a Amazônia e Pantanal, sobre solos mal drenados, em áreas de baixa altitude até 1000m, sendo considerada a palmeira mais abundante do país.

Produz anualmente grande quantidade de frutos, que podem ser consumidos ao natural, na forma de sucos, sorvetes, doces ou desidratados.
Segundo Rafael Teixeira, guia na Chapada dos Veadeiros especializado em flora e avifauna do Cerrado, os frutos integram a dieta de mamíferos como a cutia, a capivara e a anta, e de aves como a arara.
Em algumas cidades no Piauí, como Dom Expedito Lopes, o doce do buriti é fabricado e embalado em caixinhas feitas a partir do talo (pecíolo) de folhas do próprio buriti. O doce é comercializado em feiras do Distrito Federal e Goiânia.
“As mulheres guerreiras, senhoras de seu corpo, são como a palmeira do murity, que rejeita o fructo antes que elle amadureça e o abandona á correnteza do rio.”
J. Alencar 1874

O uso medicinal está associado ao óleo extraído da polpa dos frutos, com propriedades energéticas e vermífugas.
Rico em pró-vitamina A (500 000 UI), com índice de 300mg/100g, o óleo é usado contra queimaduras na pele, provocando alívio imediato e auxiliando na cicatrização. O óleo absorve radiações no espectro ultra-violeta, sendo um eficiente filtro solar Tem sido empregado recentemente pela indústria cosmética entrando na composição de sabonetes, cremes e xampus.


Fernando Tatagiba
Plantas do Cerrado
Bibliografia consultada:

* ALMEIDA, S.P.; PROENÇA, C.E.B.; SANO, S.M.; RIBEIRO, J.F. , 1998. Cerrado: espécies vegetais úteis. Planaltina: EMPRAPA-CEPAC.
* Cunha, Antônio Geraldo da, 1924. Dicionário Histórico das palavras portuguesas de origem tupi / Antônio Geraldo da Cunha; prefácio-estudo de Antônio Houaiss. 4 ed. São Paulo: Companhia Melhoramentos; Brasíla: Universidade de Brasília, 1998.
* Lorenzi, H. et al., 2004. Palmeiras Brasileiras e Exóticas Cultivadas. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum.
* Silva, D.B. da; et al., 2000. Frutas do Cerrado. Brasília: Emprapa Informação Tecnológica

504 Anos de Destruição Ambiental Uma Lição a Ser aprendida


O nível de destruição ambiental a que chegamos nos primeiros 5 séculos de história do Brasil é alarmante e as próximas gerações estarão condenadas a um futuro sombrio se não aprendermos a valorizar e usar de forma racional os recursos naturais. "Muitos problemas ambientais que enfrentamos hoje são resultado da mentalidade herdada dos colonizadores, que acreditavam no mito da natureza infinita e que, por isso, não precisava ser cuidada" Os sucessivos ciclos econômicos como a exploração do pau-brasil, cana e café causaram grandes impactos ambientais. Em termos de biodiversidade, a principal vítima foi a Mata Atlântica: do período colonial aos dias de hoje esse bioma já perdeu 93% de suas florestas, que originalmente cobriam 1,3 milhões de km² ao longo do litoral brasileiro. Em áreas específicas, como as florestas de Araucária no Sul do país, restam apenas 2% da cobertura original.

No século XX, esse padrão destrutivo se repete com a devastação de mais de 50% do Cerrado, em apenas 60 anos e de 15% da Amazônia, em menos de uma geração. A queima de florestas, ainda comum nos dias de hoje, era a prática mais emprega na preparação da terra para o plantio. Em 1711, o jesuíta André Antonil estabeleceu regras para orientar o plantio da cana-de-açúcar: "roça-se, queima-se e alimpa-se, tirando-lhe tudo o que pode servir de embaraço". Neste caso, o "embaraço" era a própria Mata Atlântica, cujas árvores serviam também como lenha para alimentar fornalhas da indústria do açúcar. Na visão de um escritor do século XVIII, essas fornalhas eram "bocas verdadeiramente tragadoras de matos" - calcula-se que para cada quilo de açúcar produzido queimou-se cerca de 15 quilos de lenha. A exuberância, imponência e riqueza da Mata Atlântica marcaram profundamente a imaginação dos europeus e contribuíram para criar uma imagem de terra paradisíaca, onde os recursos naturais pareciam inesgotáveis.

