segunda-feira, 27 de abril de 2009

Aumentam as perseguições aos movimentos sociais no Pará - Está na hora de dar um basta - Movimentos sociais unidos contra o imperialismo no campo.




14 lideranças de movimentos sociais são presas no Pará
27/04/2009

Desde a última sexta-feira (24/4) cerca de 400 integrantes Via Campesina (MAB, MST, CPT, movimento dos pescadores) estão mobilização, acampados nas obras das eclusas do lago da barragem de Tucuruí. Na manhã do domingo (26/4) a polícia foi ao local e prendeu 18 pessoas. Os trabalhadores protestam contra a violência no campo naquela região e reivindicam o avanço das negociações com o governo federal e estadual. As reivindicações da região foram entregues às autoridades ainda no final do ano passado.

Segundo informações, foi solicitado a policia militar uma averiguação no acampamento. Ao chegar ao local, às 6h, a polícia considerou flagrante e prendeu 14 pessoas, entre elas: Maria Edina Ferreira, Aildo Ferreira da Silva, Roquevan Alves Silva, Odercio Monteiro, Eusino Rodrigues Lopes e Vanico Wanzeller. Os agricultores foram levados à Belém para o Departamento de Inteligência da Polícia Civil Especializada.

Os manifestantes queriam uma reunião com os governos, marcada para esta terça-feira (28/4). A negociação beneficiaria mais de 900 famílias da região com recursos para agricultura, obras de infra-estrutura e criação de peixe em tanques-rede.

A Usina Hidrelétrica de Tucuruí foi construída há 25 anos, durante a ditadura militar, e até hoje os atingidos pela barragem reivindicam direitos e obras para a melhoria das condições de vida nos municípios e comunidades que sofreram com o alagamento das terras e da floresta. “Mais uma vez a solução para as empresas e Estado é a força policial”, dizem as lideranças. Segundo dados da CPT (Comissão Pastoral da Terra), nos últimos três anos foram assassinadas 14 lideranças rurais nessa região, em decorrência da luta pela terra. A última vítima foi Raimundo Nonato, liderança do Sindicato de Tucuruí, brutalmente assassinado na porta de casa, no dia 16 deste mês.

A seguir, leia e ajude a divulgar a nota de apoio aos trabalhadores presos assinada por diversos mioviemntos sociais:

Nota de solidariedade aos manifestantes presos no Pará

Na manhã dete domingo (26/4), a polícia militar do estado do Pará entrou no acampamento da Via Campesina (MAB, MST, CPT) e de movimentos de pescadores, organizado nas obras das eclusas junto ao lago da UHE Tucuruí, e prendeu 14 pessoas que protestavam contra a violência no campo naquela região e reivindicavam o avanço das negociações com o governo federal e estadual e com a Eletronorte. Há bastante tempo as famílias reivindicam recursos para agricultura, obras de infra-estrutura e criação de peixe em tanques-rede, no entanto, até agora não tiveram retorno sobre a implantação dos projetos.

Arbitrariamente, a polícia deu voz de prisão às lideranças, alegando que o acampamento estava em área de segurança nacional e de proteção ambiental. Entre os presos estão: Maria Edina Ferreira, Aildo Ferreira da Silva, Roquevan Alves Silva, Odercio Monteiro, Eusino Rodrigues Lopes e Vanico Wanzeller. O acampamento continua organizado próximo à barragem e os agricultores presos foram levados à Belém, para o Departamento de Inteligência da Polícia Civil Especializada.

Criada durante o regime militar na década de 70, a Usina Hidrelétrica de Tucuruí deslocou 32 mil pessoas e foi construída sem a realização de estudo e relatório de impacto ambiental (EIA/Rima).

Os movimentos sociais do Pará repudiam a ação, que tem sido a prática da polícia no tratamento dos movimentos sociais, vêm a público denunciar a truculência da polícia militar do estado e pedir às organizações e à sociedade em geral que enviem moções e declarações de apoio às lideranças detidas (para@mabnacional.org.br) e notas de repúdio para as seguintes autoridades:


Governo Federal

Ministro da Justiça: Tarso Genro
E-mail: gabinetedoministro@mj.gov.br
Telefones: (61) 3429-3101 e (61) 3226-2296 / 2291 / 2089
Fax: (61) 3322-6817

Chefe da Casa Civil do Estado: Cláudio Alberto Castelo Branco Puty
E-mail: papaoangelo@hotmail.com / nrsc.palacio@yahoo.com.br
Telefones: (91) 3201-5568 / 5570 / 5576 / 5572


Governo do Estado do Pará

Governadora: Ana Júlia de Vasconcelos Carepa
Telefone: (91) 3201-5669 / 5587
Fax: (91) 3248-0133

Secretário de Segurança Pública: Geraldo José de Araújo
E-mail: segup.pa@gmail.com
Telefones: (91) 3184-2500 / 2525 / 2555
Fax: (91) 3225-2644

Comandante Geral da Polícia Militar: Luiz Dário da Silva Teixeira
E-mail: seccomandopmpa@gmail.com / subcmdo@pm.pa.gov.br
telefones: (91) 3277-5668 / 5644
Fax: (91) 3277-5490

Eletrobrás

Director de Engenharia: Valter Luiz cardeal de Souza
E-mail: de@eletrobras.com
Telefone: (21) 2514-6425

Eletronorte

Diretor-Presidente: Jorge Nassar Palmeira
Telefone: (61) 3429-6101
E-mail: jorge.palmeira@eletronorte.gov.br

Diretoria de Planejamento e Engenharia: Adhemar Palocci
Telefone: (61) 3429-5300
E-mail: adhemar.palocci@eletronorte.gov.br

Diretor: Antonio Raimundo Coimbra
E-mail: acoimbra@eln.gov.br



Agradecemos as manifestações de todos.

CPT – MST – MAB - FETAGRI – STR/Tucuruí – Colônia Pescadores Z32 – MOVIMENTO DE PESCADORES E MORADORES - APA TUCURUÍ

O mundo segundo a Monsanto.

A Monsanto produz 90% dos transgênicos plantados no mundo e é líder no mercado de sementes. Para ecologistas e movimentos sociais ligados a pequenos agricultores, a empresa é a encarnação do mal...











