terça-feira, 31 de março de 2009

Em Brasília, trabalhadores se unem contra crise e criminalização dos movimentos sociais


“Apenas a unidade da classe trabalhadora traz possibilidade de transformação”. As palavras de Leandro Cerqueira, representante da União Nacional dos Estudantes (UNE), constituíram o espírito do ato unificado em defesa do emprego, pela reforma agrária e pelos investimentos em políticas sociais ocorrido em Brasília na manhã desta segunda-feira (30/03).

Centrais sindicais (CUT, Conlutas, CGTB, CTB, UGT, Nova Central, Força Sindical e Intersindical), organizações estudantis e movimentos sociais como o MST, a Fetraf e a Assembléia Popular integraram a manifestação, que reuniu cerca de mil pessoas e teve início em frente à sede do Banco Central, passou pelos ministérios do Trabalho e do Planejamento e terminou no Supremo Tribunal Federal (STF).

No Banco Central, os manifestantes direcionaram as reivindicações para a redução dos juros, o fim do superávit primário e a demissão do presidente do BC, Henrique Meirelles.

“A crise é gerada por uma lógica de liberação total da economia, que levou à concentração de renda e que achatou as condições de vida da classe trabalhadora que levaram o mundo à bancarrota. Achamos que já está mais do que na hora de Henrique Meirelles abandonar a cadeira do Banco Central”, afirmou Cerqueira.

“Mais do que levantar bandeiras, precisamos acirrar o enfrentamento ao capital. Essa crise não é nossa, é do capital”, ressaltou Ramon Araújo, da Intersindical.

A reforma agrária foi apontada como uma alternativa factível à crise econômica, por garantir a produção de alimentos e para fomentar as pequenas agroindústrias. “O Estado brasileiro precisa inverter prioridades e deixar de injetar volumosas quantias no agronegócio, que já se mostrou frágil e ineficaz nesse momento de crise, para investir na reforma agrária”, disse Claudinei Barbosa, integrante do MST.

A manifestação denunciou também as mais de 800 mil recentes demissões das multinacionais do setor automobilístico e das empresas como a Vale e a Embraer, defendeu sua re-estatização e a ratificação da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que veta a prática de demissão imotivada.

Nos ministérios do Planejamento e do Trabalho, servidores públicos cobraram do governo federal o cumprimento dos acordos de reajustes salariais e uma política inclusiva de trabalho.

Em frente ao STF, onde o ato foi encerrado, a pauta foi a criminalização dos movimentos sociais. Em um abraço simbólico em torno do prédio do Supremo, os manifestantes protestaram contra recentes ataques de seu presidente, Gilmar Mendes, ao MST. Aos gritos de “Fora Gilmar Mendes” e “Trabalhador rural não é marginal”, cobraram punição aos responsáveis pelos mais de 1,5 mil assassinatos de trabalhadores rurais no campo brasileiro nas últimas décadas.

Maria Mello
Assessoria de Comunicação
Escritório Nacional do MST em Brasília
(61) 3322 5035
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www.mst.org.br

Teia do Cerrado

segunda-feira, 30 de março de 2009

O alpiste e o canarinho



O diálogo acima (1), embora somente gravado pela Polícia Federal (PF) antes das eleições de outubro do ano passado, tem mais de 50 anos. Não menos anciã é a fala do diretor da Camargo Correa ao explicar ao intermediário em Brasília que a lista com a s doações está “numa pasta de eleições”, onde “tem todos os caras que foram pagos” (...), “inclusive a colaboração oficial”. Com sua conclusão: "Tem as duas, tá?"

Faz mais de 50 anos que se sente no ar o mau cheiro dos “indícios robustos” da existência de doações políticas, legais e ilegais, como revelado nesta semana pela procuradora Karen Kahn. O fedor é o mesmo que exalam Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez. O mesmo que empestam o ar os atuais partidos políticos envolvidos. Do mesmo modo como antes catingavam PSD, UDN e, depois, a ARENA.

Além dos novos e sofisticados instrumentos de transferência de dinheiro para burlar uma lei cada vez mais atenta, nenhuma novidade existe. Nem a forma como essas empresas apossam-se do poder e capturam a alma dos seus principais ocupantes. Todos fisgados pela mesma ansiedade flagrada num dos doleiros na operação da PF, a cantar para o diretor da empreiteira: "Professor, o canarinho aqui está precisando de alpiste".

