domingo, 27 de setembro de 2009

Seminário de Construção do Conhecimento Agroecológico da Região Centro Oeste


Período: 05 a 07 de outubro de 2009

Local: Embrapa Sede – Sala Álvaro Barcelos
Endereço: PqEB – Parque Estação Biológica, s/n° (Final da W3 Norte) - Brasília – DF

Objetivos:

- Avaliar os avanços dos processos de construção do conhecimento agroecológico em ensino, pesquisa e extensão à partir dos aprendizados das sistematizações de experiências realizadas na região Centro oeste;

- Conhecer e analisar o Mapa das Iniciativas Agroecológicas do sistema on line Agroecologia em Rede – Experiências do Centro Oeste;

- Fortalecer redes de construção do conhecimento agroecológico na região Centro Oeste.

Dia 05/10

14h Abertura

14h40 - Sistematização de experiências de ensino, pesquisa e extensão para a construção do conhecimento agroecológico – Francisco Caporal - ABA Agroecologia

15h30 – Apresentação da metodologia do Seminário

16h – Café com prosa

16h30 – Refletindo sobre a prática em plenária
“Sistematização de experiências Agroecológicas junto ao povo indígena Krahô” – Embrapa Recursos Genéticos e Tecnologias - DF

17h30 – Refletindo sobre a prática em grupos

Grupo 1 - Experiência “Transição agroecológica de Agricultores Urbanos na Fronteira Brasil –
Bolívia: avanços e dificuldades” – Embrapa Pantanal – MS

Grupo 2 - Experiência “Biodiversidade e transição agroecológica de agricultores familiares”
(Emater DF)

Grupo 3 - Experiência “Curso Agroecologia em Terras Indígenas” – AGRAER – MS

Dia 06/10

8h30 Refletindo sobre a prática em grupo

Grupo 1
Experiência “Rede de Sementes do Xingu” – ISA MT
Experiência “A importância da olericultura orgânica na geração de renda e na
promoção de uma alimentação saudável” - EFA MS

Grupo 2
Experiência ”Produção e comercialização de produtos orgânicos e certificação
participativa na ADAO –GO”
Experiência “Estação Experimental do Campo em Corumbá-MS: Experiência em
Educação Agroecológica” – Secretaria de Educação de Corumbá – MS

Grupo 3
Experiência “Promessa de Futuro Agroecologia na comunidade de Caxambu” – ADCC
GO
Experiência “Cosméticos Naturais: Geração de Renda em Processos Agroecológicos
Envolvendo Trabalhadoras Rurais de Goiás”

10h30 Café com prosa

11h Refletindo sobre a prática no grupo – Síntese

12h30 Almoço

14h Refletindo sobre a prática - Apresentação dos grupos

16h30 Café com prosa

17h Atuando em Rede no Centro Oeste

Dia 07/10

8h30 Fortalecendo redes no Centro Oeste – Trabalho em grupo

9h45 Apresentação dos grupos – Síntese e debate

10h45 Café com prosa

11h Mapa das iniciativas de construção do conhecimento agroecológico no centro oeste – Virginia Aguiar (ABA Agroecologia) e Daniel Tygel (FBES)

14h Próximos passos e avaliação do seminário

16h Encerramento

sábado, 26 de setembro de 2009

Biblioteca Pública Digital


Uma bela biblioteca digital, desenvolvida em software livre, mas que
está prestes a ser desativada por falta de acessos. Imaginem um lugar
onde você pode gratuitamente:

· Ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci ;
· escutar músicas em MP3 de alta qualidade;
· Ler obras de Machado de Assis Ou a Divina Comédia;
· ter acesso às melhores historinhas infantis e
vídeos da TV ESCOLA
· e muito mais....

Esse lugar existe!
O Ministério da Educação disponibiliza tudo
isso,basta acessar o site: www.dominiopublico.gov.br


Só de literatura portuguesa são 732 obras!

Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão
desativar o projeto por desuso, já que o número de acesso é muito
pequeno. Vamos tentar reverter esta situação, divulgando e
incentivando amigos, parentes e conhecidos, a utilizarem essa
fantástica ferramenta de disseminação da cultura e do gosto pela
leitura.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

SARAU DA PRIMAVERA de CULTURA e LITERATURA


C O N V I T E E S P E C I A L

O Centro de Diversidades Culturais - Espaço 35 tem a honra de convidar a comunidade de Brazlândia para o
SARAU DA PRIMAVERA de
CULTURA e LITERATURA

Programação:
Mazé;Arte Cênica “Recordando Carlitos”
Marlin Almeida: Músicas Populares Brasileiras
Poetas Daniel Porto;Evandro Calixto entre outros
Humorista: J.Kaetanus –Márcia Massari
Percussão: Banda BatakiN’Gomba com Prof.JMonteiro
Capoeira “Antiga Arte” M.Katita
Street Dance: Diamond Jackson e group
Grupo de pagode :William e band
Participações Especiais: Felipe e Fagner.
Ouvir lindas músicas, poesias, dançar, alegrar-se, rever amigos e fazer novas amizades...não é legal? Venha!
Dia: 27 /09/09 domingo - 15h- 3 da tarde
Local: No Espaço 35- Qd.35 Conj.”F” nº13
Informações Tel. 33911610
espaco35@brturbo.com.br

IX SEMANA DE EXTENSÃO DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA



BRASÍLIA, 02/10/09 - PROGRAMA DE ATIVIDADE
LOCAL e DATA HORÁRIO ATIVIDADE NA RODA DE CONVERSAS FACILITADORA
02/10 09:00 • Recepção e Café Matinal- Lanche: água + sucos+ chás + cafés + bolachas+bolo, etc.
COORD. E BOLSISTAS-UnB.
FLORES DO CERRADO -HELENA BRAZLÃNDIA
• EXPOSIÇÃO e VENDA DAS COMIDAS REGIONAIS E GRÃOS DA AGRICULTURA NATURAL DO CERRADO. FLORES DO CERRADO- HELENA
EFA Pe. BERNARDO- ARLETE
09:00 ÀS 09:30 • Roda de acolhimento e Apresentação: cantadeiras de rezas dos municípios da RIDE, juntando todas as rezadeiras e benzedeiras.
Silvéria-UnB e Deusa - Cocalzinho
09:40 • Cordão humano com o canto das Brincadeiras populares de roda de mutirão da zona rural, dos quintais da zona urbana, o lundu das folias, até a Sala das oficinas.
• Chegança com uma brincadeira de roda e/ou trabalho da tradição oral goiana e dinâmica de escolha dos grupos "troca de lugar quem", facilitando que cada pessoa escolha seu grupo segundo sua experiência e afinidade: Parteiras, Raizeiras, benzedeiras e Rezadeiras.
LUCIANA GUAIMBÊ-PIRENÓPOLIS


Bolsistas e Daraina/Luciana
10:00 Oficinas de trabalho específicas nos temas do encontro.
• Promover espaços e rodas de conversas para realizar uma troca mútua de experiências e saberes - parteiras, benzedeiras(os) e raizeiras(os)- trabalhar com a técnica de encontro dialógico do Paulo Freire para a troca de experiências.
SILVÉRIA E DARAINA
• EXPOSIÇÃO e VENDA DAS COMIDAS REGIONAIS E GRÃOS DA AGRICULTURA NATURAL DO CERRADO. FLORES DO CERRADO- HELENA
EFA Pe. BERNARDO- ARLETE
12: 00 às 14:00 • Almoço RU-UnB
15:30 às 16:30 • Encontro dialógico para partilha de aprendizados e saberes da experiência pessoal nos mesmos temas.
• Proposta de trabalhos com Ervas Medicinais e Parteiras/Partos. Bolsistas e Daraina/Luciana