Série sobre a Terra do Meio

Confira abaixo uma série de reportagens sobre a Terra do Meio, área localizada no coração da floresta amazônia no Pará. Realizado pelos jornalistas Macelo Canellas e Luís Quilião para o Bom Dia Brasil, este é um dos melhores trabalhos josnalísticos feitos sobre a região que na maioria das vezes é ignorada ou tratada com superficialidade pela mídia nacional.

Esta série nos ajuda a conhecer um pouco mais sobre o que acontece longe dos centros urbanos e do litoral. O especial aborda de forma clara e emocionante o sofrimento de brasileiros anônimos que vivem numa terra sem lei e abandonada pelo Estado.

Assista abaixo cada um dos episódios e ajude a divulgá-los:





sábado, 25 de abril de 2009

Só há liberdade a sério quando houver/ A paz, o pão, habitação, saúde, educação/ quando pertencer ao povo o que o povo produzir

Viemos com o peso do passado e da semente
Esperar tantos anos torna tudo mais urgente
e a sede de uma espera só se estanca na torrente
e a sede de uma espera só se estanca na torrente

Vivemos tantos anos a falar pela calada
Só se pode querer tudo quando não se teve nada
Só quer a vida cheia quem teve a vida parada
Só quer a vida cheia quem teve a vida parada

Só há liberdade a sério quando houver
A paz, o pão
habitação
saúde, educação
Só há liberdade a sério quando houver
Liberdade de mudar e decidir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir


Letra de Sérgio Godinho

sexta-feira, 24 de abril de 2009

É hoje! Bicicletada!


Hoje tem Bicicletada!

Há alguns meses em Brasília, há alguns anos em outros lugares do mundo, pessoas se reúnem na última sexta-feira de cada mês para colocar bicicletas nas ruas e reivindicar uma cidade menos opressora. Que o transporte seja mais acessível e menos segregador. Que não reflitamos nas vias, o consumismo, o egoísmo e o falocentrismo do resto do mundo. Nas gringas chamaram de Critical Mass, por aqui a gente apelidou de Bicicletada.

A propulsão humana contra a tirania do Apocalipse Motorizado.

Saímos 18h30, lá do Museu do Ovo, ao lado da Catedral, a nossa praça das bicicletas. Espero que a gente se encontre lá para pedalar, conversar, nos divertir. Retomar as ruas e um pouco das nossas vidas. Sejamos 5 ou 50.

Levem apitos, buzinas, tinta e sorrisos.
Apareçam e circulem: as idéias e as bicicletas.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária 2009



Para combater a crise econômica, Reforma Agrária JÁ!

15/04/2009 - A Reforma Agrária continua parada em todo o país. Exigimos o assentamento das 100 mil famílias acampadas e investimentos públicos nos assentamentos, como crédito para produção, habitação rural, educação e saúde. Temos famílias acampadas há mais de cinco anos, vivendo em situação bastante difícil à beira de estradas e em áreas ocupadas, que são vítimas da violência do latifúndio e do agronegócio. Relembramos nessa data o assassinato de 19 companheiros em Eldorado dos Carajás, pelas mãos da própria Polícia Militar. Esse fato, que demonstra a brutalidade com que o Estado trata com as reivindicações sociais, é mais um dos tantos de impunidade dos responsáveis. Depois de 13 anos, ninguém foi preso e o processo está parado no STJ.

Com as nossas ações, queremos denunciar a existência de latifúndios que não cumprem a sua função social, prevista Constituição Federal (artigo 184), que deveriam ser desapropriados para a Reforma Agrária. Os nossos assentados também passam por uma situação complicada, com a falta de investimentos públicos para crédito rural e infra-estrutura, como casa, saneamento básico, escola e hospital.

No contexto de crise econômica mundial, apontamos como saída para o campo a realização de uma Reforma Agrária ampla, massiva e popular. É a única forma de resolver o problema das milhares de famílias que não têm acesso às condições de produção, e daqueles que foram demitidos pelo agronegócio. Desde outubro, mais de 740 mil trabalhadores perderam seus empregos. O setor agropecuário foi responsável por responsável pelo fechamento de 145 mil vagas, 20% do total. Somado ao setor de alimentos e bebidas, que fazem parte do complexo do agronegócio, pode-se concluir que o setor foi o que mais demitiu na crise...

Fonte: www.mst.org.br

HOMENAGEM AOS GUERREIROS DE ELDORADO DOS CARAJÁS

Ditabranda nos olhos dos outros é refresco!





segunda-feira, 20 de abril de 2009

TODO APOIO AO MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA DO PARÁ

NOTA
Esclarecimentos sobre acontecimentos no Pará
.
Em relação ao episódio na região de Xinguara e Eldorado de Carajás, no sul do Pará, o MST esclarece que os trabalhadores rurais acampados foram vítimas da violência da segurança da Agropecuária Santa Bárbara. Os sem-terra não pretendiam fazer a ocupação da sede da fazenda nem fizeram reféns. Nenhum jornalista nem a advogada do grupo foram feitos reféns pelos acampados, que apenas fecharam a PA-150 em protestos pela liberação de três trabalhadores rurais detidos pelos seguranças. Os jornalistas permaneceram dentro da sede fazenda por vontade própria, como sustenta a Polícia Militar. Esclarecemos também que:

1- No sábado pela manhã, 20 trabalhadores sem-terra entraram na mata para pegar lenha e palha para reforçar os barracos do acampamento em parte da Fazenda Espírito Santo, que estão danificados por conta das chuvas que assolam a região. A fazenda, que pertence à Agropecuária Santa Bárbara, do Banco Opportunity, está ocupada desde fevereiro, em protesto que denuncia que a área é devoluta. Depois de recolherem os materiais, passou um funcionário da fazenda com um caminhão. Os sem-terra o pararam na entrada da fazenda e falaram que precisavam buscar as palhas. O motorista disse que poderia dar uma carona e mandou a turma subir, se disponibilizando a levar a palha e a lenha até o acampamento.

2- O motorista avisou os seguranças da fazenda, que chegaram quando os trabalhadores rurais estavam carregando o caminhão. Os seguranças chegaram armados e passaram a ameaçar os sem-terra. O trabalhador rural Djalme Ferreira Silva foi obrigado a deitar no chão, enquanto os outros conseguiram fugir. O sem-terra foi preso, humilhado e espancado pelos seguranças da fazenda de Daniel Dantas.