A novidade? A provável participação da vetusta Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) na intermediação do fluxo de propinas para políticos (2). Sua pronta reação negando o fato faz coro com a “perplexidade” da Camargo Correia diante da “invasão” de sua sede pela PF em São Paulo. Uma defesa reativa igual a do PSDB, PPS e DEM. Todos receberam doações em angelical “acordo com as leis do país”.

A surpresa? A ninguém é dado o direito de criticar as defesas imediatas dos partidos envolvidos ou dos senadores José Agripino Maia (DEM-RN) e Flexa Ribeiro (PSDB-PA), que atribuíram a um “viés político” a denúncia pela PF das mal explicadas doações recebidas (3). A surpresa se deu pela aguerrida defesa das doações da construtora, feita pelo ex-presidente FHC: “pelo que vi, era legal, não tinha nada de irregular".

Fernando Henrique Cardoso ironizou a ausência do PT na lista de doações da Camargo Correia: “Só a partezinha da oposição que aparece" (4). O ex-presidente “suspeita” dos resultados da Operação Castelo de Areia da PF com o mesmo descaso com que tratou a instituição ao longo dos seus dois mandatos. No seu tempo, as atividades de combate à corrupção eram sufocadas no nascedouro e jogadas sob os tapetes do Planalto.

A surpresa menor ficou por conta do ministro falastrão Gilmar Mendes. Ele voltou a criticar nesta sexta-feira a Polícia Federal ao dizer que as grandes operações "criam um cenário de terror", ameaçam institucionalizar “um modelo anormal no Brasil". (5) Esquece o linguarudo que anormal é desfavorecer a credibilidade do Supremo com decisões de risco, como no caso do banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity.

Atentado criminoso na Terra Indígena Bananal.

Mais um atentado criminoso na Terra Indígena Bananal Brasília DF, hoje atearam fogo na casa de um indígena Fulni-ô, destruindo toda a sua casa, artesanato, documentos e toda uma memória.
Foi avistado viaturas da polícia próximo ao local, mas ainda não sabemos quem foi o responsável pelo fogo.Ano passado foi destruída outra casa de um indígena, parece que não há limites para os empresários e o GDF.
Brasília é uma terra sem lei!
Maisa tarde envio as fotos,
por favor denunciem
O silêncio só ajuda a perpetuar a opressão!
Abs
Rafa Kaaos

sexta-feira, 27 de março de 2009

Bairro nobre de Brasília detém o recorde mundial de desperdício de água por habitante!




Será que em pleno séc. XXI a burguesia não aprendeu que a água é um recurso finito?

Além de cartão postal, o Lago Paranoá é um dos principais reservatórios hídricos do Distrito Federal