Guerreiras Pirenópolis e EFA Pe. Bernardo, Brazlândia, Cocalzinho GO, Água Fria de GO, Paranoá, Sto. Antõnio Descoberto, Planaltina GO, Taguatinga, etc...
16:30.
• Avaliação e Encerramento: Grande Roda para celebração do trabalho realizado e de despedida, passando por diferentes ritmos SILVÉRIA E Bolsistas Extensão
Deusa – Rádio Comunitária de Cocalzinho
OUTRA SALA 14:00 • RODA DE MULHERES PELO DIREITO AO PARTO HUMANIZADO BOLSISTAS DO PROJETO GRUPO DE GESTANTES E CASAIS GRÁVIDOS HUB
• Chegança com brincadeiras de roda e/ou trabalho da tradição oral goiana. Bolsistas do Projeto Grupo de Gestantes e casais grávidos HUB Renata, Lívia, Rejane, Bolsistas, Silvéria, Vanja,Gestantes e Paridas

15:00 • Apresentação do vídeo Orgasmic Birth.
• Círculo de cultura da pedagogia Paulo Freire: reflexões e participação na Roda:
*Mulheres e Casais: O que querem; Com Quem, Quando e Como?
*Redigir documento das mulheres do DF e Entorno com proposta para fortalecer o direito de escolha das mulheres no parto e nascimentos – Ouvidoria das Mulheres, etc.
Renata, Lívia, Rejane, Bolsistas, Silvéria, Vanja,Gestantes e Paridas




Deusa - Cocalzinho

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

A DIFÍCIL ARTE DE SER MULHER


Hours concours em Cannes, um dos filmes de maior sucesso no badalado
festival francês foi "Ágora", direção de Alejandro Amenabar.

A estrela é a inglesa Rachel Weiz, premiada com o Oscar 2006 de melhor atriz
coadjuvante em "O jardineiro fiel", dirigido por Fernando Meirelles.


Em "Ágora" ela interpreta Hipácia, única mulher da Antiguidade a se
destacar como cientista. Astrônoma, física, matemática e filósofa, Hipácia
nasceu em 370, em Alexandria. Foi a última grande cientista de renome a
trabalhar na lendária biblioteca daquela cidade egípcia. Na Academia de
Atenas ocupou, aos 30 anos, a cadeira de Plotino. Escreveu tratados sobre
Euclides e Ptolomeu, desenvolveu um mapa de corpos celestes e teria
inventado novos modelos de astrolábio, planisfério e hidrômetro.


Neoplatônica, Hipácia defendia a liberdade de religião e de pensamento.
Acreditava que o Universo era regido por leis matemáticas. Tais ideias
suscitaram a ira de fundamentalistas cristãos que, em plena decadência do
Império Romano, lutavam por conquistar a hegemonia cultural.


Em 415, instigados por Cirilo, bispo de Alexandria, fanáticos arrastaram
Hipácia a uma igreja, esfolaram-na com cacos de cerâmica e conchas e, após
assassiná-la, atiraram o corpo a uma fogueira. Sua morte selou, por mil
anos, a estagnação da matemática ocidental. Cirilo foi canonizado por Roma.


O filme de Amenabar é pertinente nesse momento em que o fanatismo religioso
se revigora mundo afora. Contudo, toca também outro tema mais profundo: a
opressão contra a mulher. Hoje, ela se manifesta por recursos tão
sofisticados que chegam a convencer as próprias mulheres de que esse é o
caminho certo da libertação feminina.


Na sociedade capitalista, onde o lucro impera acima de todos os valores, o
padrão machista de cultura associa erotismo e mercadoria. A isca é a imagem
estereotipada da mulher. Sua autoestima é deslocada para o sentir-se
desejada; seu corpo é violentamente modelado segundo padrões consumistas de
beleza; seus atributos físicos se tornam onipresentes.


Onde há oferta de produtos - TV, internet, outdoor, revista, jornal,
folheto, cartaz afixado em veículos, e o merchandising embutido em
telenovelas - o que se vê é uma profusão de seios, nádegas, lábios, coxas
etc. É o açougue virtual. Hipácia é castrada em sua inteligência, em seus
talentos e valores subjetivos, e agora dilacerada pelas conveniências do
mercado. É sutilmente esfolada na ânsia de atingir a perfeição.


Segundo a ironia da Ciranda da bailarina, de Edu Lobo e Chico Buarque,
"Procurando bem / todo mundo tem pereba / marca de bexiga ou vacina / e tem
piriri, tem lombriga, tem ameba / só a bailarina que não tem". Se tiver,
será execrada pelos padrões machistas por ser gorda, velha, sem atributos
físicos que a tornem desejável.