3- Os trabalhadores sem-terra que conseguiram fugir voltaram para o acampamento, que tem 120 famílias, sem o companheiro Djalme. Avisaram os companheiros do acampamento, que resolveram ir até o local da guarita dos seguranças para resgatar o trabalhador rural detido. Logo depois, receberam a informação de que o companheiro tinha sido liberado. No período em que ficou detido, os seguranças mostraram uma lista de militantes do MST e mandaram-no indicar onde estavam. Depois, os seguranças mandaram uma ameaça por Djalme: vão matar todas as lideranças do acampamento.

4- Sem a palha e a lenha, os trabalhadores sem-terra precisavam voltar à outra parte da fazenda para pegar os materiais que já estavam separados. Por isso, organizaram uma marcha e voltaram para retirar a palha e lenha, para demonstrar que não iam aceitar as ameaças. Os jornalistas, que estavam na sede da Agropecuária Santa Bárbara, acompanharam o final da caminhada dos marchantes, que pediram para eles ficarem à frente para não atrapalhar a marcha. Não havia a intenção de fazer os jornalistas de “escudo humano”, até porque os trabalhadores não sabiam como seriam recebidos pelos seguranças. Aliás, os jornalistas que estavam no local foram levados de avião pela Agropecuária Santa Bárbara, o que demonstra que tinham tramado uma emboscada.

5- Os trabalhadores do MST não estavam armados e levavam apenas instrumentos de trabalho e bandeiras do movimento. Apenas um posseiro, que vive em outro acampamento na região, estava com uma espingarda. Quando a marcha chegou à guarita dos seguranças, os trabalhadores sem-terra foram recebidos a bala e saíram correndo – como mostram as imagens veiculadas pela TV Globo. Não houve um tiroteio, mas uma tentativa de massacre dos sem-terra pelos seguranças da Agropecuária Santa Bárbara.

6- Nove trabalhadores rurais ficaram feridos pelos seguranças da Agropecuária Santa Bárbara. O sem-terra Valdecir Nunes Castro, conhecido como Índio, está em estado grave. Ele levou quatro tiros, no estômago, pulmão, intestino e tem uma bala alojada no coração. Depois de atirar contra os sem-terra, os seguranças fizeram três reféns. Foram presos José Leal da Luz, Jerônimo Ribeiro e Índio.

7- Sem ter informações dos três companheiros que estavam sob o poder dos seguranças, os trabalhadores acampados informaram a Polícia Militar. Em torno das 19h30, os acampados fecharam a rodovia PA 150, na frente do acampamento, em protesto pela liberação dos três companheiros que foram feitos reféns. Repetimos: nenhum jornalista nem a advogada do grupo foram feitos reféns pelos acampados, mas permaneceram dentro da sede fazenda por vontade própria. Os sem-terra apenas fecharam a rodovia em protesto pela liberação dos três trabalhadores rurais feridos, como sustenta a Polícia Militar.

MOVIMENTOS DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA - PARÁ

sábado, 18 de abril de 2009

AMIVER envia correio eletrònico à International Life Sciences Instituto


Associação com sede em Washington, EUA com seções regionais na Argentina, Austrália, Brasil, Europa, Japão, México, Sudeste Asiático. Possue entre seus associados grandes cooporações como:Bayer, Syngenta,Kraft Foods, Monsanto, Coca-Cola entre outros. No Brasil possui um informativo onde suas mentiras são contadas. E por isto a AMIVER vem disponibilizar esclarecimentos a nossa população. Esta foi a mensagem enviada a esta grande organização colocando nossa posição de resistência enquanto também organização:

"Saiam do Brasil!!!

Como organização brasileira, sócio-ambientalista temos a responsabilidade de alertar nossa população sobre a intenções desta instituição em nosso país. Recentemente tivemos a oportunidade de ler o informativo "ILSI Brasil Notícias ano 17 n 1 janeiro a março de 2009" Onde se lê o editorial "A todo vapor" este título vem bem a calhar: A todo vapor: contaminar as águas, o solo e o seres vivos. Pois elogiar empresas como Monsanto que produz os Pcbs, produziu o agente laranja e produz o Roundup mostra bem o cárater institucional e que interesses representam. Ter seu Conselho Científico empresas como a Syngenta que utiliza nossas áreas para criação de monoculturas de deserto verde retirando a agricultura familiar criando o êxodo rural fazendo crescer em nosso país a favelização. É inaceitável suas propagandas enganosas.
Utilizar o "princípio da substância equivalente" é uma falácia pois este princípio não é baseado em nenhum dado científico. Não utilizam nem o pricípio da precaução.
Instituições como essa é que faz crescer a epidemia de câncer em todo o planeta, pois já se sabe que em dez anos uma em cada duas pessoas terão câncer.
Mas não nos calaremos, pois enquanto existir movimentos como Via Campesina, MST, AMIVER, pesquisadores como Vandana Shiva, jornalistas como Marie-Monique Robin e ativistas no mundo inteiro tentaremos esclarecer nossa população do câncer planetário que vocês representam.
O aviso foi dado resistiremos até que nossa última gota de sangue seja contaminada por vocês."

[Reino Unido] Prisão em massa de 114 ativistas climáticos em Nottingham




[114 ativistas foram presos em uma batida policial às 2 horas da madrugada em um centro escola comunitário na Sneinton Dale, Nottingham, de segunda-feira, 13 de abril. A seguir o relato de um ativista climático.]

Acredita-se que uma manifestação estava planejada na usina termelétrica da E.On em Ratcliffe-on-Soar, enquanto um porta-voz da companhia clamou que este era o “alvo planejado de um protesto organizado”. A termelétrica de Ratcliffe-on-Soar é a terceira maior fonte de emissão de dióxido de carbono no Reino Unido e, anteriormente, já esteve na mira dos ativistas. Similarmente às ações da polícia no passado, algumas das casas daquele/as que foram preso/as foram vasculhadas enquanto ele/as estavam sendo mantidos sob custódia.