O Brasil detém o recorde de desperdício de água por habitante no mundo. Ele
foi detectado no Lago Sul, bairro nobre de Brasília, onde o gasto médio
diário por pessoa é de mil litros. Enquanto isso, em países da Àfrica, como
a Namíbia, por exemplo, as pessoas têm menos de um litro de água por dia. As
informações são do engenheiro Paulo Costa, especialista em programas de
racionalização do uso de água.
Ainda de acordo com Costa, da consultoria paulista H2C, que já desenvolveu
mais mil projetos em empresas, hospitais e condomínios comerciais e
residenciais, o consumo diário médio de água por pessoa nos grandes centros
urbanos brasileiros oscila entre 250 a 400 litros do recurso natural. O
volume é mais que o dobro do considerado ideal pela Organização das Nações
Unidas (ONU) fixado em 110 litros/dia.
Segundo ele, só cinco países no mundo apresentam um nível de consumo de água
per capita previsto pela ONU: Alemanha, Bélgica, República Tcheca, Hungria e
Portugal.
Em entrevista ontem (22) à Agência Brasil, o especialista explicou que os
resultados alcançados por esses países são fruto da conjugação de tecnologia
com informação, educação ambiental e reeducação da população adulta. Esse
caminho, assinalou, também deve ser seguido pelo Brasil para reverter o alto
nível de desperdício de água.
Em primeiro lugar, ele destacou a necessidade de os brasileiros adotarem uma
nova postura diante do consumo de água. “Isso diz respeito à reeducação
ambiental, que deve ser difundida entre os adultos”.
Costa defende ainda a introdução da disciplina de educação ambiental nos
currículos das escolas de ensino fundamental para fazer com que as crianças
recebam noções sobre o consumo racional de água. “Isso possibilita uma
vantagem em termos de atitude em relação ao consumo”.
Para reduzir o desperdício, o especialista lembrou uma série de dicas, como
os banhos mais curtos, uma vez que o chuveiro responde por 46% do consumo de
água dentro de uma casa. Ele recomendou também que, ao fazer a limpeza de
utensílios de cozinha, deve-se usar pouca água e muito sabão e bucha,
lembrando que as torneiras e misturadores respondem por 14% do consumo
domiciliar. Outra dica é escovar os dentes com a torneira fechada.“São
cuidados básicos em relação ao que nós já temos quanto ao consumo.”
Costa criticou a preocupação geral da sociedade e dos governos com a
ampliação da produção de água, em vez de buscar reduzir o consumo. “O que
tínhamos de água disponível em 1950 é o mesmo que temos hoje, mas temos
alguns bilhões a mais de seres humanos. Então, se não pensarmos em controlar
a demanda, estamos completamente errados, porque o trabalho que as
concessionárias de água e a população vêm fazendo é de apressar o término
dos estoques. A água é a mesma, precisamos é controlar a forma como usá-la”,
defendeu.
Dados da ONU apontam que mais de 4 bilhões de pessoas vão ter problemas com
escassez de água em 2050.
Segundo o engenheiro, existe tecnologia de sobra no Brasil para gerir a
demanda da água, que é um bem finito, não renovável e tem um custo elevado
de tratamento. “É a atitude que nos falta”, afirmou.
De acordo com Costa, a conjugação de tecnologia e educação ambiental pode
levar condomínios residenciais a terem 30% a 40% de economia por mês em seus
gastos com água. Já nos condomínios comerciais, empresas e indústrias, a
redução do gasto mensal com água pode chegar a 60%. “Ou seja, o que vemos
como despesa no balanço de uma empresa pode se transformar em receita, por
meio da adoção de programas de racionalização de consumo de água”, disse o
engenheiro.

Matéria de Alana Gandra, da *Agência
Brasil

domingo, 22 de março de 2009

sábado, 21 de março de 2009

MPF/DF recomenda suspensão da licença prévia para construção do Noroeste


O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF/DF) recomendou ao Instituto Brasileiro dos Recursos Naturais e Renováveis (Ibama) que suspenda imediatamente os efeitos da licença prévia para construção do Setor Habitacional Noroeste, emitida em maio de 2007. O MPF sustenta que a Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) não cumpriu a condicionante - imposta pelo próprio Ibama para o licenciamento da área - que exigia a solução da questão fundiária relativa à comunidade indígena do Bananal, que vive no local há mais de 30 anos. Também foi enviada recomendação à Fundação Nacional do Índio (Funai), para que constitua, imediatamente, grupo de trabalho técnico para concluir os estudos de identificação, delimitação e demarcação da área ocupada pelos índios.

Na íntegra da recomendação a Procuradora da República Luciana Loureiro de Oliveira considera o Relatório de Levantamento Prévio feito pela antropóloga Stella Ribeiro da Matta Machado, por solicitação da FUNAI (processo nº 1230/2003), o qual teve suas conclusões corroboradas por estudos de outros técnicos, a exemplo do Antropólogo da 6ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal, Marco Paulo Fróes Schettino, da Antropóloga da FUNAI, Andréia Luiza Leandro Barbosa Magalhães, e do Geógrafo Marcelo Gonçalves Oliveira e Silva, todos apontando para a necessidade de se aprofundar a apuração da tradicionalidade da ocupação indígena na Capital Federal.