Se abre a boca, deve falar de emoções, nunca de valores; de fantasias, e
não de realidade; da vida privada e não da pública (política). E aceitar
ser lisonjeiramente reduzida à irracionalidade analógica: "gata", "vaca",
"avião", "melancia" etc.


Para evitar ser execrada, agora Hipácia deve controlar o peso à custa de
enormes sacrifícios (quem dera destinasse aos famintos o que deixa de
ingerir...), mudar o vestuário o mais frequentemente possível, submeter-se
à cirurgia plástica por mera questão de vaidade (e pensar que este ramo da
medicina foi criado para corrigir anomalias físicas e não para dedicar-se a
caprichos estéticos).


Toda mulher sabe: melhor que ser atraente, é ser amada. Mas o amor é um
valor anticapitalista. Supõe solidariedade e não competitividade; partilha
e não acúmulo; doação e não possessão. E o machismo impregnado nessa
cultura voltada ao consumismo teme a alteridade feminina. Melhor fomentar a
mulher-objeto (de consumo).


Na guerra dos sexos, historicamente é o homem quem dita o lugar da mulher..
Ele tem a posse dos bens (patrimônio); a ela cabe o cuidado da casa
(matrimônio). E, é claro, ela é incluída entre os bens... Vide o
tradicional costume de, no casamento, incluir o sobrenome do marido ao nome
da mulher.


No Brasil colonial, dizia-se que à mulher do senhor de escravos era
permitido sair de casa apenas três vezes: para ser batizada, casada e
enterrada... Ainda hoje, a Hipácia interessada em matemática e filosofia é,
no mínimo, uma ameaça aos homens que não querem compartir, e sim dominar.
Eles são repletos de vontades e parcos de inteligência, ainda que cultos.


Se o atrativo é o que se vê, por que o espanto ao saber que a média atual
de durabilidade conjugal no Brasil é de sete anos? Como exigir que homens
se interessem por mulheres que carecem de atributos físicos ou quando estes
são vencidos pela idade?


Pena que ainda não inventaram botox para a alma. E nem cirurgia plástica
para a subjetividade.

Frei Betto *

*Escritor e assessor de movimentos sociais

domingo, 13 de setembro de 2009

CARAVANA EM DEFESA DO SUS



MINISTÉRIO DA SAÚDE
CONSELHO NACIONAL DE SAÚDE/SECRETARIA EXECUTIVA


CARAVANA EM DEFESA DO SUS
DISTRITO FEDERAL
15 de setembro de 2009

LOCAL: Auditório do Instituto de Química da Universidade de Brasília – Asa Norte - UnB

PROGRAMAÇÃO:

8h30 - Credenciamento

9h – Ato Político de Lançamento da Caravana em Defesa do SUS.

10h – Painel - Avanços e Desafios do SUS – 1ª Conferência Mundial sobre o Desenvolvimento de Sistemas Universais de Saúde e Seguridade Social.
COORDENAÇÃO: Conselho Nacional de Saúde – CNS
APRESENTAÇÃO: Presidente do CNS – Francisco Batista Júnior (40’)
MODERADORES: - Conselho Nacional de Secretários de Saúde – CONASS (15’)
- Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde – CONASEMS (15’)
- Secretaria Gestão Estratégica e participativa/MS – Antônio Alves de Souza (15’)

11h30 – Debate

12h30 – Almoço

14h – Painel – Avanços e Desafios do SUS no Estado
COORDENAÇÃO:
APRESENTAÇÃO: - (30’)
- (30’)
* INDICAÇÃO DOS MEMBROS PELO CES

15h – Debate

16h – Painel – SUS como Patrimônio Social, Cultural, Imaterial da Humanidade
COORDENAÇÃO: Conselho Nacional de Saúde – CNS -
APRESENTAÇÃO: - Secretaria Gestão Estratégica e participativa/MS (30’)
- Conselho Nacional de Saúde - Antônio Alves de Souza (30’)