Foi confirmado que 6 casas já foram invadidas em Nottingham, incluindo o Centro Sumac, e papeladas pessoais e computadores foram apreendidos. O/as ativistas estão agora sendo liberados sob fiança, para aparecer na corte de justiça entre os dias 14 e 21 de julho, com uma variedade de condições.

Mais invasões policiais são aguardadas.

A ação inicial foi em um centro escola comunidade em Sneinton Dale, um subúrbio na zona leste de Nottingham. Após todos os presentes serem presos e arrastados em correntes para muitas e variadas delegacias, a polícia armou uma extensa e demorada revista no prédio. Nada estava acontecendo nas ruas por essas horas, para o descontentamento dos meios de comunicação. Assim, eles começaram a se entrevistar, e também pessoas que passavam no local, somente para adicionar um pouco de cor a tudo aquilo. Aproximadamente ao meio dia houve bastante agitação com a chegada de mais Vans da polícia, o apoio científico e sortidos veículos misteriosos. Tomados todos juntos, havia uma presença policial realmente significante. Você já pode imaginar que tipo de evidencia, e o que, eles esperavam encontrar. Guardas patrulhavam as ruas para tranqüilizar a comunidade, é claro.

O acesso estava muito difícil, para ver qualquer coisa acontecendo de interesse. No entanto, me afastando da frente do prédio de onde todos os outros estavam sendo fitados, consegui encontrar um local amigável que me ofereceu o uso de seu jardim para uma visão panorâmica. Muito obrigado!

Os endereços de algun/mas daquele/as mantido/as sob custódia foram então procurados sob mandato. Enquanto acompanhava, eu soube de 6 lugares em Nottingham, e provavelmente há muitos outros ao redor do país. Fui interrogado e convidado para estar no Centro Sumac, à frente da chegada da equipe da polícia.

Após visitar outros locais, aproximadamente às 18 horas, três Vans cheias de policiais vestidos em uniformes completos e largas botas chegaram aos portões do Sumac. O mandato foi para quartos específicos no andar superior do Centro. A maioria do esquadrão ficou na rua, porém a polícia podia claramente ver que este fotógrafo poderia achar este panorama um tanto opressivo, daí o inspetor ordenou às tropas para voltarem para as Vans. Então foram vasculhar o andar superior, descobri que tinham bastante interesse nas papeladas pessoais (inclusive muitas cópias da conhecidíssima publicação anarquista e subversiva SchNews). Eles permaneceram por cerca de 30 minutos, saindo do local com vários papéis, e um computador.

Após algun/mas serem liberado/as, o/as companheiro/as voltaram para o Centro Sumac, para se recuperarem e se alimentarem. Uma discussão, muitas perguntas. Arrumação dos espaços quebrados e compartilhamento de compaixão. Quando estava saindo, encontrei dois policiais rondando a área. Eu os segui um pouco (curioso para saber o que eles estavam tramando). Um deles então estacionou no lado de fora de uma loja da Co-op, e ficou parado um pouco lá, sendo um tanto ameaçador. Este era um dos locais de investigações anteriores. Então eles ficaram prestando particular atenção no contínuo “entra e sai” do Centro Sumac. Acho que eles ainda não terminaram as buscas.

Fotos: http://www.indymedia.org.uk/en/2009/04/427471.html

http://www.indymedia.org.uk/en/2009/04/427496.html

Tradução > Marcelo Yokoi

agência de notícias anarquistas-ana

Frente ao copo d'água
velho marinheiro sonha:
– ainda volto ao mar...

Anibal Beça

quinta-feira, 16 de abril de 2009

quem não respeita acordo





não tem ética para ocupar cargo público



( lembram-se do painel no congresso? )





chega de gastar nosso dinheiro com viadutos inúteis feito o da entrada de águas claras





na e.p.t.g.





pelo pagamento do aumento do salário dos professores já





GREVE GREVE GREVE GREVE GREVE GREVE GREVE GREVE GREVE GREVE GREVE

Assim o imperialismo se propaga...

Morte aos corruptos!

Basta !

quarta-feira, 15 de abril de 2009

País que destroe a história recente!


Memória Afogada

Leandro Fortes*

Desaparecidos há mais de três décadas, os corpos de 58 brasileiros mortos
durante a Guerrilha do Araguaia, possivelmente assassinados a sangue-frio
ou sob tortura pelo Exército, precisam ser encontrados em quatro anos. Ou
cairão, para sempre, no esquecimento.

Com a aprovação do governo federal, o consórcio Gesai, formado por cinco
gigantes industriais (Vale, Camargo Corrêa, Billiton Metais, Alcoa
Alumínio e Votorantim Cimentos), vai construir uma hidrelétrica nas terras
onde, provavelmente, estão escondidas as ossadas dos guerrilheiros do
PCdoB. A barragem da usina vai inundar uma área de 24 mil hectares de
terras às margens do rio Araguaia.

Além dos mortos, vão sofrer os vivos. Até 2013, mais de 2 mil pessoas
serão retiradas compulsoriamente da região. Também ficarão submersos 113
sítios arqueológicos com 5,7 mil pinturas rupestres de até 8 mil anos de
idade. Uma vez concretizada, será a maior perda de patrimônio histórico e
cultural ocorrida de uma só vez no Brasil.

Em setembro do ano passado, o consórcio recebeu sinal verde do governo
federal para começar a tocar o projeto de 2 bilhões de reais para a
construção da usina hidrelétrica de Santa Isabel. O projeto estava
bloqueado pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), desde 2002,
e era um dos pontos de atrito da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva
com o Palácio do Planalto. Ela era acusada por técnicos do Ministério de
Minas e Energia de atrapalhar o progresso na região em nome de questões
ambientais radicais, quando não ideológicas. Enquanto esteve à frente da
pasta, Marina, atual senadora pelo PT do Acre, não permitiu a construção
da usina. Por essa razão, em 2004, ano previsto para o início das obras, o
consórcio pensou em desistir do negócio.

Bastaram seis meses desde a saída da ministra para o Ibama mudar de ideia.
Em setembro de 2008, sob a batuta do novo ministro do Meio Ambiente,
Carlos Minc, o instituto iniciou uma política de revisão dos pedidos de
licenciamento ambientais e, ato contínuo, travou novos entendimentos com o
Ministério de Minas e Energia. O presidente Lula assentiu. Usinas como a
de Santa Isabel, assim como muitos outros projetos de geração de energia,
formam a coluna vertebral do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC,
“filho” e menina-dos-olhos da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma
Rousseff, preferida de Lula à sucessão presidencial, em 2010.