Cabe ressaltar que tal recomendação do Ministério Público é o primeiro comunicado oficial que aponta as irregularidades do processo de licenciamento da área, apesar das inúmeras denúncias feitas em diversas instâncias ao longo dos últimos dois anos (no dia 20/03/2008 foi feito um ato na porta do IBAMA/DF pedindo o cancelamento da licença). Sabemos também que a TERRACAP anunciou publicamente que têm um equipe de advogados que está 24 horas de plantão para derrubar qualquer impedimento judicial à continuidade de seus interesses, ou seja, até mesmo a TERRACAP sabe que seu projeto é legalmente questionável. A próxima licitação da área está marcada para o dia 26 de março, convidamos todas as pessoas de bem a comparecerem nesse dia as 9:30hs para manifestarem-se contra a venda da área. Está semana uma comissão da Fundação William J. Clinton (pertencente ao ex-presidente Bill Clinton) está em Brasília para conhecer o projeto, o que demonstra que o maior projeto de especulação imobiliária da capital federal, cinicamente chamado de "Ecovila", está extrapolando as fronteiras nacionais.

terça-feira, 10 de março de 2009

Jornada de Lutas das Mulheres Camponesas



Mulheres Camponesas na luta contra o agronegócio, por Reforma Agrária e Soberania Popular

06/03/2009 - Nós mulheres, camponesas, ribeirinhas, extrativistas, indígenas, quilombolas e sem terra, queremos denunciar com nossas ações políticas a extrema gravidade da situação dos trabalhadores rurais no Brasil. Não nos subordinaremos a este modelo capitalista e patriarcal de sociedade, concentrador de poder e de riquezas. Não queremos o projeto de agricultura do agronegócio, hidronegócio e das empresas transnacionais no Brasil.

Nos mobilizamos para denunciar a crise política, econômica, social e ambiental criada pelas elites que controlam o Estado: capital financeiro internacional e transnacionais. Não aceitamos pagar a conta da crise, com a super-exploracão de nosso trabalho, baixos salários, aumento da jornada de trabalho e com o avanço da exploração sobre os recursos naturais. Por isso, DENUNCIAMOS...

Manifesto em defesa das Escolas Itinerantes do MST-RS

"A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crucius, e parte direitista do Ministério Público do estado estão golpeando as Escolas Itinerantes do MST no Rio Grande do Sul, decretando o banimento dessas instituições educativas. O ato de proscrever essa inspiradora iniciativa educativa do MST é parte do processo de criminalização e de expulsão do MST do estado, conforme vem sendo denunciado pelas entidades democráticas de dezenas de países.
Para proteger os latifúndios e as corporações, em especial as de celulose, Yeda e seus aliados querem cortar o que julgam ser o "mal pela raiz": a educação das crianças, dos jovens e dos adultos/as que estão acampadas há anos, pois nada é feito em prol da reforma agrária. A governadora quer silenciá-los/as.
Os/as camponeses/as foram expropriados/as de suas terras pelo poder do grande capital e nenhuma alternativa econômica lhes foi possibilitada. É por isso que as bandeiras do MST tremulam a beira das rodovias que ladeiam os latifúndios destrutivos. Dignamente os/as camponeses/as resistem lutando pela democracia que, para ser verdadeira, não pode prescindir dos meios econômicos que assegurem condições de vida humana. E as Escolas Itinerantes são parte desse processo civilizatório." (...)
Fonte: Centro de Mídia Independente

sexta-feira, 6 de março de 2009

*SEMINÁRIO NACIONAL EM DEFESA DA REFORMA AGRÁRIA E DO MEIO AMBIENTE*


Via
Campesina, FBOMS, CNBB, FNRA*

Enquanto o Governo Brasileiro assume metas para a redução do desmatamento na
Amazônia, os Ruralistas, no Congresso Nacional, junto a setores deste mesmo
governo, investem na modificação do Código Florestal e na transferência
indiscriminada de terras públicas, objetivando facilidades à expansão do
agronegócio na região e nos outros biomas brasileiros, aprofundando, assim,
as suas ações criminosas contra o meio ambiente.

A edição da MP 458 que trata da regularização fundiária é uma sinalização
clara de que o governo brasileiro irá repassar para os grileiros da Amazônia
as terras públicas que historicamente são reivindicadas para a Reforma
Agrária e que servem de suporte a relações mais equilibradas entre o meio
ambiente, compreendido por esse território, e as populações tradicionais que
o ocupam.