A redução da Mata Atlântica a níveis perigosos prova que isso não passava de uma fantasia. No período colonial, a exploração descuidada dos recursos naturais era justificada pela percepção da nova terra como mero potencial econômico para impulsionar a expansão mercantilista das potências européias da época. Essa é um trágica herança que ainda persiste no Brasil contemporâneo. Os períodos que marcaram os ciclos econômicos do Brasil-colônia estão repletos de exemplos de exploração predatória. No final do século XVIII, o crescimento das cidades e da população, resultantes da prosperidade do ciclo da mineração, gerou a necessidade de aumentar a produção de alimentos. Assim teve início a expansão da pecuária extensiva, associada a práticas danosas ao meio ambiente.

Os pastos naturais se degradavam com um ou dois ciclos de pastoreio e, ao invés de optar pelo replantio, optava-se por incendiá-los, na expectativa de que o fogo promoveria o crescimento de ervas comestíveis e garantiria a permanência do gado na área; este, por sua vez, era deixado solto, ocupando um espaço territorial bem maior do que seria necessário. Essa prática ainda se aplica, com a pecuária ocupando atualmente uma área gigantesca de quase 200 milhões de hectares e uma produtividade baixíssima, muitas vezes de menos de uma cabeça por hectare.

O ciclo do café, no século XIX, também foi marcado pelo descuido com o meio ambiente. O plantio dessa espécie africana, originalmente feito em áreas de sombra, foi cultivado no Brasil em espaços des florestados da Mata Atlântica. Um testemunha da época afirmava que para cada hectare que se pretendia abrir para a lavoura, de cinco a dez eram destruídos pelo fogo descontrolado. No século XX assistimos à destruição de ecossistemas como o Cerrado e a Amazônia. O Cerrado, como aconteceu com a Mata Atlântica, está sendo visto como um "embaraço que dever ser superado". Esse bioma vem se tornando um grande fronteira destinada à produção de grãos para exportação. Como caso da Amazônia, no início dos anos 70, apenas 1% da sua cobertura original havia sido destruída. Trinta anos mais tarde, 15% da floresta já haviam desaparecido. "Não devemos simplesmente lamentar, mas aprender com o passado e fazer diferente", diz Garo Batmanian, "principalmente integrando políticas e adotando medidas preventivas, ao invés de continuar, literalmente, apagando incêndios". Os dados mostram que existem um enorme potencial pouco explorado: nos Estados Unidos, por exemplo, as 376 áreas protegidas pelo Sistema Nacional de Parques daquele país recebem mais de 270 milhões de visitantes por ano, e geram receita de 10 bilhões de doláres e 200.000 empregos. No Brasil, das 93 unidades federais de conservação, apenas duas são lucrativas, os parques nacionais de Foz do Iguaçu e da Tijuca. A ironia maior é que a Costa Rica, um país 167 vezes menor que o Brasil, soube como aproveitar seus recursos e é hoje o principal destino para o turista estrangeiro que quer conhecer uma floresta tropical.

Fonte: Internet

Paulo Freire é anistiado 45 anos após exílio

Em Brasília, 3 mil professores e educadores de todas as regiões do Brasil e de outros 22 países acompanharam a cerimônia.