Em setembro passado, o Ibama entregou ao Gesai um “termo de referência
para estudos complementares” com as linhas mestras para o consórcio
refazer o estudo de impacto ambiental encomendado, em 2000, à empresa
Engevix Engenharia, de São Paulo. O documento foi usado pelas empresas
para a candidatura à concessão, conquistada via adiantamento de 160
milhões de reais pagos ao governo federal, ainda na gestão do presidente
Fernando Henrique Cardoso. No ano seguinte, contudo, o Ibama embargou a
continuação do projeto por considerá-lo danoso à navegação e ao meio
ambiente do rio Araguaia, até hoje livre de barragens. Com a chegada da
ministra Marina Silva, em 2003, a situação não melhorou para o consórcio.

De acordo com Basileu Margarido, ex-presidente do Ibama, enquanto Marina
Silva esteve à frente do Ministério do Meio Ambiente, a construção da
Usina de Santa Isabel não era sequer cogitada. Segundo ele, a posição da
ex-ministra era a de não licenciar a construção de hidrelétricas caso a
caso, mas somente depois de a Agência Nacional de Águas (ANA) elaborar um
estudo de avaliação global da situação da bacia hidrográfica dos rios
Araguaia e Tocantins. “Queríamos evitar que o Araguaia ficasse cheio de
barragens, como o Tocantins”. Entre usinas em funcionamento, em construção
e em fase de projeto, há quinze hidrelétricas no rio Tocantins.

Quando arrematou a Usina de Santa Isabel, em 2001, o consórcio se
comprometeu a pagar 61 milhões de reais por ano, pelo uso de bem público
por 28 anos, a partir do sétimo ano do contrato. Como o acordo foi
assinado em 2002, as empresas seriam obrigadas, a partir de janeiro de
2009, a depositar esses valores nos cofres da União, mesmo com a
hidrelétrica ainda no papel. Graças ao PAC, o consórcio livrou-se de pagar
essa fatura, ao menos por ora. De acordo com a nova previsão da Lei do
PAC, de junho de 2007, o pagamento foi transferido para quando a usina
entrar em operação comercial. Essa alteração normativa no setor elétrico,
promovida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), visa,
justamente, atrair investimentos privados ao setor.

De acordo com informações da assessoria de imprensa da Aneel, o Ibama
decidiu reconsiderar o parecer de inviabilidade ambiental da Usina de
Santa Isabel, emitido em 2002, para “equacionar os obstáculos de natureza
técnica e institucional” do caso. Para tanto, teriam sido promovidos os
tais “entendimentos” entre os ministérios. Isso deu ao consórcio
autorização para entregar um novo estudo de impacto ambiental, desta vez
orientado pelo Ibama. Em agosto de 2008, o consórcio assinou um novo
contrato de execução do projeto básico, desta vez, por conta própria. A
Engevix foi novamente contratada, mas somente para tocar a proposta de
engenharia.

Coordenador do estudo de impacto ambiental realizado pela Engevix, o
engenheiro Sérgio Capelão defende o documento de 200 páginas preparado, em
2000, sob encomenda do Gesai. Extremamente minucioso, a ponto de listar as
características de cada uma das 31 cachoeiras e 47 cavernas da região a
serem inundadas, o estudo da Engevix também tratou, de forma explícita, da
questão da Guerrilha do Araguaia e da necessidade de, antes de se realizar
a obra, “contemplar a possibilidade de identificação dos vestígios da
guerrilha”. Para Capelão, o novo estudo, a ser realizado pelo Gesai, vai
demonstrar que a hidrelétrica de Santa Isabel trará muitas melhorias à
população da região. “O Ibama queria manter o rio Araguaia ‘virgem’, mas
isso caiu por terra”, afirma.

E caiu mesmo. Um mês depois de o Ibama ter reavaliado o caso da
hidrelétrica de Santa Isabel, um termo de referência semelhante foi
entregue à EDP Energias do Brasil, controlada por investidores
portugueses, para viabilizar a construção de outra usina, a de Couto
Magalhães, na divisa dos estados de Mato Grosso e Goiás. Com os mesmos
prazos e garantias da Lei do PAC, a EDP vai investir cerca de 555 milhões
de reais na obra, antes também embargada pelo Ibama. Para arrematar a
usina, o grupo havia se comprometido a pagar 16 milhões de reais por ano,
a partir do sexto ano da concessão. Outros quatro projetos de
hidrelétricas de menor porte a serem instaladas no Araguaia estão em
estudo pela Aneel.

Líder do consórcio, a Vale não dá muitas declarações a respeito do tema.
De acordo com a assessoria de imprensa da empresa, o primeiro estudo feito
pela Engevix, em 2000, nem sequer foi analisado pelo Ibama, na época. Mas
tanto o instituto como a Engevix confirmam a análise e o posterior
indeferimento do documento.

Ao autorizar a obra, o governo Lula poderá repetir a façanha do açude de
Cocorobó, no sertão da Bahia. Iniciado por Getúlio Vargas, em 1951, e
finalizado pela ditadura, em 1967, o açude inundou o que restava de
Canudos, o acampamento de seguidores do beato Antônio Conselheiro,
destruído por tropas do Exército, entre 1896 e 1897. No caso de Santa
Isabel, parte da zona rural dos municípios de Ananás, Araguanã e
Riachinho, no Tocantins, e Palestina e Piçarra, no Pará, serão afetados.
Em São Geraldo (PA) e Xambioá (TO), uma das zonas de combate da guerrilha
e área de instalação de centros de tortura e morte pelo Exército, as águas
vão chegar à zona urbana, e deverão cobrir ao menos duas ruas próximas à
margem do rio.