17h – Debate

18h – Solenidade de encerramento da Caravana em Defesa do SUS

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

V Festival da Cultura Popular do DF

Marina Silva


O Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília CDS/UnB convida para a Palestra da Quarta Sustentável:

“Desenvolvimento sustentável do Brasil: uma esquina civilizatória”

Marina Silva
Senadora


Data: 16 de setembro de 2009
Horário: 18: 00 horas
Local: Campus da UnB – Auditório da Faculdade de Tecnologia (FT)
Transmissão ao vivo: http://www.cpce.unb.br/unbtv/quartas.htm - Canal 06



Maria Osmarina Marina Silva Vaz de Lima

Nascida no Estado do Acre, é ex-seringueira e, hoje, senadora da República. Começou sua carreira política militando nas comunidades eclesiais de base, ligadas à Igreja Católica. Foi vereadora (a mais votada), deputada estadual (a mais votada) e chegou ao Senado Federal como a mais jovem senadora do país, em 1994, aos 38 anos. Recentemente ocupou o cargo de ministra do Meio Ambiente.
Marina Silva aprendeu a ler já adolescente e formou-se em História pela Universidade Federal do Acre, em 1985. Militante política pela esquerda, foi uma das fundadoras da CUT (Central Única dos Trabalhadores) no Acre, junto ao sindicalista Chico Mendes.

Atualmente, Marina Silva participa como membro titular das comissões de Meio Ambiente, e de Constituição e Justiça e preside a Subcomissão Temporária - Fórum das Águas das Américas e Fórum Mundial das Águas. É suplente nas comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional, de Educação, Cultura e Esporte, de Direitos Humanos e Legislação Participativa, e de Assuntos Econômicos do Senado.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

VI Encontro dos Povos do Cerrado

Começa amanhã (09/08) e vai até dia 13 de setembro. Mais informações no site http://www.povosdocerrado.com.br. O convite está aberto, participem.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Imperdível!


Saberes multiculturais.
Re-Ajardinar a Biosfera
Palestra sobre restauração de ecossistemas e educação
Com a indiana Suprabha Seshan,
que concebeu e dirigiu vários projetos de pesquisa e recuperação ecológica.
Vive e trabalha no Santuário Botânico Gurukula, em Wayanad, Estado de Kerala, na Índia, onde desenvolve atividades educativas sobre biodiversidade para escolas e universidades.
Dia 04/09/2009, às 18:30h
Anfiteatro 9, ICC Sul – UnB
Núcleo da Agenda Ambiental - DEX

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Política do Caô!


Pré-Conferências de Saúde Ambiental no DF

A partir desta quarta-feira 92), a Secretaria de Saúde, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (Seduma) e a Coordenadoria das Cidades do GDF organizam as pré-conferências de saúde ambiental entre as regiões administrativas. A conferência nacional sobre o tema ocorrerá em dezembro.
Cada uma das Regiões Administrativas — representantes do governo, sociedade, empresariado, escolas, dentre outros — deverão eleger os principais problemas de cada área, que serão discutidos posteriormente em nível regional e nacional.
Grande parte dos problemas de saúde enfrentados pela população é causada por fatores ambientais e por isso foram organizadas as conferências de saúde ambiental, que serão realizadas em níveis municipal, estadual e federal.

Confira a programação:



1 - Central-Adjacente 1: Lago Sul, Lago Norte e Park Way.

02/09/09 (quarta feira)

Auditório da Administração do Lago Sul

2- Central: Brasília, Cruzeiro, Candangolândia e Sudoeste/Octogonal.