A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça concedeu nesta quinta-feira (dia 26) a anistia política /post mortem/ ao educador Paulo Freire, falecido em 1997. A cerimônia ocorreu durante o Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica que conta com 3 mil professores e educadores de todas as regiões do Brasil e de outros 22 países, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.
Presente na cerimônia, a viúva, Ana Maria Araújo Freire, se emocionou ao falar do marido. “Hoje, Paulo, você pode descansar em paz. Sua cidadania plena, sem vazios e sem lacunas, foi restaurada, como você queria, e proclamada, como você merece”, disse. A homenagem ao pernambucano que revolucionou as técnicas de ensino em todo o mundo foi marcada pela emoção.
O presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão, disse que o pedido de desculpas em nome do Estado brasileiro também era direcionado aos milhões de brasileiros e brasileiras que deixaram de ser alfabetizados e emancipados por Freire. A extinção do Plano Nacional de Alfabetização, que levaria o “método Paulo Freire” a todo o país, foi um dos primeiros atos do regime autoritário, após o golpe de 1964.
O educador pernambucano foi afastado da coordenação do Plano Nacional, instituído meses antes pelo MEC, e aposentado compulsoriamente da cadeira de professor de História e Filosofia da Universidade Federal de Pernambuco. Após ser preso por 70 dias em uma cadeia de Olinda (PE), partiu para o exílio, retornando ao Brasil somente em 1980.
Em razão da perseguição política que resultou em 16 anos de exílio, a Comissão de Anistia concedeu indenização de R$ 100 mil – teto da prestação única, que prevê 30 salários mínimos para cada ano de perseguição comprovada.

da Redação, Brasil de Fato.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Construção.

Deus lhe pague!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

III Oficina Territorial de 2009


COLEGIADO TERRITORIAL
TERRITÓRIO DAS ÁGUAS EMENDADAS/TAE
DF – GO – MG
Território da Cidadania de Águas Emendadas

C O N V I T E


Ao cumprimentarmos Vossa Senhoria, convidamos o representante dessa instituição para participar da “III Oficina Territorial das Águas Emendadas”, a ser realizada na área rural de Planaltina -DF.

-Data: 15 a 17 de dezembro de 2009 (terça a quinta-feira)
-Local do Evento: Hotel Fazenda Águas Emendadas (61-41016060/ 35006060)
-Hora: 8h às 17h

Essa última atividade do ano tem o objetivo de apresentar as conquistas do Colegiado, fortalecer o território e discutir as propostas à Matriz Territorial para 2010, conforme a programação em anexo.

Obs.: Lembramos a todos a darem atenção especial ao documento anexo a este convite, o qual trata do levantamento das demandas a comporem a Matriz Territorial para 2010.


Brasília-DF, 27 de novembro de 2009.



ROSILDA DE SOUSA MARTINS
Coordenadora
85356604



Diretores de Mobilização:
Divino Lúcio
DF: 61-96585629 Délio Oscar Neto
MG: 38 36769782 José Luiz Lins
GO: 61 81457017


P r o g r a m a ç ã o

OBS.: Para aqueles que moram mais distante, o hotel já está autorizado a recebê-los a partir da tarde do dia 14 de dezembro.

Hora 15 de dezembro 16 de dezembro 17 de dezembro
Manhã 8h00
• Credenciamento

9h00
• Cerimônia de Abertura dos trabalhos

10h00
• Encaminhamento de ata;
• Chamada aos membros do Colegiado;
• Regimento da Oficina; 8h00
• Apresentação da proposta de trabalho da Matriz Territorial 2010.
9h00
• Grupos de trabalho


8h00
• Relato da situação dos projetos territoriais;

9h00
• Calendário das ações para 2010
10h00
• Assuntos diversos
11h00
• Encerramento, assinatura de ata e avaliação da atividade
12h00 Almoço 12h00 Almoço 12h00 Almoço
Tarde 13h30
• Ações das Câmaras Temáticas;
• CT – Capacitação;
• CT- Centro de Comercialização e Capacitação;
• CT- Pesca e Aquicultura.
16h30
• Relatório das Reuniões com a Delegacia do MDA/GO e com a Casa Civil
17h
• Indicação dos 4 membros representantes do COTAE na Oficina da Rede de Colegiados e eleição dos dois delegados para o IV Encontro Nacional de Colegiados 13h30
• Apresentação dos Grupos de trabalho da Matriz;

16h30
• Relatório das ações:
Capacitações em Goiânia;
Proposta de educação com a UPIS
Intercâmbio de Ceres e Porangatu


19h30
• Dinâmicas de integração
Obs.: É oportuno que no dia 15 de dezembro às 9 hs, quando da abertura das atividades, possam se fazer presente autoridades federais, estaduais e municipais.
Todos aqueles interessados em participar da oficina da Rede Nacional de Colegiados devem estar preparados para sair de Planaltina e ir direto para Goiânia, local de realização da oficina nos dias 17 e 18 de dezembro.