Um dos entusiastas da obra no Araguaia é o senador José Sarney (PMDB-AP),
presidente do Senado, senhor absoluto do setor elétrico nacional e
padrinho do ministro de Minas e Energia, Edson Lobão. Em 2007, Sarney
havia colocado outro ministro indicado por ele, Silas Rondeau, no lobby a
favor da usina. Este contava com o apoio irrestrito do governador de
Tocantins, Marcelo Miranda, também do PMDB. Em troca, Rondeau prometia
investimentos do Programa Luz Para Todos. Em maio daquele ano, Rondeau
foi, porém, obrigado a pedir demissão por envolvimento no esquema
desmantelado pela Operação Navalha, da Polícia Federal.

A atitude revisionista do governo fez com que o Instituto do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional (Iphan) se posicionasse sobre o
empreendimento. Em 3 de outubro de 2008, Rogério José Dias, gerente de
Patrimônio Arqueológico e Natural do Iphan, enviou um fax a Sebastião
Custódio Pires, diretor de Licenciamento Ambiental do Ibama, no qual fala
sobre os prejuízos arqueológicos e históricos que fatalmente ocorrerão com
o alagamento da região da usina. Dias recomenda, inclusive, a construção
de um memorial às vítimas da Guerrilha do Araguaia, no caso de a
construção da hidrelétrica se concretizar.

Segundo o gerente do Iphan, será necessário fazer um levantamento
sistemático de arqueologia nas áreas de “vestígios materiais”, uma maneira
cautelosa de se referir às ossadas dos 58 guerrilheiros desaparecidos na
região. Para Rogério Dias, também será preciso ouvir as pessoas da
comunidade que foram atingidas pela ação do Exército para se garantir o
registro histórico da guerrilha e dar legitimidade à construção da
barragem da Usina de Santa Isabel. “A população local tem de ser ouvida,
em audiências públicas, para se manifestar livremente sobre o projeto”,
diz Dias.

No fax enviado ao Ibama, Dias faz questão de ressaltar a situação do sítio
arqueológico da Ilha dos Martírios, uma área onde estão registrados
milhares de gravuras rupestres conhecidas desde o período colonial, no
século XVIII. Segundo ele, o termo de referência do Ibama para estudos
complementares deverá levar em conta a necessidade de se fazer um
levantamento etno-histórico da cultura material dos povos indígenas
ancestrais da região, além de outro levantamento semelhante, relativo às
comunidades existentes nas margens do rio Araguaia.

O diretor de Licenciamento Ambiental do Ibama, Sebastião Pires, minimiza o
potencial conflito político provocado pela reabertura do processo de
construção da Usina de Santa Isabel. Segundo ele, o primeiro estudo de
impacto ambiental, feito pela Engevix, em 2000, foi indeferido porque,
justamente, não seguia diretrizes previamente estabelecidas pelo
instituto. Agora, diz Pires, com base na cartilha elaborada pelo
Ministério do Meio Ambiente, o Gesai poderá se credenciar novamente a
tocar a obra. “O Ibama não pode se recusar a analisar um novo estudo”,
explica.

De acordo com Pires, após a apresentação do novo estudo de impacto
ambiental, o Ibama terá um prazo de seis meses para fazer a análise do
documento e, então, checar se todos os itens do termo de referência foram
cumpridos. Segundo o diretor do Ibama, essas diretrizes foram
estabelecidas, no caso do Araguaia, a partir de uma avaliação técnica da
bacia hidrográfica na qual o rio está inserido feita sob encomenda dos
ministérios do Meio Ambiente e de Minas e Energia – nada a ver com os
estudos encomendados, na gestão Marina Silva, à ANA. Ele diz ter acatado
todas as sugestões feitas pelo Iphan, inclusive a de contrução de um museu
para guardar a memória da guerrilha.

A disposição do governo Lula em autorizar a construção da Usina de Santa
Isabel no rio Araguaia jamais chegou ao conhecimento dos integrantes da
Secretaria Nacional de Direitos Humanos do Ministério da Justiça. Trata-se
do órgão responsável pela elucidação dos crimes cometidos na guerrilha,
identificação dos mortos e pagamento de indenização a sobreviventes e
familiares atingidos pela ação repressiva do Exército, entre 1972 e 1974.
Sebastião Pires, do Ibama, diz que só pretendia informar à Secretaria
Nacional de Direitos Humanos sobre a usina “numa segunda fase”, quando os
estudos ambientais estivessem concluídos. Ao saber, por CartaCapital, da
existência do projeto, o presidente da Comissão de Mortos e Desaparecidos
do Ministério da Justiça, Marco Antônio Barbosa, ficou estupefato.

Prestes a realizar mais uma expedição, organizada pelo Ministério da
Justiça, para tentar encontrar as ossadas dos guerrilheiros do Araguaia,
Barbosa vai pedir, agora, mais informações ao governo sobre o caso. “Isso
é um absurdo, é inadmissível que isso ocorra antes da localização dos
corpos”, avalia. Para o presidente da Comissão de Mortos e Desaparecidos,
não se pode cogitar da inundação da área da guerrilha enquanto ainda
houver esperança de se localizar o paradeiro das ossadas.

Opinião semelhante tem o presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão,
responsável pela análise dos processos de concessão de indenização a
familiares e sobreviventes da guerrilha. “Se houver a inundação, haverá
uma irreversível perda histórica”, diz. Segundo Abrão, o consórcio
responsável pela usina deveria ser obrigado a fazer um levantamento
arqueológico forense para localizar as ossadas, antes de iniciar as obras.

Ex-guerrilheiro, José Alves Pimentel, de 82 anos, conhecido como Zezinho
do Araguaia, teme que a construção da usina sirva aos interesses de quem,
no Exército, prefere ver o fato apagado da história do País. “Não estamos
falando só de uma questão ambiental, mas da preservação de uma memória que
até hoje não foi totalmente revelada”, diz. Reação parecida teve Diva
Santana, familiar de dois desaparecidos, a irmã, Dinaelza Coqueiro, e o
cunhado, Vandick Coqueiro. Ao tomar conhecimento da possibilidade de
inundação da área da guerrilha, ficou indignada. “O governo Lula pouco fez
sobre o assunto, e agora é inadmissível que se inunde a área onde os
corpos ainda estão enterrados”, afirma.

Até hoje, somente uma ossada do Araguaia foi identificada, em 1996: a da
guerrilheira Maria Lúcia Petit da Silva. Ela foi morta em 1972, aos 22
anos.