03/09/09 (quinta feira)

Colégio CIMAN - Octogonal (entrada Octogonal quadra 2)

3 - Central-Adjacente 2: SIA, SCIA (Estrutural), Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo, Guará e Águas Claras


10/09/09 (quinta feira)

Salão de Múltiplas Funções, Guará (próximo à Feira do Guará)

4 - Oeste: Taguatinga, Ceilândia, Samambaia, Brazlândia e Vicente Pires

15/09/09 (terça feira)

Local: a confirmar

5 - Norte: Sobradinho, Sobradinho II e Planaltina

17/09/09 (quinta feira)

Local: Espaço Cultural Olivia Gama, Sobradinho (ao lado do Detran)

6 - Sul: Recanto das Emas, Riacho Fundo II, Gama e Santa Maria

25/09/09 (sexta feira)

Local: a confirmar

7 - Leste: Paranoá, São Sebastião, Jardim Botânico, Itapoã e Varjão

26/09/09 (sábado)

Local: a confirmar

Com informações da Seduma


Já não basta a Conferência do Meio Ambiente, onde nada é deliberado, temos a Conferência de Saúde Ambiental que será mais um caderninho bonitinho pro Governo legitimar suas ações dentro do Banco Mundial. E a merda continua!

Torrador de Café Anarquista Faça Você Mesmo!


Meyers é o torrador, empacotador, negociante e entregador que está por trás do independente e modesto Café Resistência. “Faço um pouco de tudo, eu venho do ativismo anarquista”, conta. “Ao invés de ser somente um fim em si mesmo, [o café] é uma maneira de criar comunidade e fomentar estas metas sociais.”

“Eu não amo torrar café”, diz David Meyers. “Não quero passar minha vida fazendo isso. Só quero fazer isso em um ou dois dias na semana.”

Meyers se debruça sobre o Bean Boss, uma grelha a propano adornada com um espeto, um motor, e um barril cilíndrico. Ele está escutando alguma coisa familiar ao som do carvão em brasa, sinalizando que os grãos estão entrando em sua segunda fase de torração. Durante a primeira fase os grãos racham e batem ao redor do barril como pipoca; na segunda o óleo sobe para a superfície do grão.

Deixe o calor agir por um bom tempo e eles começarão a esfumaçar. De fato, o ar ao redor da garagem já está grosso com marcas de fumaça, de açucares de grão de café carbonizados. Meyers fecha o gás e, após alguns minutos, decanta duas libras de grãos pretos tostados em uma peneira montada sobre uma ventoinha colocada ao lado do Bean Boss. Uma vez esfriados, eles são pesados e colocados em pacotes de papel marrom blasonado com uma imagem do anarco-comunista russo Peter Kropotkin.

Meyers divide seu tempo entre Chicago e Union Pier, no Michigan, onde ele toma conta de um pequeno sítio orgânico localizado numa terra doada de 23 acres que é dividida entre muitos outros, inclusive a God’s Gang, uma organização sem fins-lucrativos da zona sul que educa adolescentes da cidade em assuntos como ecologia, agricultura urbana e paisagismo. Ele tem participado de várias causas de justiça social através dos anos, incluindo uma tarefa de 12 anos como voluntário no Centro Cultural Porto-Riquenho. Em 2004 Meyers tinha acabado de alugar seu primeiro sítio em Michigan e estava tentando levar isto adiante quando seu amigo curdo, Ibrahim Parlak, dono do Café Gulistan, em Harbert, foi preso e ameaçado de deportação.

Até então Meyers, que gosta de torrar café em sua própria casa, estava comprando grãos de café verde pela internet e os torrado para uso pessoal em uma panela para pipoca. Mas, coincidentemente, no dia anterior à prisão de Parlak ele comprou o Bean Boss por menos de 900 dólares no eBay. Enquanto o Condado de Harbor se mobilizava pela defesa de Parlak, Meyers percebeu que tinha uma oportunidade: “Eu poderia ter um bom café, fazer um pouco de dinheiro, levantar fundos para coisas legais nas quais acredito, e não ter que trabalhar para nenhuma outra pessoa”, explica. Ele ficou bastante ocupado, mas em poucas semanas conseguiu levantar 2.000 dólares para a defesa legal de Parlak vendendo pacotes de café por 20 dólares. Desde então, ele está levando uma vida divida entre o sítio e a torragem de café.