COTAE
COLEGIADO TERRITORIAL DAS ÁGUAS EMENDADAS
DF - GO - MG
Sr(a)
Representante desta organização social e de governo
Brasília, 19 de novembro de 2009


Prevendo que o Governo Federal mais uma vez convidará a todas as organizações sociais e governos presentes no Território Das Águas Emendadas a participarem da construção da Matriz Territorial para 2010, solicitamos que a sua instituição promova uma ampla discussão na sua base com vistas a levantar todas as possíveis demandas da sua comunidade, as quais quando reunidas comporão as ofertas da Matriz 2010.
A exemplo dos anos anteriores a Matriz Territorial é um apanhado de todas as ofertas de políticas públicas para o Território, onde posteriormente as mesmas serão priorizadas pelo COTAE e transformadas em projetos de investimento e custeio.
Salientamos que quando do levantamento solicitado, a sua instituição esteja contemplando todas as necessidades presentes e futuras da comunidade, não só afetas ao setor de produção e organização agropecuária, mas a necessidade de educação, saúde, segurança, transporte, cultural, ambiental, geração de renda, saneamento, etc do meio rural.
Na relação a ser encaminhada à coordenação deste território, citar apenas a demanda sem necessidade de detalhá-la, a exemplo:

Demanda Município Instituição/Comunidade
Implantação de postos de Saúde Buritis-MG Rajadinha
Capacitação em associativismo e
Cooperativismo Formosa Todas as comunidades
Asfalto de 15 Km da DF 302 Gama-DF Saia Velha

As demandas levantadas deverão ser entregues na próxima Plenária do Colegiado Territorial, o qual se dará de 15 a 17 de dezembro, em local a ser confirmado pelo Núcleo Diretivo do COTAE. Eventuais dúvidas: 327490679(Rosilda) 61-84295953 ( Eliseth)


Rosilda de Souza Martins
Coordenadora do Núcleo Diretivo
COTAE

Morte no P.E. Veredinha!


Amigos como já tinhamos denunciado no Aroeira, a bacia de contenção que foi construida dentro do Parque Veredinha sem respeitar o Plano de Manejo ocasionou uma morte.
Uma criança de 7 anos morreu afogada, tomando banho. Denunciamos para a Adm de Bralândia que aquela bacia oferecia risco à comunidade, pois a mesma estava inacabada e poderia estourar a qualque momento. Já tinha transbordado e também oferecia risco às crianças, sendo que a mesma não tinha nenhuma sinalização e nem proteção.
Estamos convidando todos para se indignar, pois as obras do Veredinha tem suspeita de super faturamento.
Pedimos a todos pra divulgar e participar da manifestação que estaremos fazendo.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Zé Pedágio e seus amigos: Zé Panetone e Maria Detran

Zé pedágio ficou sem vice!

O PANETONE CHEGA AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL(VULGO SUPREMO TRIBUNAL DE DANIEL DANTAS):

Gilmar Mendes jantou na casa de Demóstenes na segunda-feira

Em plena crise do MENSALÃO do DEM, causou perplexidade a notícia de que 4 ministros do STF jantaram na casa de um senador do DEMos ante-ontem (segunda-feira) à noite.
A agência Estado deu alguns detalhes, mas não chegou a informar se a sobremesa foi panetone.
O anfitrião foi o senador Demóstenes Torres (DEMos/GO) e um dos presentes foi Gilmar Mendes, presidente do STF. A dupla protagonizou o episódio do grampo sem áudio no ano passado.
Outros ministros do STF foram Ricardo Lewandowski, que assumirá a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no próximo ano, e o novato Dias Toffoli.
Os ministros convidados para o jantar procuraram tranquilizar a nação dizendo que não foi nada daquilo que todo mundo está pensando. Afirmam que o encontro foi agendado há cerca de 20 dias, antes do MENSALÃO do DEMos vir a público.