(*Colaborou Luana Akemi)

http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=8&i=3427

terça-feira, 14 de abril de 2009

Governo asno estadual tenta acabar com a cultura em São Paulo!



Nós estávamos lá, eu e alguns alunos bem
intencionados, na época em que a tal da O.S. foi criada.
Percebemos o que estava por vir e nos unimos para
manisfestar nosso repúdio à tentativa de terceirização
da nossa ULM. Criamos um Grêmio
com para adivertir os alunos e a sociedade sobre o que
poderia acontecer e, aqui estamos hoje, presenciando
atônitos esse massacre infame. Um Orgão que deveria ser do
povo e para o povo, nas mãos de quem? Quem deveria mesmo
administrar a Universaidade Livre de Música Tom Jobim - um
dia também denominada CEM Tom Jobim?
É uma pena que a
categoria dos músicos e dos estudantes dessa carreira seja
tão desunida
e tão alienada ainda, a ponto de não se manifestar, com a
força que lhe
caberia, contra essa ditadura cultural imposta e, que
agora, até um
orgão como a nossa ULM, que deveria ser a "luz do
caminho da arte
musical no Brasil", tenha que ser extinto por falta de
ética,
comprometimento social e amor, amor pela arte e pelo ser
humano.

Ao ficar sabendo das
barbaridades que tem ocorrido por lá, e lembrando que
estamos falando
de uma Universidade Livre de Música, sinto um verdadeiro
asco pelas
pessoas que se auto denominam "profissionais" da
música e que lá
estavam e, covardemente, foram cúmplices desse abominável
assassinato
da nossa querida e amada ULM, prejudicando o
desenvolvimento da Música
Popular Brasileira no país.

Não deixemos o nome ULM Tom Jobim morrer, nunca!!
Sejamos os Verdadeiros Amigos da ULM Tom Jobim

"Os poderosos podem matar uma, duas até três rosas,
mas nunca deterão a primavera." Ernesto Che Guevara



"Acima de tudo procurem sentir no mais profundo
de vocês qualquer injustiça cometida contra qualquer
pessoa em qualquer
parte do mundo. É a mais bela qualidade de um
Revolucionário. "


"Hasta la vitória, siempre!"



ÉdRiA
www.myspace. com/edriabarbieri




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Parlamentares debatem questão agrária e lembram 13 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás nesta quarta


Nesta quarta-feira (15/04), os deputados e senadores que compõem a Frente Parlamentar da Terra promovem, em Brasília, um debate sobre os 25 anos do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), os 13 anos de impunidade do episódio conhecido como Massacre de Eldorado dos Carajás, a reforma agrária e a soberania alimentar no Brasil.



A atividade terá início às 9h, no auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados. Além do coordenador da Frente Parlamentar da Terra, deputado Dr. Rosinha (PT/PR), o debate contará com as participações dos coordenadores das Frentes Parlamentares: em Defesa da Economia Solidária no Brasil, deputado Eudes Xavier (PT/BA); Segurança Alimentar e Nutricional, deputado Nazareno Fonteles (PT/PI); Agricultura Familiar, deputado Anselmo de Jesus (PT/RO); Defesa dos Quilombolas (PT/SP), deputado Vicentinho; Defesa dos Povos Indígenas, deputado Eduardo Valverde (PT/RO), e o presidente da Subcomissão de Combate ao Trabalho Escravo no Senado Federal, senador José Nery (PSOL/PA). João Pedro Stedile, economista e integrante da direção do MST, completa a mesa do debate.



Paralelamente à atividade, haverá a exposição de publicações, painéis fotográficos, cartazes e produtos da reforma agrária.



17 de abril: Dia nacional de luta pela reforma agrária



Em 17 de abril de 1996, policiais militares promoveram o Massacre de Eldorado de Carajás, que ganhou repercussão internacional e deixou marca na história do país. Em 2002, o presidente FHC instituiu essa data como o Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária.

Passados 13 anos do massacre no Pará, permanecem soltos os 155 policiais que mataram 19 trabalhadores rurais, deixaram centenas de feridos e 69 mutilados. Entre os 144 incriminados, apenas dois foram condenados depois de três conturbados julgamentos: o coronel Mário Collares Pantoja e o major José Maria Pereira de Oliveira. Ambos aguardam em liberdade a análise do recurso da sentença, que está sob avaliação da ministra Laurita Vaz, do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

O 17 de abril é marcado internacionalmente como o dia das lutas dos camponeses de todo o mundo. Todos os anos, a Via Campesina realiza mobilizações nesse período do ano, em diversos países, para cobrar o julgamento dos responsáveis pela violência no campo e pela realização da reforma agrária.

Local: Auditório Nereu Ramos – Câmara dos Deputados

Dia: 15 de abril de 2009

Horário: das 9h às 12h30



Informações à imprensa:



Maria Mello - (61) 8464 6176




Maria Mello
Assessoria de Comunicação
Escritório Nacional do MST em Brasília
(61) 3322 5035
maria@bsb.mst.org.br
www.mst.org.br
www.mst.org.br

Por reforma agrária, Sem Terra bloqueiam rodovia no DF

Cerca de 200 trabalhadores e trabalhadoras rurais Sem Terra bloqueiam, desde o início da manhã desta terça-feira (16/04), o trecho da rodovia BR-020 na altura do entroncamento com a DF-110, na região de Planaltina (DF).

A mobilização, que integra a Jornada Nacional de Lutas por reforma agrária de abril, exige o assentamento das 1.800 famílias acampadas no Distrito Federal e Entorno, assistência técnica para 1.200 famílias assentadas, investimentos em educação, recuperação de assentamentos e a reestruturação da Superintendência Regional do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), a SR 28.

Segundo os Sem Terra, não houve nenhum retorno da audiência realizada com o superintendente regional do Incra no final de abril, após a ocupação da sede da SR 28. "A reforma agrária está parada no Distrito Federal e Entorno, não sai do lugar. Na região de Unaí, por exemplo, cerca de 200 famílias do acampamento Índio Galdino aguardam há mais de sete anos pelo assentamento", afirma comenta Joel Silva, da direção do MST no DF.