Os ruralistas, tendo como centros de operações a Comissão de Agricultura da
Câmara dos Deputados e o Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento, atuam de forma ostensiva para aprovar proposta de Lei
formulada pelo Senador Flexa Ribeiro, do Pará, agravada pelos representantes
do agronegócio. Tal proposta produziria efeitos na redução de áreas de
preservação permanente e das reservas legais em todos os biomas do país, e
acentuaria sobremaneira a devastação na Amazônia, que se torna trágica com a
anistia proposta aos crimes ambientais praticados por grileiros e
latifundiários.

Na realidade, os ataques ao Código Florestal e à legislação ambiental
integram uma estratégia mais geral dos "senhores da terra" pela supressão
dos empecilhos legais, ambientais e fundiários para o avanço, a qualquer
custo, da grande exploração agropecuária na Amazônia. Acresce-se a isto as
intensas ações conduzidas pelos ruralistas contra a demarcação dos
territórios indígenas e quilombolas, assim como a recente edição da MP 458,
destinada à ampla, imediata e incondicional legalização das grandes
extensões de terras públicas griladas na Amazônia, sob o pretexto de combate
à desordem fundiária e do combate ao desmatamento.

Esta é uma pauta que os ruralistas irão defender com veemência no Congresso
Nacional, a partir deste mês de março, a ensejar a necessária reação dos
setores da sociedade identificados com a defesa do meio ambiente e com a
realização de uma ampla reforma agrária, em bases absolutamente
sustentáveis.

Diante desse cenário e dessa conjuntura setores da sociedade brasileira,
imbuídos do dever constitucional, humano e ético constituem uma aliança
Camponesa e Ambientalista para uma nova ordem Agrária e Ambiental no País.

Esta Aliança tem como objetivos a defesa da Reforma Agrária e do Meio
Ambiente, considerando que essas são condições fundamentais para assegurar
os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras desse país, seja no campo ou
na cidade.

É nesse espírito de unidade que estaremos realizando o *SEMINÁRIO NACIONAL
EM DEFESA DA REFORMA AGRÁRIA E DO MEIO AMBIENTE *e para o qual convidamos a
toda sociedade brasileira.
* *

*PROGRAMAÇÃO PROVISÓRIA*

* *

Terça-feira, dia 10 de março de 2009

Local: Auditório Petrônio Portela, Senado Federal, Brasília (DF)

8hs – Inscrições e entrega de materiais

9hs – Abertura (convidados: Senadora Marina Silva, CUT, CNBB, Via Campesina,
FBOMS, Deputado Federal da área)

10:30hs – Coletiva de imprensa

10:30-13hs – Mesa 1: Código Florestal - GT Florestas/FBOMS, Frei Sergio
Gorgen/MPA/Via Campesina

13:15 – Almoço

14:15-17hs –Mesa 2: Reforma Agrária e Regularização fundiária - Ariovaldo
Umbelino – USP, CNBB, GTA

17hs – Encaminhamentos e leitura da carta do Seminário

18hs – Encerramento

--
Pedro César Batista
61 9162 6682
skape: pedro.batista09
pcba...@gmail.com
www.pedrocesarbatista.blogspot.com

x-x-x-x

Não basta que seja justa e pura
a nossa causa
é necessário que a justeza e a pureza
estejam dentro de nós.

Agostinho Neto

quarta-feira, 4 de março de 2009

A questão do transporte em Brazlândia!

A cidade de Brazlândia e uma das mais a afastadas do DF e por isso sofre com graves problemas no seu sistema de transporte, ônibus lotados,sucateados, passagens abusivas.Os problemas são vários,no entanto e necessário se pensar alternativas que possam melhorar este sistema.A população precisa se mobilizar e reivindicar a melhoria.Por muitos anos somos reféns deste sistema que não atende nossas necessidades e um sistema excludente,pois existe um toque de recolher nas satélites quem não pega o ultimo da meia noite fica “empenhado” dependo do corujão isso quando este não quebra,os ônibus não são suficientes para a demanda da cidade por isso se faz urgente um estudo para que se melhore o sistema,a frota tem de ser trocada toda e não apenas parcialmente,a população do assentamento sofre pois as linhas não entram,as pessoas da zona rural sofrem com a escassez de horários.A lógica deste sistema visa apenas o lucro e não o bem estar da população,a Amiver possui processos contra a Viplan a nossa carrasca pois a muito sofremos com esta empresa.Agir esta e a palavra no DF vem sendo organizado um movimento que no qual vários grupos estão participando, pela melhoria dos transportes,para que este seja mais humano,não temos acesso a espetáculos culturais,a serviços e tantos outros.
A população movimentos e associações precisam se juntar e lutar pois nada na vida nada e de graça,sem luta e mobilização não vai.