Dem e o PSDB são os partidos com mais processo de corrupção no Brasil e ainda querem governar o país em nome da moral e dos bons costumes, é mole?

Arruda e o Panetone

Pivô de mais um escândalo, o Maître Arruda dá a dica de como se fazer um delicioso panetone.

Uma pitadinha de...

Por Marcos Roberto

Ocupaçao da câmara legislativa do DF - ATO FORA ARRUDA


Contra o GDF, a corrupção e a impunidade, sociedade se mobiliza e ocupa a CLDF para pressionar deputados a votarem pedido de impeachement do governador e cassaçao de deputados envolvidos.
E a AMIVER participa deste ato histórico no DF. A luta contra corrupçao continua!!! Chega de coronelismo no Brasil!!!

Gravação da PF mostra que Arruda gerenciava mensalão

Diálogo contradiz a versão do governador, de que ele foi "vítima" de uma trama

Em outubro, Arruda aparece perguntando sobre "despesa mensal com político'; para defesa, a própria PF admite falha técnica em transcrição

FERNANDA ODILLA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Análise da gravação feita com autorização judicial e monitorada pela Polícia Federal mostra José Roberto Arruda reorganizando pessoalmente o mensalão do DEM em outubro deste ano, contradizendo a versão do governador do DF de que foi vítima de uma trama.
Ao ler seu comunicado de defesa, Arruda disse que o diálogo gravado em 21 de outubro foi "conduzido para passar uma versão previamente estudada". Mas, nos trechos transcritos no inquérito que apura montagem de caixa dois em campanha eleitoral e distribuição de propina, o governador aparece perguntando como está "a despesa mensal com político". Questiona ainda quem pega e quem entrega a suposta propina e orienta a unificar os pagamentos.
"Tem que unificar tudo!", diz Arruda, após ouvir nomes de seis deputados distritais e um administrador regional de partidos da base (PMDB, PP, PRP, PMN) que estavam sendo beneficiados com valores distintos, entregues por mais de um integrante do primeiro escalão do governo do Distrito Federal.
No diálogo são citados os deputados Benedito Domingos (PP), Rôney Nemmer (PMDB), Pedro do Ovo (PRP), Rogério Ulysses (PSB), o suplente Berinaldo Pontes (PP) e Aylton Gomes (PMN), administrador regional. Todos eles negam participação no esquema.
"Temos que saber de um por um. O problema é: tá em várias mãos", reclama o governador do DEM ao perceber que seus auxiliares não sabem responder quem está pagando Benedito Domingos, presidente do PP no DF e deputado distrital.
O mensalão teria se desorganizado com a saída de Domingos Lamoglia da chefia de gabinete. "Se ele não vai pegar com o Domingos, ele vai pegar com quem?", questiona Arruda, que demonstra saber o valor exato do suposto repasse ao presidente do PP. "O natural seria com o Fábio, né?", diz o chefe da Casa Civil, José Geraldo Maciel, referindo-se a Fábio Simão, novo assessor de Arruda.
No diálogo, o governador deixa claro a insatisfação com possíveis esquemas paralelos na Secretaria de Saúde, até ontem comandada pelo deputado federal Augusto Carvalho (PPS). O próprio Barbosa diz: "Cê tem que pegar Antunes [Fernando Antunes, presidente do PPS no DF] e dar uma freada. O Augusto mais o Antunes tomaram muito dinheiro". Arruda teria aparentemente perdido o controle e expressado a vontade de trocar o comando do órgão.
Os diálogos foram monitorados pela PF e gravados por Durval Barbosa, ex-secretário e colaborador da investigação.
Em entrevista à Folha, Arruda reiterou que considera tudo uma trama de seu adversário político local, Joaquim Roriz (PSC), e afirma ter recebido dinheiro diretamente uma única vez.
Apesar de as investigações indicarem a participação de Arruda, ele só pode ser processado no Superior Tribunal de Justiça com autorização da Câmara Legislativa.
Mas ao menos um terço dos 24 deputados são citados no inquérito ou aparecem recebendo dinheiro, entre eles o presidente da Casa, Leonardo Prudente (DEM), e o corregedor Júnior Brunelli (PSC).
A assessoria de Arruda disse que advogados preparam interpelação judicial para questionar "falhas técnicas" apontadas pela PF ao transcrever o diálogo gravado em 21 de outubro.
Segundo relatório da PF, a gravação "não compreende ao registro de toda situação" em razão de pane técnica. Com base nisso, a assessoria de Arruda avalia que a interpretação do diálogo fica comprometida.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Em debate a reforma do Código Florestal