Semana de Lutas por reforma agrária

A Jornada Nacional de Lutas acontece em todo o Brasil nesta semana. Ela é realizada desde 1997 em memória dos 19 trabalhadores Sem Terra assassinados no Massacre de Eldorado de Carajás, em operação da Polícia Militar, no município de Eldorado dos Carajás (PA), em 17 de abril de 1996. Em 2002, o presidente FHC instituiu essa data como o Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária. Depois de 13 anos de um massacre de repercussão internacional, o país ainda não resolveu os problemas dos pobres do campo, que continuam sendo alvo da violência dos fazendeiros e da impunidade da justiça.
Contato para a imprensa:
Zeca - (61) 9626 5035





Maria Mello
Assessoria de Comunicação
Escritório Nacional do MST em Brasília
(61) 3322 5035
maria@bsb.mst.org.br
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sexta-feira, 10 de abril de 2009

Sutilezas e diferenças....

Coletivo Motirô e Amigos.

[Colômbia] Uma proposta de anarquismo popular!




Dia 27 de fevereiro, baixou uma indecisa chuva, típica de Bogotá, estávamos então na Faculdade de Matemáticas da Universidade Nacional, íamos nos reunindo pouco a pouco, ao som de hip-hop libertário e anarcopunk; os integrantes da Rede Libertária Popular Mateo Kramer. Esse dia era nosso lançamento e havíamos nos encontrado para pintar um mural, fazer estampas e cozinhar comunitariamente.

A idéia da rede não nasceu nesse dia, nem havia nascido dias antes, mas sim, habitava o trabalho político de muitos dos coletivos que, há alguns meses, haviam propostos a construção de um movimento libertário antidogmático, centrado na realidade colombiana e conectado com as lutas populares do país.

Para nós, o anarquismo, que às vezes chamamos de maneira mais ampla “práxis libertária”, busca acabar com todo tipo de privilégio econômico, político, social e cultural para a criação de uma sociedade mais livre e igualitária. Ao mesmo tempo em que luta pela socialização dos meios de produção, luta pela socialização do poder para que este não se converta em posse de poucos.

Assim, segundo nosso ponto de vista, o anarquismo constrói um tipo de poder coletivo que surge das relações sociais livres entre os seres humanos e que se cria a partir da horizontalidade e da diversidade. Este poder alternativo e libertador prefiguram com sua ação diária a construção de uma nova sociedade. Mas, este poder só pode brotar desde baixo, com os oprimidos e marginalizados, desde as classes subalternas e exploradas. Por isso, o ideal coletivista é fundamental para o poder do povo.

Em meados de 2008, começou a aparecer em Bogotá inúmeros coletivos libertários que compartilhavam da necessidade de sair do gueto anarquista, e decidir, do encismamento e purismo em que às vezes se cai, quando se quer transformar radicalmente a sociedade.

Por isso começou-se a reforçar a idéia de evitar sectarismos e lutar junto com outros grupos. Tudo isto, talvez, se deu pelo inevitável golpe da realidade, pelo choque com as condições materiais e pelo reconhecimento de que o anarquismo não poderia permanecer alheio à situação colombiana.

Daí em diante, os coletivos se empenharam em investigar as histórias de lutas do país, a pensar-se em projetos de educação popular, nos bairros, em caminhar com o povo.

Começando 2009, o trabalho anterior não estava suficientemente maduro para pensarmos em uma maior articulação. Foi por esta razão que os coletivos se reuniram com a idéia de organizarmos a RED. Nós, companheiros e companheiras, decidimos potencializar nossos objetivos políticos trabalhando em conjunto e realizando projetos entre todos e todas.

Após inúmeras discussões e ações, levamos a cabo nossa primeira Assembléia Geral Constitutiva, e nela através de intensas jornadas e frutíferas reflexões em meio a um clima geral de debate e entusiasmo chegamos aos seguintes acordos:

1) A RED é uma organização que agrega distintos coletivos libertários e constrói o ideal de Poder Popular através da geração de processos auto-organizativos, autogestionários, horizontais e de base em territórios físicos e virtuais da cidade de Bogotá;

2) A RED realiza trabalho político junto com crianças, jovens, presos políticos, trabalhadores e trabalhadoras através da educação popular e libertária, como também as propostas comunicativas alternativas e a contracultura;

3) A RED atua de maneira articulada segundo os seguintes princípios organizativos: autogestão integral, horizontalidade, ação direta popular, solidariedade efetiva, trabalho de base, autoformação coletiva, ecologismo popular e diversidade anticapitalista;

4) A RED se situa em ser um grande bloco de oposição que rechaça o atual regime político colombiano e buscar gerar alternativas coletivas que avancem para um novo mundo, mais justo e livre;

A Rede Libertária Popular Mateo Kramer permite, então, que diversos coletivos se conectem, se encontrem entre si e coordenem-se para trabalhar com o objetivo libertário comum.

O trabalho em RED não vai em contra-senso com a autonomia dos coletivos, mas sim aproveita a coordenação a favor da autonomia para fortalecer um processo mais amplo e abarcante;

A RED toma decisões em assembléia e isto garante importantes níveis de horizontalidade, comunicação e solidariedade. Esta forma de organização nos tem permitido consolidar processos auto-organizativos em diferentes territórios. Alguns coletivos têm optado pelo trabalho nos bairros, outros nos colégios secundários, outros nos espaços universitários e outros pela contrainformação e contracultura com jovens de diferentes setores.

No dia 27 de fevereiro de 2009, quando vários estudantes se juntaram para comer da cozinha comunitária e outros subiam para pintar, junto com Mefisto, um mural com o nome da RED, estava escrito em letras grandes Poder Popular; muitos recordamos de Mateo Kramer, aquele companheiro e amigo que ao chegar à Colômbia tomou a firme decisão de caminhar junto ao povo. Nossa RED tem o intuito de estar à altura não apenas de uma homenagem ao companheiro, mas de fazer política libertária efetivamente.

Acreditamos firmemente no anarquismo e em sua incessante luta pela liberdade, do direito de rebelar-se contra qualquer tipo de injustiça e opressão, e que esta ação libertária deva ser realizada pelo próprio povo.

Tradução > Palomilla Negra

agência de notícias anarquistas-ana

Trégua de vidro:

o canto da cigarra

perfura rochas.

Matsuo Bashô

quinta-feira, 9 de abril de 2009