Hoje em dia Meyers torra cerca de 32 quilos de café por semana no sítio e na garagem (que pertence a um amigo, na zona noroeste), e os vende para um punhado de clientes que compram diretamente com ele ou através de seu sítio na internet, chicorycenter.org, onde você pode fazer o pedido. Atualmente ele está comprando os grãos de uma cooperativa de mulheres nicaragüenses através de amigos no Just Coffee em Madison, mas ele espera montar sua própria rede de compras em breve. Seus requisitos são bem simples. “O café tem que ter um bom pedigree politicamente”, diz ele – tem que ser honestamente negociado e cultivado organicamente. “Mas tem que ter também um sabor gostoso, e saboroso em diferentes níveis de torração”.

Até o começo do século vinte a maioria do café era torrado em casa com carvão ou em fogo aberto. Mas com a ascensão das empresas comerciais de café como A&P e Maxwell House essa prática quase que desapareceu nos Estados Unidos. Hoje a maioria dos cafés comerciais são torrados em ar quente, que produz uma remessa uniforme de grãos com um sabor levemente ácido. A torragem caseira, embora imprevisível, oferece ao torrador mais controle sobre o nível de torragem. A torragem mais escura – como o Café Kropotkin, atual combinação do Meyers – produz uma rica e achocolatada xícara de café.

O Café Kropotkin é vendido por 10 dólares a libra, e Meyers o levará até sua porta. Ele também vende grãos para levantar dinheiro para várias causas, entre elas o Chicago Women's Health Center, o West Town Bikes, e o Latino Union. Os “cafés beneficentes” são vendidos por 12 dólares a libra, e o dinheiro apurado tem três destinos – 4 dólares para as matérias-primas, 4 para Meyers e 4 para a organização. “Eles não têm trabalho com isso e traz novos compradores para mim”, diz.

Juanita Guerrero soube do Café Resistência através de um levantamento de fundos para o Latino Union há alguns anos atrás. “Eu vou para a Costa Rica uma vez por ano e sempre trago café de lá”, narra. “Eu não tinha achado nenhum café em Chicago que pudesse ser comparado com o que eu trazia, até encontrar o David”. Ela começou a levar o café para o escritório de justiça de Evanston onde ela trabalha como assistente administrativa e, ela disse, entusiasmada: “todo mundo ficou louco por isso!”. Agora eles estão comprando cerca de dez libras por semana.

Mas enquanto a demanda parece estar lá fora, Meyers não está interessado em expandir suas operações – na verdade, ele diz: “Eu passei anos tentando colocar um freio nisso”. Ao invés, ele e outro torrador, Michael McSherry, criaram a Confederação do Café de Chicago. Meyers conheceu McSherry, um músico e contratante de pintores freelancers, em um show de rock em março e logo depois o introduziu ao assunto. McSherry construiu sua própria versão do Bean Boss, e após algumas primeiras tentativas (sua terceira “fornada” acabou em chamas), logo já conseguiu vender seus próprios grãos sob o nome de Café Grinderman. Ele vende para seus amigos e pequenos escritórios, e ocasionalmente em clubes.

“Entregar café é divertido”, diz McSherry. “É uma coisa social. As pessoas são curiosas, e se gostam de café elas gostam de falar sobre isso também, e, normalmente, estão dispostas a provar dele”.

“Ele é como o cara do tamale”, diz Meyers. “Ele simplesmente vai aos shows e abre uma bolsa de café e espera as pessoas virem até ele”.

Agora Meyers recomenda novos compradores para McSherry; outro novato empreendedor do café, Daniel Tucker, editor no AREA Chicago, montou um sítio da internet da Confederação de Café de Chicago e planeja começar a torrar em outubro próximo. Através do site eles esperam compartilhar recursos, informações, excedentes de grãos, tarifas de mercado, e compradores, cada um recomendando novos compradores aos outros quando tiverem alcançado seus limites. Desta forma, ninguém fica escravo do Bean Boss.

Anarquist Resistance Coffee.: http://www.chicorycenter.org/resistancecoffee

Just Coffee: http://justcoffee.coop/

Grinderman Coffee: http://grindermancoffee.blogspot.com/

Chicago Coffee Confederation: http://chicagocoffeeconfederation.wordpress.com/

Tradução > Marcelo Yokoi

agência de notícias anarquistas-ana

Noite de insônia -
Perambulo pela varanda
contando vaga-lumes.

João Toloi