Por um transporte mais humano!
Por uma cidade mais nossa!

SINPRO DF 30 anos!


O Sindicato dos Professores comemoram 30 anos e para celebrar trazem grande show com o ilustríssimo artista Ney Matogrosso.
Quando? Sábado dia 07 de março a partir das 21:00 hs.
Onde? Pavilhão Parque da Cidade.
Compareçam todos educadores!
A festa é pra vocês!

Encontro de Folia de Reis


Nos dias 5, 6, 7 e 8 de março, Brasília tem um encontro marcado com as manifestações tradicionais da cultura popular. Trata-se do IX Encontro de Folia de Reis do Distrito Federal, que se realizará na Granja do Torto, num espaço que remete a um ambiente de aspectos genuinamente rural.

A Folia de Reis é uma tradição de origem portuguesa, trazida pelos Padres Jesuítas, que ganhou força especialmente no séc. XIX e mantém-se viva em praticamente todo o Brasil, especialmente nos Estados de Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal. Desses locais, surgem expressivas manifestações artísticas e culturais, com forte presença no imaginário popular. A Folia de Reis mantêm características antigas, preservando cantos, danças, ritmos e melodias há várias gerações, cujos traços típicos se manifestam nas catiras, lundus, curraleiras e muitas outras criações de Grupos, Companhias e Ternos de Reis. Eles trazem na bagagem um repertório variado da nossa cultura popular, tanto em termos musicais como de crenças, valores e conhecimentos tradicionais.

Chegando à sua 9ª edição, o Encontro de Folia de Reis do DF, este ano, terá início na quinta-feira (05/03) com show de abertura do violeiro Almir Sater (MS), às 22h, e prosseguirá até domingo (08/03), com uma vasta programação artística e cultural. (Outras informações, no site WWW.encontrofoliadereis.com.br). Além do grande show de abertura, o evento contará também com a participação da dupla Zé Mulato e Cassiano/DF (06/03), Chico Lobo/MG (07/03), Roberto Corrêa/DF e Siba/PE, (07/03), Pereira da Viola/ MG (08/03) e, encerrando o encontro, a grande dama da cena caipira brasileira, Inezita Barroso/SP (08/03), que se apresentará acompanhada do grupo feminino de Folia de Reis de Vazante/MG, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. Abertura do Show ficará por conta das duplas Kleuton & Karen, Rosa Branca & Canarinho e Caipira & Caipora.

PROGRAMAÇÃO ARTÍSTICA E CULTURAL

QUINTA-FEIRA - DIA 05/03/2009

19h – Abertura: - Representação da Chegada dos Três Reis Magos – Encontro das Bandeiras

19h30 – Palco: Apresentação do Canto de Chegada

21h – Palco: Abertura Oficial (autoridades políticas e eclesiásticas)

22h – Palco: SHOW - ALMIR SATER (MS)

SEXTA-FEIRA - DIA 06/03/2009

9h – Roda de Prosa - Mestres Reiseiros – Grupos de Folias - Tema: Como manter a tradição da Folia de Reis

12h – Galpão: Almoço dos Foliões

14h – Giro Cultural pela Esplanada dos Ministérios

19h – Jantar dos foliões - Seguido do Bendito de Mesa

19h - Apresentação de Folias e Danças Populares

21h30 - Palco: SHOW – TÉO AZEVEDO (MG)

23h – Palco: SHOW – ZÉ MULATO E CASSIANO (DF)

SÁBADO - DIA 07/03/2009

9h – Roda de Prosa / Convidados: Américo Córdola (Ministério Cultura/Sec.Ident. Divers.Cultural); Chico Lobo (Violeiro-MG); Pereira da Viola (Violeiro-MG); Bariâni Ortênci – GO; Prof. Afonso Furtado – RJ e Grupos de Folias

9h – Oficinas: Danças (Catira, Lundu e Curraleira); Construções de Instrumentos de Folia; Brinquedos, Brincadeiras e Jogos Roceiros.