No próximo dia 2 de dezembro, a partir das 9 h, a 4ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal realiza a audiência pública O Futuro das Florestas no Brasil. Esse debate sobre as modificações na legislação sobre florestas não interessa apenas aos povos amazônicos.
Ele interessa a você.

Para discutir sobre aspectos dos projetos de lei em debate, estão sendo convidados parlamentares membros da comissão especial constituída para discutir o assunto no Congresso Nacional.

A segunda parte da programação vai discutir aspectos jurídicos, sociais e ambientais das propostas de modificação da legislação florestal brasileira. Está prevista a presença de especialistas como Antonio Herman Benjamin, ministro do Superior Tribunal de Justiça; Paulo Barreto, pesquisador sênior do Imazon; e Adriana Ramos, representante do Instituto Socioambiental.

Após as apresentações, o público presente também poderá manifestar suas opiniões.

Participe ou envie suas sugestões para o e-mail: 4camara@pgr.mpf.gov.br.

Dois maços para o médico João Luiz

De acordo com o inquérito da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, o médico João Luiz, que hoje é subsecretário de Recursos Humanos da Secretaria de Saúde do DF, recebeu R$ 20 mil referente à contratação da Unirepro, empresa de software de impressão, reprografia e gráfica. Que os valores eram para o próprio João Luiz, cita a investigação da PF.

Corrupção no GDF oração da propina Brunelli e Leonardo Prudente


Em novo vídeo do escândalo no DF, o deputado Rubens César Brunelli (PSC) aparece rezando com o secretário Durval Barbosa e com o presidente da Câmara Legislativa, Leonardo Prudente (DEM), após receberem propina em dinheiro.

Luiz França recebe dinheiro e dá troco

No inquérito da Polícia Federal, o sub-secretário de Justiça e Cidadania aparece recebendo dinheiro de Durval Barbosa, o delator da operação Caixa de Pandora. "Aparece recebendo dinheiro do declara...

Buemba! Arruda estava querendo comprar a Bauducco!



Partido DEM significa Dinheiro Em Meia ou Deu Em Merda, rir pra não chorar!

Empresário Alcir Collaço põe dinheiro recebido por ex secretário do DF na cueca

Corrupção no GDF - Leonardo Prudente recebe propina e esconde nas meias

Presidente da Câmara Distrital, Leonardo Prudente, recebe dinheiro vivo do esquema de propina montado no governo do Distrito Federal. Como o dinheiro não cabe todo nos bolsos, ele esconde também nas meias.

Corrupção no GDF - Odilon Aires recebe dinheiro de propina

Ex-deputado e atual presidente do Instituto de Atendimento à Saúde do Servidor do DF (Inas), Odilon Aires recebia R$ 30 mil por mês segundo o inquérito. Atualmente, ele está no governo do Distrito Federal gerindo um orçamento de R$ 138 milhões, dinheiro necessário para pagar o plano de saúde de mais de 100 mil funcionários do GDF e seus parentes.

Corrupção no GDF - Deputado Brunelli recebe dinheiro de propina

O deputado distrital Rubens César Brunelli Júnior (PSC), atual corregedor da Câmara Legislativa do Distrito Federal, também foi flagrado em vídeo obtido pelo iG recebendo dinheiro do esquema de propina montado em Brasília.

Corrupção no GDF - Deputada Eurides Brito recebe dinheiro de propina

A líder do governo na Câmara Legislativa, Eurides Brito, recebia todos os meses R$ 30 mil. Ela teve o gabinete vasculhado na última sexta-feira durante a operação Caixa de Pandora. Primeira suplente do PMDB, ela tomou posse como deputada em agosto de 2007 a partir da renúncia do ex-deputado Pedro Passos. Anteriormente, Eurides foi deputada em duas legislaturas (1999 a 2006) e apoiava o ex-governador Joaquim Roriz, também acusado de corrupção.

Gravações também citam PO


As denúncias chegaram no vice-governador Paulo Octávio. Ele é citado no mais recente vídeo de Durval Barbosa divulgado à impensa. Na gravação, um dos donos da Linknet, Gilberto Lucena, reclama das supostas propinas exigidas por integrantes do Governo do Distrito Federal para a liberação de pagamentos por serviços prestados. Em um dos trechos do diálogo, o empresário afirma que Paulo Octávio receberá a sua parte no suposto esquema de corrupção. Paulo Octávio nega categoricamente qualquer vinculação no esquema apontado na Operação Caixa de Pandora.

Confira matéria do Correio Braziliense desta terça-feira (1): O empresário conta que fez pagamentos para o secretário de Planejamento, Ricardo Penna, e repassaria suposto suborno também para o corregedor e secretário da Ordem Pública, Roberto Giffoni. De acordo com o diálogo, Penna teria recebido “R$ 300 mil” adiantados, ou seja, antes de autorizar um pagamento esperado pelo empresário. Giffoni seria beneficiário de 1% do contrato de informática de R$ 37 milhões, ou seja, R$ 370 mil. Durval e Lucena conversam sobre um suposto procedimento adotado no atual governo de manter o vínculo com a empresa sem contrato formal. O GDF, então, faria publicamente um reconhecimento de dívida para ser obrigado a liberar os recursos exigidos pela Linknet, sem passar por concorrência ou contrato emergencial.

Em depoimento prestado em 2 de outubro, Durval denunciou o suposto esquema ao delegado Alfredo José de Junqueira, da Polícia Federal (PF). Ele declarou que a Linknet “trabalha há aproximadamente três anos sem contrato”. O serviço é prestado e o governo, então, se vê sistematicamente forçado a indenizar a empresa. No depoimento, Durval afirma que essa é a “forma mais esculhambada de burlar a Lei de Licitações”. Em troca da liberação do pagamento, ele exigiria de volta uma parte dos recursos públicos. Lucena reclama de ter de pagar mais do que 4% ou 5% do montante liberado. De acordo com o depoimento, o GDF pagaria R$ 37 milhões à Linknet.

A empresa de informática já esteve envolvida em outros escândalos. Em 2002, a Linknet foi incluída em ação proposta pelo Ministério Público Federal contra Durval e o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) como responsável pela compra de urnas eletrônicas falsas para orientar o eleitor na campanha. O dinheiro para a aquisição do equipamento teria origem em desvios de contratos com a Codeplan, quando Durval foi presidente da empresa estatal no governo anterior.

O vice-governador disse que não aceita o uso de seu nome em negociações envolvendo contratos do GDF e garante que não existe qualquer gravação na qual é exposto a algum tipo de irregularidade. Ricardo Penna e Giffoni afirmam serem vítimas de uma vingança organizada por Durval para denegri-los, uma vez que teriam adotado providências para retirar do ex-presidente da Codeplan a ingerência sobre os contratos de informática. O sócio-proprietário da Linknet, Gilberto Lucena, também nega as acusações.

Blog da Paola Lima

Brasília, 1 de Dezembro de 2009
paola@blogdapaola.com.br