9h – Praça do Coreto: Apresentações Livres de Folias e Danças

12h – Almoço dos Foliões seguido de Bendito de Mesa – (local:Galpão/refeitório)

12h – SHOWS no Palco Alternativo/Refeitório - CHICO LOBO – VANDERLEY E VALTECY – LUIZ FARIA E SILVA NETO

14h – Oficinas (continuação)

14h – Praça do Coreto – Apresentações Livres de Folias e Danças

17h – Palco: Apresentações das Folias e Danças Populares

19h – Galpão: Jantar dos foliões – seguido do Canto de Agradecimento

20h – Palco: Apresentação de Folias e Danças Populares

22h30 – Palco: SHOW – ROBERTO CORRÊA e SIBA (Lançamento de CD)

23h30 - Palco: SHOW – ANDRÉ e ANDRADE

DOMINGO - DIA 08/03/2009

9h – Roda de Prosa (cont.)

9h – Oficinas (cont.)

9h – Praça do Coreto: Apresentações livres de Folias e Danças

12h – Galpão: Almoço dos Foliões, seguido de Bendito de Mesa

12h30 – SHOWS no Palco Alternativo/Refeitório - PEREIRA DA VIOLA – CELINO & GERALDO – GALVAN & GALVÃOZINHO

15h – Palco: Encerramento das oficinas

16h – Praça do Coreto: Apresentações de Folias/ Canto de Despedida

18h – Apresentação de Encerramento do Encontro, com INEZITA BARROSO, comemorando o Dia Internacional da Mulher, acompanhada do grupo Feminino de Folia de Reis de Vazante/MG. – Abertura do Show: Kleuton & Karen – Rosa Branca & Canarinho – Caipira & Caipora

ATRAÇÕES DIÁRIAS E VARIEDADES

Exposições de Instrumentos Musicais Típicos; Fotos e Vídeos; Rodas de Prosa (com mestres Reiseiros);

Danças típicas: Catira, Lundu, Curralera, São Gonçalo, Sussia, Tambor; Presépios; comidas típicas, artesanatos e produtos agroindustriais; Fazenda Modelo e após as modas, arrasta pé com músicos foliões.

Realização: Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do GDF; Clube do Violeiro Caipira de Brasília - Patrocínio: FAC – Fundo de Apoio a Cultura/Secretaria de Estado de Cultura; BrasíliaTur - Apoio: GDF – Governo do Distrito Federal; ACP; NEAD - Produção: VBS Produções e Cultura & Criatividade.

terça-feira, 3 de março de 2009

Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo - FNRA Repudia declarações do Ministro Gilmar Mendes



O Fórum Nacional pela Reforma Agrária e Justiça no Campo - FNRA, vem contestar as declarações carregadas de preconceito e rancor de classe do presidente do Supremo Tribunal Federal - STF, Gilmar Mendes, e apoiadas pelos Presidentes do Senado Federal, e da Câmara dos Deputados, contra os movimentos sociais e sindicais do campo. Ao longo da historia da luta pela terra no Brasil, a atuação dos movimentos tem sido inspirada pela garantia dos direitos humanos, em especial o direito à vida, à dignidade dos homens e mulheres do campo e o direito e a necessidade de realização de uma reforma agrária massiva, que contemple uma ampla e justa distribuição de terras.
Lastimamos que o Presidente do STF, que é o guardião da Constituição Federal, não tenha incorporado à história de luta das classes populares nacionais. Em declaração recente a imprensa, o Ministro, em uma atitude revoltosa, coloca no mesmo patamar diferentes situações como as ocupações de terras, convênios e contratos assinados entre organizações e governo, questiona as autoridades responsáveis pelo repasse de verbas e pede a punição por crime de responsabilidade. Nunca a sociedade brasileira ouviu do Ministro uma condenação aos grupos de latifundiários armados no campo ou a concessão de financiamentos públicos aos grandes grupos econômicos, que tem provocado o trabalho escravo, chacinas contra populações tradicionais e crimes ambientais. Dessa forma, o senhor Ministro Gilmar Mendes, estimula o processo de criminalização dos movimentos sociais e sindicais, unindo e fortalecendo politicamente os setores que atuam no sentido contrario à consolidação de uma sociedade livre, organizada e democrática.
A luta pela reforma agrária não vai recuar diante de declarações imponderadas como esta do ministro Gilmar Mendes. Ao contrario, fortalece a luta do FNRA contra as legislações que institucionalizam a criminalização das organizações, contra as leis que impedem as legitimas ocupações e A FAVOR da emenda constitucional que limita o tamanho da propriedade rural e pela assinatura da Portaria que atualiza os índices de produtividade.
Atualmente existem cerca de 250 mil famílias de sem-terras acampadas nas beiras das estradas. Os recursos orçamentários da União destinados para a reforma agrária não dão conta desta demanda, apesar de estar comprovado que o Estado possui recursos suficientes para realizar a reforma agrária em menos de três anos. Adiar este processo significa promover e estimular a violência no campo, colocando em risco a vida de milhares de famílias brasileiras.
E lamentável quando lemos e ouvimos o Presidente do Supremo Tribunal Federal apelar para Medidas Provisórias e legislações recentes sobre a reforma agrária, quando a Constituição Federal assegura aos cidadãos e cidadãs o direito à terra aos que nela trabalham, a moradia e a uma vida digna. O papel do FNRA é exigir do Estado o efetivo cumprimento da função social da propriedade da terra, para que dela os brasileiros e brasileiras tirem seu sustento.
As lideranças dos diferentes movimentos reunidos em Salvador durante o Seminário Nacional pela Campanha do Limite da Propriedade da Terra não se sentem ameaçadas pelas palavras do Ministro Gilmar Mendes. Pelo contrario, se sentem desafiadas e estimuladas a renovar suas alianças e dar continuidade à luta histórica em nome dos companheiros e companheiras que tombaram nesta caminhada.
Pela Reforma Agrária e Justiça no Campo, já!
ENTIDADES QUE COMPÕEM O FNRA:
CONTAG – MST – FETRAF Brasil - CUT - CPT – CÁRITAS BRASILEIRA – MMC – MPA – MAB - CMP - CONIC – CONDSEF – Pastorais Sociais da CNBB - MNDH – MTL – ABRA – ABONG - APR – ASPTA – ANDES – Centro de Justiça Global - CESE – CIMI – CNASI – DESER – ESPLAR – FASE – FASER – FEAB – FIAN-Brasil – FISENGE - IBASE – IBRADES – IDACO – IECLB - IFAS – INESC – MLST – PJR – REDE BRASIL sobre Instituições Financeiras Multilaterais – Rede Social de Justiça e Direitos Humanos - RENAP – SINPAF – TERRA DE DIREITOS – EMPÓRIO DO CERRADO – COIABE – ABRANDH – ABEEF - Comissão de Justiça e PAZ – Grito dos Excluídos – Jubileu Sul/Brasil – Mutirão Nacional pela Superação da Miséria e da Fome.

segunda-feira, 2 de março de 2009

domingo, 1 de março de 2009

AMIVER prestigia a Cultura Popular de Cavalcante - GO



Sob os pés, a riqueza da terra da chapada dos veadeiros.
Sobre as cabeças, a imensidão e a energia do céu de Cavalcante.

Durante um dos melhores carnavais já realizados na cidade de Cavalcante - GO, com
direito a bênção de Joãozinho 30, ao som da charanga insaciável repleta de marchinhas
históricas, e com o desfile de cinco blocos representantes da cultura popular de Cavalcante, desde nossos amigos do morro encantado, a alegria dos Kalungas, a raiz do unidos do lava pés e a irreverência dos pé inchados e do bloco só nois e mais ninguém, se desenvolveu uma enxurrada da mais bela cultura popular do centro oeste brasileiro, e claro, os amigos das veredas não poderiam ficar fora dessa!!!

UM BRINDE AO RESGATE E AO FORTALECIMENTO DA CULTURA POPULAR!!
UM BRINDE A CAVALCANTE, QUE HONROU A HISTÓRIA DA CHAPADA DOS VEADEIROS!!